segunda-feira, 13 de setembro de 2004

MALENA (MALÈNA):
Mais um filme que ocorre durante o período das Grandes Guerras. Nesse caso, ela é apenas mencionada, como um pano de fundo para a história. Um dos personagens principais é Renato Amoroso (Giuseppe Sulfaro), um menino de 12 anos, que está começando os seus passos na adolescência. E como de costume na vida dos garotos nesta fase, tanto em filme quanto na vida real, ele tem uma admiração por uma bela moça: Malena (Monica Bellucci). Ela não só atrai a atenção de todos os garotos da região, mas também dos homens, o que deixa as mulheres da cidade extremamente enciúmadas e com inveja.
Malena é casada, mas seu marido foi enviado para a guerra. Renato, seu fã platônico, vive observando-a enquanto vai crescendo. Um dia, Malena recebe a notícia de que seu marido morreu em batalha. É a partir deste momento que o filme se transforma.
O principal ponto, para mim, é a demonstração das fraquezas humanas. Temos os adolescentes, que endeusam a belíssima Malena; os homens, que querem se aproveitar da moça; as mulheres que, incapazes de procurar seu próprio bem, transformam Malena no centro de todos os seus males e maledicências. E a própria Malena. Com a morte do marido, ela vai se perdendo cada vez mais. É a natureza humana, né?
Ponto positivo para a carreira de Mônica Bellucci, cujo pecado recente, na minha opinião, foi ter aceito fazer "figuração" nas seqüências de Matrix. Ela não precisava disso. A não ser que tivesse umas contas atrasadas para pagar. Tudo bem! Eu não assisti a todos os seus filmes, mas só sua atuação em Irreversível já é digna o suficiente para aplausos de pé. Nota: 8.
Melhor citação do filme: "De agora em diante, eu estarei ao seu lado. Para sempre, eu prometo. Espera só eu crescer." (Renato Amoroso - Giuseppe Sulfaro)
MALENA (Malèna) - 2000 - Gênero: Drama - Direção: Giuseppe Tornatore // Monica Bellucci, Giuseppe Sulfaro.
A VIDA É BELA (LA VITA È BELLA):
Esse filme é meio controverso aqui no Brasil. Algumas pessoas não gostam, apenas porque ele levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1999. Com isso, o nosso Central do Brasil perdeu sua estatueta. Alguns se irritam com "o circo" que foi montado para a entrega do prêmio ao Roberto Benigni, o comportamento dele na cerimônia, sua comemoração etc. Cada um deve ter suas razões para detestá-lo. Mas eu acho isso tudo uma grande bobagem.
Com estas críticas à parte, eu prefiro me concentrar no filme em si. Afinal, nada do que citei acima tem a ver com o próprio. Fui ver no cinema, na época de sua exibição. E confesso que saí da sala maravilhada e chorando sem parar. Na época, eu era uma contumaz consumidora de filmes norte-americanos. Não dava muita atenção aos de outros países, fora o Brasil. Mas para mim, A Vida é bela é exatamente como o nome diz: belo. Na verdade, belíssimo.
Eu não esperava muito do filme. Afinal de contas, a única coisa que eu sabia da carreira do diretor, roteirista e ator principal do filme, Roberto Benigni, era que ele fazia comédias. Vi uma delas antes. Se chamava O Monstro e é muito engraçada. Na verdade, eu só fui ver A Vida é bela porque tinha simpatizado com o Roberto Benigni neste filme. Claro, um não tem nada a ver com o outro, mas gosto de ambos.
A Vida é bela é uma fábula linda, de um otimismo que assusta. É de se espantar o que o personagem de Benigni faz para que seu filho viva um mundo de imaginação dentro de um dos maiores infernos criados pela insensatez da humanidade. Achei o começo do filme meio monótono, é verdade. Chatinho até. A partir do momento em que Guido (Roberto Benigni) e Dora (Nicoletta Braschi) estão casados, o filme começa de verdade para mim.
A época é o final dos anos 30. Guido é homem simples, que sobrevive como garçom. Se apaixona por Dora, que esbarra nele o tempo inteiro, em situações muito inusitadas. Ela deixa seu noivo por Guido. Anos depois, os dois já casados, tem um filho de uns oito anos chamado Josué (Giorgio Cantarini). O menino tem paixão por tanques de guerra. A família leva uma vida calma e normal até que começa mais uma Grande Guerra. Os judeus da cidade são levados a campos de concentração nazista. Isto inclui Guido e Josué. Dora, que não é judia, desesperada com o futuro do marido e de seu filho, acaba indo voluntariamente para o campo de concentração.
Para amenizar o terror do lugar, Guido diz a Josué que eles estão ali presos por causa de uma competição. Quem ganhar levará um tanque de verdade como prêmio. É aí que o filme fica mais lindo. Tudo o que Guido arma para amenizar a vida do filho, enquanto sofre as agruras do campo, transforma não só a vida do menino, mas a dos espectadores também.
A Vida é bela não é só conto de fadas e piadinhas engraçadas. Sim, elas aparecem. Afinal Benigni é comediante. Mas existe também críticas sutis ao terror imposto pelos alemães aos judeus. Sutis sim, mas perceptíveis a quem prestar atenção. Você fica preso a história e sofre com o que o pai faz por amor ao seu filho. E o final era tudo que eu não podia esperar, o que já merece todo o meu aplauso. Mas o grande mérito do filme é mostrar que até mesmo nas horas mais difíceis, as pessoas precisam se manter otimistas. Não sei se todo mundo consegue. Para mim é muito difícil. Mas mesmo assim, dá uma esperança para nós, que andamos tão desesperançados com tudo. Nota: 9.
Melhor citação do filme: "Você pode perder todos os seus pontos em algumas dessas três razões. Um: Se você chorar. Dois: Se você quiser ver a sua mãe. Três: Se você estiver com fome e pedir um lanche. Esqueça!" (Guido Orefice - Roberto Benigni) .
A VIDA É BELA (La vita è bella) - 1997 - Gênero: Drama - Direção: Roberto Benigni // Roberto Benigni, Nicoletta Braschi, Giorgio Cantarini.

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

TODAS AS GAROTAS DO PRESIDENTE (DICK):
Olha, esse aqui é completamente dispensável... Façam um favor a si mesmos e não vejam nunca esse filme. É uma baboseira tão grande... Uma mistura de Forest Gump com As Patricinhas de Beverly Hills. Eu só vi porque acompanho a carreira de Kirsten Dunst desde que a vi pela primeira vez, em Entrevista com o Vampiro. É uma mania sem explicação.
Duas adolescentes, Arlene Lorenzo (Michelle Williams) e Betsy Jobs (Kirsten Dunst), acabam trabalhando para o presidente americano Richard Nixon (DanHedaya). Elas levam o cachorro para passear. As meninas acabam se envolvendo em várias decisões do presidente e aonda tem contato com os segredos que Nixon guarda. Até sobre o escândalo de Watergate.
Na boa, não vou ficar gastando texto com esse filme. É muito ruim. Não merece ser assistido. A única coisa boa é a trilha sonora. Por isso dei uma nota razoável. Nota: 5.
Melhor diálogo do filme: "Como esss pessoas ousam nos tratar como adolescentes estúpidas?" (Arlene Lorenzo - Michelle Williams)
"Nós somos adolescentes estúpidas!" (Betsy Jobs - Kirsten Dunst)
TODAS AS GAROTAS DO PRESIDENTE (Dick) - 1999 - Gênero: Comédia - Direção: Andrew Fleming // Kirsten Dunst, Michelle Williams, Dan Hedaya, Will Ferrell, Bruce McCulloch, Teri Garr.
GLITTER - O BRILHO DE UMA ESTRELA (GLITTER):
Mesmo sabendo o que esperar de um filme desses, resolvi assistir. Claro que a história seria aquela coisa de sempre: moça inocente, com talento para música, consegue crescer na carreira e tem alguns problemas para resolver durante sua luta. Este não é diferente. Mas tem uma coisinha que o diferencia dos filmes normais do gênero. Mas infelizmente eu não poderei contar, porque faz parte do fim do filme. Mas é a coisa mais legal do filme! Foi uma surpresa pra mim... Mariah Carey é a estrela do filme. Ela faz Billie Frank, uma moça criada sem os pais, que tem o dom de cantar. Ela é descoberta por um Dj, Julian Dice (Max Beesley) - extremamente gato, aliás - e tem sua carreira deslanchada. Billie e Julian tem um caso amoroso (Dã!), mas começam a brigar a partir do momento em que a moça vai ficando famosa. Que óbvio!
Correndo o risco de virar chacota entre os admiradores de cinema, confesso que mesmo com todo o óbvio da história, com os personagens caricatos e a interpretação mais do que sofrível da Mariah, não posso dizer que não gostei do filme. Tudo por causa do final. Me surpreendeu de verdade. Ponto positivo pra ele! E acho que para a Mariah Carey também, por ter topado fazer um filme comum, mas diferente.
Mas não posso dizer que recomendo. Eu viveria normalmente sem tê-lo visto. E acho que todo mundo também pode viver sem ele. Glitter é apenas para aqueles que não ligam de assistir porcaria. Nota: 5 (por causa do final).
Melhor diálogo do filme: "Nós nos perguntamos: Ela é negra? Ela é branca? Nós não ligamos. Ela é exótica. Eu quero ver mais dos seus seios." (Diretor do clip)
GLITTER - O BRILHO DE UMA ESTRELA (Glitter) - 2001 - Gênero: Drama - Direção: Vondie Curtis-Hall // Mariah Carey, Max Beesley, Da Brat, Tia Texada, Valarie Pettiford.

segunda-feira, 16 de agosto de 2004

OU TUDO OU NADA (THE FULL MONTY):
Esta foi a segunda vez que assisti a este filme. Da primeira, eu ainda estava fazendo faculdade e meu dia estava sendo um daqueles... Lembro que foi uma vez em que choveu muito aqui no Rio e a cidade, "pra variar", ficou toda inundada... Levei umas 3 horas para chegar na faculdade, o ônibus quebrou, perdi um monte de aulas e nem tinha clima para assistir as outras. Estava muito estressada. Daí, uma amiga e eu decidimos relaxar no cinema.
E vimos Ou tudo ou nada. Este foi mais um daqueles filmes que se tornam gratas supresas. Eu me diverti muito com a história. Ele tem um pouco de tudo: drama, comédia, realidade... E a trilha sonora? Uma das mais legais que eu já ouvi. Claro que comprei o cd, né? ;-)
O filme mostra a história de 6 homens desempregados, que precisam fazer algo para se virar. Eles vivem em uma cidade conhecida como "Cidade do Aço" e trabalhavam na indústria local. Até que esta fábrica fechou, deixando todos na miséria.
Gaz (Robert Carlyle) teme não poder mais ver seu filho Nathan (Wiliiam Snape), por causa da pensão. Daí, tem a idéia de formar um grupo de strippers diferente. O "time" não é formado por garotões sarados. Eles são homens comuns, mas que também precisam de dinheiro para sobreviver. O diferencial do grupo é que em sua apresentação, eles tirarão toda a roupa.
A parte dos ensaios do grupo e como alguns precisam fazer para esconder seu "trabalho" da família, traz as situações mais engraçadas. Gostei muito do que vi. Considero este um filme "alternativo" que deu muito certo, independente de Hollywood.
Posso dizer, por experiência própria, que ele serve para acalmar aqueles dias mais estressantes... :-) Nota: 8.
Melhor diálogo do filme: "O seu pai sempre tira a roupa na sua frente?" (Policial)
"Só quando está ensaiando." (Nathan - William Snape)
OU TUDO OU NADA (The full monty) - 1997 - Gênero: Comédia - Direção: Peter Cattaneo // Robert Carlyle, Mark Addy, William Snape, Steve Huison, Tom Wilkinson, Paul Barber.
O SENHOR DOS ANÉIS - O RETORNO DO REI (THE LORD OF THE RINGS - THE RETURN OF THE KING):
Peço licença para mais uma vez ser parcial... Não tem como falar desse filme de outra maneira. Minha empolgação por ele é imensa. Eu adoooooro a trilogia, e esta parte em especial. Enfrentei uma maratona para assisti-la quando passou no cinema. Cheguei tarde em casa, mas valeu muito a pena. Foi um dia e um momento especial...
Lembro que estava muito nervosa no dia. Eu, como fã, esperava por isso ansiosamente há um ano (na verdade 3!). Mas ao mesmo tempo, saber que no ano que vem não haverá mais esta expectativa, me deixa(va) triste... Entrei na sala do cinema com o coração acelerado. Eu e todos os outros espectadores malucos, que só iriam sair da sessão lá pela meia-noite! Quando o filme começou, senti um frio na barriga! Era o nervosismo...
Mas toda essa tensão, ansiedade e espera valeu a pena. Ao meu ver (e de todos - sem exceção - que saíram da minh sessão) o filme foi tudo e mais um pouco do que eu esperava. Posso dizer com absoluta certeza que este é o meu filme favorito da trilogia. Eu gritei, eu chorei, eu pulei, eu fiquei nervosa, eu aplaudi... Lindo! Lindo! Lindo!!!!! :-)
O filme começa com uma surpresa, que eu não vou revelar porque este não é meu objetivo aqui. Eu detesto que estraguem as surpresas para mim, então também não o farei para os outros. Comentarei só o essencial...
Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) continuam a caminho da "Montanha da Perdição", em Mordor, para dar um fim no anel. Gollum (Andy Serkis) é o guia deles. Frodo está mais dominado ainda pelo anel. Já Sam vive desconfiando dos planos de Gollum.
Enquanto isso, a outra parte da "irmandade" está metida em mais preparativos para outra guerra. Eles começam o filme encontrando Merry (Dominic Monahan) e Pippin (Billy Boyd) em Isengard, onde, junto com os Ents, causaram um "pequeno estrago" na Torre Branca de Saruman (Christopher Lee, que não aparece no filme).
Pippin encontra o palantír, aquela "bola de cristal" negra, por onde Sauron dava ordens à Saruman. Sempre atrapalhado, ele acaba mexendo onde não deve e fazendo Sauron acreditar que ele tem o anel. Para protegê-lo, Gandalf (Ian McKellen) o leva até Gondor, cidade governada por Denethor (John nNoble), pai de Boromir (Sean Bean).
Merry, Legolas (Orlando Bloom), Gimli (John Rhys-Davies) e Aragorn (Viggo Mortensen) ficam em Rohan. Mas logo terão que partir, pois o inimigo atacará Gondor e os Homens terão de se unir em sua defesa.
Já fiz um resumo e não contarei mais nada... Vejam o filme, quem gosta do estilo. Eu amei! As cenas que mais gostei foram a que ilustra o meu diálogo preferido do filme (essa eu não me aguentei e puxei a salva de palmas sozinha! Pode ser "licença poética", mas ficou maneiro); e a que o Pippin canta uma música muito triste nos salões de Denethor, enquanto os cavaleiros de Gondor vão em direção à morte. Essa daí eu comecei a chorar! Teve umas com o Frodo também, mas se eu contar estraga tudo pra quem não viu ou não leu a trilogia.
Agora, voltando do passado... Acho que este fechou com chave de ouro o trabalho. Tudo bem que Peter Jackson usou muitas dessas "licenças poéticas" que mencionei acima (agora que estou lendo os livros entendi algumas revoltas), mas acho que ele fez o melhor que pode. O filme é tecnicamente perfeito em quase tudo. Sem "nacionalismos extremados", achei quase todos os Oscars que o filme ganhou merecidos. Só teve um que eu não concordei: melhor edição. Ela não tinha nada de diferente. Neste caso, concordo que a edição de Cidade de Deus é trilhões de vezes melhor. Embora eu ame este filme nacional, eu acho que O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei mereceu ser consagrado. Nota: 10. Melhor diálogo do filme: "Seu tolo! Nenhum homem pode me matar. Morra agora!" (Witch King - Lawrence Makoare)"Eu não sou homem." (Eowyn - Miranda Otto) *CLAP! CLAP! CLAP!*O SENHOR DOS ANÉIS - O RETORNO DO REI (The Lord of the rings - The return of the king) - 2003 - Gênero: Aventura - Direção: Peter Jackson // Elijah Wood, Sean Astin, Billy Boyd, Dominic Monahan, Sean Bean, Orlando Bloom, Ian McKellen, John Rhys-Davies, Viggo Mortensen, Bernard Hill, Andy Serkis, Lawrence Makoare, Miranda Otto, John Noble, Sean Bean.

domingo, 15 de agosto de 2004

O MÁGICO DE OZ (THE WIZARD OF OZ):
Nossa! Falar de O Mágico de Oz é voltar à infância. Este foi um dos filmes que me marcaram na época, por ter uma temática voltada para as crianças, misturada com todas as cores, o sonho e a fantasia. Sou suspeita para falar desse filme. Suspeita porque não dá para ser imparcial. Mas vamos lá... Será que consigo me conter?
O Mágico de Oz já teve várias versões para cinema, TV, patinação no gelo etc. Até uma versão "tupiniquim", com Os Trapalhões aconteceu. Mas o musical com Judy Garland é imbatível para mim. Quando assisti pela primeira vez, eu lembro de ter chorado. Passou na Globo à noite, na época em que ainda podíamos ver muitos filmes bons na programação da emissora.
Dorothy Gale (Judy Garland) mora em uma fazenda no Kansas com seus tios, os empregados deles e o seu cachorro, o Totó. A menina é extremamente sonhadora. Vive fantasiando. A Srta. Gulch (Margaret Hamilton), uma vizinha chatíssima, vive implicando com Dorothy e seu cachorrinho. Um dia, após Totó tê-la mordido, a tal vizinha leva o bichinho para o canil. Dorothy fica muito triste e foge, tentando encontra-lo. Totó também foge do cesto da bicicleta da tal chata. Ambos, na fuga, encontram com um mágico farsante, o Professor Marvel (Frank Morgan). Ele convence Dorothy a voltar para casa. No meio do caminho da menina está um terrível furacão.
Dorothy chega em casa, não encontra ninguém e fica à mercê da tempestade. Sua casa é levada pelo furacão até um lugar colorido, cheio de criaturas mágicas e aventuras que a menina sequer poderia esperar. A casa de Dorothy cai bem em cima de uma bruxa malvada, matando-a. Sua irmã, a Bruxa do Oeste (Margaret Hamilton) quer acabar com Dorothy. Mas Glenda, a Bruxa Boa do Norte (Billie Burke), salva a menina e a deixa protegida graças ao sapato de esmeraldas da bruxa que morreu. A Bruxa do Oeste fará de tudo para recuperar o objeto.
Mas Dorothy sente falta de sua casa e quer voltar. Glenda diz que ela precisa falar com o Mágico de OZ (Frank Morgan), na Cidade das Esmeraldas. Só ele poderá levar a menina de volta. Ela e Totó partem na busca do mágico pela estrada de tijolos amarelos. No caminho, eles encontram, além de muitas aventuras, um Espantalho (Ray Bolger) que deseja um cérebro; um Homem de lata (Jack Haley) que quer um coração; e um Leão (Bert Lahr), que precisa de coragem. A amizade entre eles se forma instantaneamente e todos vão para a tal cidade em busca de seus sonhos.
O filme é um dos marcos na história do cinema sem dúvida. Referência ainda atual para algumas produções. Quando eu assisti pela primeira vez, o que mais me chamou a atenção foram as cores que surgiam na viagem de Dorothy. Sua vida no Kansas era marcada pelo preto e branco. Já o mundo de OZ, é todo colorido magicamente. A trilha é inesquecível também. Uma produção digna de vários prêmios.
A história é interessante também por ter um lado real. Eu explico. Os personagens que aparecem no sonho da Dorothy, as bruxas, o mágico, seus companheiros de viagem, são todos pessoas de seu convívio. Quem nunca sonhou na vida com conhecidos em personalidades e funções diferentes daquelas da vida real? Bom, eu já sonhei assim...
Por mais que você se sinta meio "passado" para um musical infantil, eu recomendo que assista se ainda não viu. Você pode ter contato com seu lado criança novamente. E além disso, um clássico não tem idade. Você tem que ver e ponto final.
Nota: 10.
Melhor diálogo do filme: "Você, meu amigo galvanizado... Você quer um coração. Você não sabe o quanto tem sorte de não ter um. Os corações não serão práticos enquanto não forem inquebráveis." (Mágico de Oz - Frank Morgan)
"Mesmo assim eu ainda quero um." (Homem de lata - Jack Haley)
O MÁGICO DE OZ (The Wizard of Oz) - 1939 - Gênero: Musical - Direção: Victor Fleming // Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Bert Lahr, Jack Haley, Billie Burke, Margaret Hamilton, Charley Grapewin, Clara Blandick.
OS SAFADOS (DIRTY ROTTEN SCOUNDRELS):
Esta é a segunda vez que assisto a este filme. Mas da primeira vez não vi tudo. Peguei o meio do filme, perdi o começo e não quis assistir ao final. Prometi que veria de uma próxima vez porque gosto muito dos atores principais: Michael Caine e Steve Martin. Aqui, os dois entraram em uma sintonia perfeita, que nos faz rir muito, tanto nos momentos de comédia de sutileza, quanto nos mais escrachados.
Os Safados é a história de dois vigaristas que vivem sua vida mansa aplicando golpes em mulheres ricas e ingênuas. Lawrence Jamieson (Michael Caine) é um europeu sofisticado, que atrai as suas vítimas com charme, elegância e educação. Já Freddie Benson (Steve Martin) é o "malandro americano", sem qualquer tipo de sofisticação.
Os dois começam a "trabalhar" na mesma cidade e acabam se atrapalhando. Lawrence quer Freddie fora de sua área de atuação. Mas este não quer ir embora enquanto não aprender algumas regras de etiqueta para lidar com as mulheres. Lawrence ensina à Freddie o que sabe e o usa em alguns dos seus golpes.
Após o treinamento, os dois brigam e decidem que quem conquistar uma milhonária primeiro ganhará o direito de ficar na cidade. A escolhida é Janet Colgate (Glenny Headly), uma moça inocente que ficou rica vencendo um concurso.
A partir daí o filme fica mais e mais engraçado. Os dois armam as maiores confusões para conquistar o coração da moça. É bem legal. Um humor refinado. Eu adorei e recomendo. Ainda mais com o "twist in the end".
Nota: 7.
Melhor diálogo do filme: "Você já teve algum pensamento que se originou acima da cintura?" (Lawrence - Michael Caine)
OS SAFADOS (Dirty Rotten Scoundrels) - 1988 - Gênero: Comédia - Direção: Frank Oz // Steve Martin, Michael Caine, Glenne Headly, Anton Rogers, Barbara Harris, Ian McDiarmid.

domingo, 20 de junho de 2004

FORMIGUINHAZ (ANTZ):
Taí outro filme confundido pelos mais apressadinhos como "filme infantil". Muito pelo contrário. Este mesmo é que não é um filme para crianças. Não aquelas de 5 a 9 anos, que os pais levam ao cinema nas férias porque não aguentam mais a bagunça dentro de casa. Formiguinhaz é um filme adulto, porque trata de coisas de adultos, como injustiça social, trabalho, neuroses, rotina...
Formiguinhaz conta a história de Z (Woody Allen), uma entre zilhões de formigas dentro de um formigueiro. Z trabalha como operário, mas vive insatisfeito com sua vida e as faltas de perspectivas. Ele é uma formiga completamente diferente do normal. Um dia, ele conhece uma formiga-fêmea em um bar, fica apaixonado e descobre que ela é ninguém menos que a futura rainha do formigueiro: a princesa Bala (Sharon Stone).
Por causa do que sente por ela, Z causa uma revolução no formigueiro. Ele faz de tudo para estar perto de sua amada, inclusive largar suas funções como operário e entrar no exército. Suas peripécias ficam conhecidas no formigueiro após ele ser o único a retornar vivo de uma guerra. De repente, Z se torna uma ameaça aos planos do General Mandíbula (Gene HAckman), noivo de Bala. Z acaba se tornando herói para algumas formigas, causando movimentos sociais.
Formiguinhaz é muito bom. Também, o que se esperar de um projeto onde Woody Allen coloca seu dedo (ou melhor, sua voz). Z é Woody Allen e vice-versa. Por isso, acho melhor assistir o filme em inglês, para ouvir a interpretação de Woody. Um filme bem legal, que faz pensar. Não é definitivamente um filme para crianças.
Nota: 8.
Melhor diálogo do filme: "Você não entende? Eu escolhi você porque você era a formiga mais patética do bar." (Bala - Voz de Sharon Stone)
"Sabe... Você iria participar das minhas fantasias mais eróticas, mas... (Z - Voz de Woody Allen)
FORMIGUINHAZ (Antz) - 1998 - Gênero: Comédia - Direção: Eric Darnell & Tim Johnson // Vozes de: Woody Allen, Sharon Stone, Dan Aykroyd, Anne Bancroft, Danny Glover, Gene Hackman, Jennifer Lopez, Sylvester Stallone, Christopher Walken.
SHREK (IDEM):
Vi esse filme há muito tempo atrás, quando passou no cinema. Lembro que todo mundo falava que era muito legal. E eles estavam certos. Shrek é muito engraçado. Muita gente interpreta erroneamente como "filme de criança". Sabe como é... Ele é uma animação. Mas não é só isso. Classificar assim é limitá-lo.
Shrek (Mike Myers) é um ogro que vive em uma floresta, numa terra chamada Duloc. Nesta região, vivem vários personagens de contos de fadas. Mas Shrek não gosta do convívio com eles. Aliás, o ogro não gosta de conviver com nada. Um dia, o governante de Duloc, o baixinho Lord Farquaad (John Lithgow), expulsa todos os personagens. Eles vão parar na floresta onde Shrek mora, mais precisamente em seu quintal. Irritado com a convivência forçada, Shrek vai até Farquaad reclamar. Este diz ao ogro que, se ele encontrar e resgatar a princesa Fiona (Cameron Diaz), os personagens serão mandados embora de sua terra. Shrek aceita o desafio e ganha a companhia de um "amigo muito falante", o burro (Eddie Murphy), na empreitada.
Shrek é irônico e escatológico em alguns momentos. Tem tiradas engraçadíssimas sobre os personagens de histórias infantis. Mas ao mesmo tempo em que ironiza este tipo de história, ele também é uma delas. Eu diria que ele é um conto de fadas mais parecido com a realidade. Afinal, muitos "príncipes encantados" no fundo são uns ogros; e muitas princesas também.
Nota: 8.
Melhor diálogo do filme: "Não é a toa que você não tem amigos." (Shrek - Voz de Mike Myers)
"Uau! Só um amigo de verdade seria tão cruelmente honesto." (Burro - Voz de Eddie Murphy)SHREK (Idem) - 2001 - Gênero: Comédia - Direção: Andrew Adamson & Vicky Jenson // Vozes de: Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, John Lithgow.