terça-feira, 11 de outubro de 2005

Festival do Rio 2005
CASSHERN (CASSHERN):
No final do Sec. XXI a humanidade está a beira da extinção após mais uma grande guerra, que utilizou armas nucleares e bacteriológicas. Neste momento, os grandes rivais são os Europeus e os Asiáticos. O geneticista Dr. Azuma estuda uma forma de restaurar os corpos dos mutilados com a guerra e tenta salvar a vida de sua própria mulher. O governo não acredita em suas pesquisas e não lhe dá incentivos financeiros para continuar a pesquisa. Isto, ele consegue através de uma sinistra organização militar. Enquanto isso, o cientista sofre com a doença terminal de sua mulher e com a teimosia de seu filho Tetsuya, que insiste em ir à guerra. Um acidente no laboratório de Azuma transforma seus experimentos em uma raça de mutantes que pretende tomar o poder. Neste mesmo momento, o corpo de Tetsuya, que morreu na guerra, também sofre a mutação. Ele renasce como um guerreiro poderoso com corpo de aço, que vai lutar contra os mutantes.
Casshern é baseado em um animé japonês de 1973 com o mesmo nome. Foi um dos filmes mais legais que vi durante o festival. A ambientação das cenas é perfeita. Lembra um pouco a cenografia do recente Capitão Sky. Eu que não dava muita atenção aos filmes japoneses começo a pensar duas vezes sobre isso. Adorei! Muito melhor que alguns filmes de super-heróis que temos por aí. Acho que alguns diretores têm que estudar muito com os japoneses. Pena que provavelmente não veremos nos cinemas brasileiros e nem em DVD. Foi uma oportunidade única. Nota: 8.
CASSHERN (Idem) - 2004 - Gênero: Ficção - Direção: Kiriya Kazuaki // Iseya Yusuke, Aso Kumiko, Karasawa Toshiaki.
Festival do Rio 2005
ALÉM DO AZUL (THE WILD BLUE YONDER):
Este é definitivamente um dos filmes mais loucos que já vi na vida. Aliás, uma correção. Este é um dos documentários mais loucos que já vi na vida. Nunca tinha assistido a algum trabalho do diretor Werner Herzog. Quando comentei que tinha visto este, algumas pessoas comentaram que ele é conhecido por "viajar" em seus filmes.
Embora algumas pessoas que assistiram ao filme do meu lado não tenham gostado, eu achei bem interessante. É uma "viagem legal". Mas nos momentos em que o filme mostra o cotidiano de astronautas é um pouco cansativo. As seqüências são longas e com certeza alguém menos paciente e muito cansado pode até acabar dormindo. Mas para isso há a trilha com músicas africanas nestes momentos. Acho difícil alguém conseguir dormir.
O documentário é apresentado por um alienígena vindo de Andrômeda (Brad Dourif). Ele explica como alguns de seus conterrâneos foram parar na Terra. O alien trabalha na NASA e esteve presente nos estudos secretos da Área 51 e da queda de um OVNI em Roswell. Os homens, com medo de terem infectado o planeta com alguma bactéria alienígena ao abrir a espaçoave, resolvem mandar uma equipe de astronautas para o espaço, em busca de um novo planeta habitável. A missão passa por diversos problemas. O documentário foi filmado em algumas partes da NASA e alguns cientistas aparecem descrevendo teorias espaciais que fariam qualquer nerd de plantão babar em êxtase.
O documentário não agradará a todo mundo, com certeza. Eu gostei porque gosto de filmes que me fazem viajar. Mas não recomendo para qualquer um. Nota: 6.
ALÉM DO AZUL (The wild blue yonder) - 2005 - Gênero: Ficção/ Documentário - Direção: Werner Herzog // Brad Dourif.
Festival do Rio 2005

LAST DAYS (LAST DAYS):
Blake (Michael Pitt) é um astro do rock 'n' roll com problemas. Ele está cada vez mais buscando o isolamento, por não agüentar a fama. Blake está passando uns dias em sua casa de campo com alguns amigos, mas quer mesmo se desligar de todos mesmo. São os últimos momentos de vida de um rockstar.
Last Days foi o segundo filme que vi durante o festival e, honestamente, destestei. Na verdade, acredito que este foi o pior filme que eu vi durante todo o evento. Não gostei nem um pouquinho. Podem me chamar de careta, dizer que eu não entendo de arte ou seja lá o que queiram dizer! O fato é que não gostei mesmo. O filme é longo demais, chato demais... Irritante demais! Eu juro que queria sair da sala nos primeiros 10 minutos. Quando acabou, fiquei com a sensação de que ou eu sou burra e não entendi ou aquilo tudo era uma porcaria mesmo. Que me desculpem os fãs de Gus Van Sant mas fala sério! Que porcaria!
O filme é uma interpretação do diretor sobre os últimos momentos de Kurt Cobain, na verdade. Mas aqueles longos minutos onde víamos Kurt/Blake cavando, ou nadando, trocando de roupa ou fazendo comida são tão terríveis quanto ir ao dentista para fazer tratamento de canal. Eu, como fã do Nirvana e do Kurt, me senti até ofendida... MUITO, MUITO RUIM! Não recomendo nem pro meu maior inimigo...
Nota: Zero!!
Melhor (??) citação do filme: Não existe...
LAST DAYS (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Gus Van Sant // Michael Pitt, Asia Argento, Lukas Haas.
Festival do Rio 2005

FINAIS FELIZES (HAPPY ENDINGS):
Pela primeira vez fui ao Festival do Rio. É vergonhoso para uma cinéfila como eu, mas é verdade. Desta vez "tirei todo o atraso". Vi 26 filmes em uma semana!!!
Finais Felizes foi o primeiro deles. Eu gostei desse começo. O filme não tem nada demais; não há novidade. São várias histórias entrelaçadas, do tipo em que os personagens tem vínculos de amizade ou familiares. As histórias estão interligadas de alguma forma. Já vimos muitos filmes assim, não é? A única diferença nesse é a existência de um "narrador", na forma de legendas, que conta detalhes sobre o caráter dos personagens, suas manias, suas atitudes e até coisas que não aparecerão no filme. Acho que foi uma solução legal para uma forma de contar histórias que já está até batida. Outra coisa que me chamou a atenção foi o filme começar com um atropelamento. É incomum isso em uma primeira cena.
Ainda no seu início, o filme mostra dois adolescentes que acabam de se tornar irmãos após os casamentos de seus pais. Eles têm uma tarde de amor e acabam "grávidos". Cerca de 20 anos depois, Mamie (Lisa Kudrow) trabalha em uma clínica de abortos e esconde um segredo: ela não teve coragem de tirar a criança. Um dia, Mamie recebe a visita de um quase-cineasta, Nicky (Jesse Bradford), que lhe faz uma proposta: ele lhe dirá onde seu filho está se ela permitir que seu reencontro vire um documentário.
Charlie (Steve Coogan), o meio irmão de Mamie, se descobriu gay após o incidente da adolescência e vive com um namorado: Gil (David Sutcliffe). Eles são amigos de um casal de lésbicas, Diane e Pam (Sarah Clarke e Laura Dern), que tem um filho. Charlie cisma que a criança é de Gil.
Charlie tem um restaurante onde trabalha Otis (Jason Ritter). Ele conhece Jude (Maggie Gyllenhaal) uma noite e a convida para ser cantora de sua banda. Otis é gay, mas tem um caso com ela. Jude resolve terminar tudo com ele porque quer investir em seu pai, Frank (Tom Arnold), um empresário dono de um grande shopping. A partir deste emaranhado de coisas o filme vai se desenrolando. Ele é bem leve e dá pra se divertir num sábado a tarde quando não se tem o que fazer.
Nota: 7.
Melhor citação do filme: "Por que você acha que ele é baterista? Assim ele pode olhar pras nossas bundas a noite toda". (Miles - Johnny Galecki)
FINAIS FELIZES (Happy endings) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Don Roos // Lisa Kudrow, Steve Coogan, Jesse Bradford, Bobby Cannavale, Maggie Gyllenhaal, Jason Ritter, Tom Arnold, Sarah Clarke, Laura Dern, Johnny Galecki, David Sutcliffe.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

O PODEROSO CHEFÃO - PARTE III (THE GODFATHER - PART III):
A última parte de O Poderoso Chefão é a mais polêmica de todas. Atenção! Eu não estou dizendo que ela é melhor do que as outras. Só estou falando que muito se comentou sobre este filme. Foi polêmico ele ter sido realizado quase 16 anos depois da segunda parte e, principalmente, foi polêmica a atuação de Sofia Coppola, a Mary Corleone, filha de Michael (Al Pacino). Neste momento tenho que concordar com todos, inclusive com ela mesma... Tadinha da Sofia! Como atriz ela ia passar fome!!! Ou então, só trabalhar mesmo nos filmes do papai... Mas temos que considerar que ela tem senso crítico apurado. Sofia sabe o quanto foi péssima!

Mas falando no filme em si, gosto muito desta terceira parte. Sei que muita gente não gosta, mas eu coloco no mesmo nível dos primeiros. Aquele clima triste do final e as idéias representadas, de que não há como fugir do seu destino e que "aqui se faz, aqui se paga" conjuntas, fazem deste encerramento de trilogia um dos mais melancólicos, tristes e bonitos que eu já vi.

Depois dos acontecimentos do segundo filme, onde Michael Corleone separa-se da mulher e dos filhos e está envolvido no assassinato de alguém de sua própria família (não quero contar para não estragar tudo!), ele vai morar em Nova York e resolve que irá mudar de vida. O "padrinho" agora é filantropo, ganha homenagens de políticos e da Igreja. Mas o seu passado o condena. Por mais que Michael ainda relute por algo que acabou aceitando para sua vida, ele não consegue livrar-se assim tão fácil do que se transformou com o passar dos tempos. Michael Corleone aprende neste filme, da maneira mais horrível, que você pode ter o poder financeiro ou político, mas isto não quer dizer que tem o poder de mandar no destino. O filme é lindo e emociona. Nota: 9 (Por causa da Sofia!).
Melhor citação do filme: "Toda família tem lembranças ruins." (Michael Corleone - Al Pacino)
O PODEROSO CHEFÃO - PARTE III (The Godfather - Part III) - 1990 - Gênero: Drama - Direção: Francis Ford Copolla // Al Pacino, Diane Keaton, Andy Garcia, Bridget Fonda, Sofia Coppola.
O PODEROSO CHEFÃO - PARTE II (THE GODFATHER - PART II):
Continuando minha saga na trilogia da família Corleone, preciso ressaltar uma coisa. Este é um daqueles momentos raros onde a segunda parte consegue ser tão boa, ou melhor, do que a primeira. Eu considero melhor. Mantém fácil o status de obra-prima do cinema.

Em O Poderoso chefão parte 2 temos duas situações. Em primeiro lugar, Michael Corleone (Al Pacino) já em total noção do seu papel na "família". O filme mostra os seus caminhos para manter e aumentar o poder do seu nome no "sindicato do crime". Enquanto isso, vemos que sua vida pessoal não está assim tão bem... Por outro lado, temos o histórico de Don Vito Corleone (neste caso, o maravilhoso Robert De Niro) - o que seria quase que uma segunda parte dentro do segundo capítulo... Acompanhamos a infância do futuro "padrinho" na Sicília, a morte dos seus pais, sua vinda para a América e seu começo nos negócios.

Al Pacino é um ator estupendo, mas é preciso dizer que este filme pertence a Robert De Niro, que beira a perfeição. Cada vez que o vejo trabalhar fico mais espantada com seu talento. Tudo bem que ele anda cometendo uns deslizes nas escolhas de filmes atualmente. Mas quer saber? Um cara que nos presenteou com Don Vito mais jovem, com o maluco-tarado-serial-killer-do-barco de Cabo do Medo e o lutador de boxe de Touro Indomável não precisa mais ser exigido em nada! Isso sem contar o Al Capone (Os Intocáveis) e o taxista que surta em Taxi Driver... Ok! Chega de falar no curriculum do cara e voltemos ao que interessa...

O que eu achei mais interessante em O Poderoso Chefão 2 foi a edição. As partes sobre Michael e Don Vito se misturavam, dando aos expectadores mais atentos a chance de fazer comparações. Não estou falando no sentido de quem atuou melhor, mas da história em si. Podemos ver como foi a ascenção de Don Vito, seus "métodos de trabalho", sua personalidade e como ela foi moldada. E podemos também comparar com o caminho de seu filho, que a princípio não aceitava se meter nos negócios da família, mas que o assume com toda a força e o expande mais ainda... Enfim, podemos comparar as personalidades de pai e filho.

Assim como o primeiro, é uma obra imperdível... Uma verdadeira aula de cinema! Já estou curiosa para saber como acaba a saga dos Corleones... Nota: 10
Melhor citação do filme: "Eu não acho que tenho que exterminar todo mundo, Tom. Só meus inimigos". (Michael Corleone - Al Pacino)
O PODEROSO CHEFÃO - PARTE II (The Godfather - Part II) - 1974 - Gênero: Drama - Direção: Francis Ford Copolla // Al Pacino, Robert Duvall, Diane Keaton, Robert De Niro.

domingo, 2 de janeiro de 2005

O PODEROSO CHEFÃO (THE GODFATHER):
Confesso que não sou uma grande fã de Francis Ford Coppola. Gosto de um ou outro filme. Mas, como toda cinéfila que se presa, é um dever assistir aos clássicos. E a trilogia O Poderoso Chefão faz parte deste segmento. Além disso, adoro filmes de máfia! E como eu posso me considerar fã do gênero sem ter visto sua obra-prima? Por isso, encarei as quase três horas do filme (só contando a primeira parte) sem reclamações. E gostei imensamente do que vi.

A trilogia O Poderoso Chefão conta a saga da família Corleone. O primeiro filme mostra o poder de Don Vito Corleone (Marlon Brando) sendo posto a prova. O "padrinho" e sua família acabam envolvidos em uma guerra com outros clãs mafiosos de Nova York, para ver quem irá comandar a cidade. O filme começa com uma festa de casamento. Ali, somos apresentados aos dois personagens centrais: o próprio Don Vito e Michael Corleone (Al Pacino), seu filho. Este é militar, um herói de guerra e não quer se envolver com os "negócios da família". Don Vito apóia sua posição e espera que seu filho seja um político ou coisa do gênero. Mas o sobrenome Corleone é uma marca muito forte e Michael não consegue livrar-se do peso.

Tudo muda quando a guerra entre as famílias mafiosas começa. Don Vito é baleado gravemente e os irmãos Corleone querem punir os culpados. Michael acaba cedendo a raiva e age ativamente na vingança, planejando e executando assassinatos. Com medo de que algo aconteça, a família o envia para a Itália, para que fique escondido por um tempo. Mas na viagem às suas origens, Michael descobre que não há como fugir de seu destino. Ele perde a mulher que ama em um atentado, resolve voltar para os Estados Unidos e assume de vez o lugar do pai, ainda debilitado. Seus outros irmãos, aliás, foram assassinados também.

A imagem mais forte que tinha deste filme era o Marlon Brando como Don Vito. Mas, assistindo ao primeiro filme, vejo que o centro da história é o personagem de Al Pacino. Ambos atores, aliás, interpretaram magistralmente seus papéis. Mas mesmo que a história centre na mudança de comportamento de Michael perante sua família, não posso negar que o referencial é todo de Don Vito e sua presença marcante.

A história é muito bem estruturada. Foi baseada no livro homônimo de Mário Puzzo, que também escreveu o roteiro. Isto pode ter dado um plus a mais no roteiro, pois acredito que o autor do romance sabe destacar muito melhor os pontos importantes da obra. As recriações e cenários também estão perfeitos. Na verdade, não achei algo que me motive a fazer reclamações. Acho que fiquei deslumbrada. E estou curiosa para ver os outros filmes e para ler o livro. Merecidamente o primeiro lugar no ranking do Internet Movie Database.
Nota: 10.
Melhor diálogo do filme: "Meu pai não é diferente de nenhum homem poderoso. Nenhum homem com poder, como um presidente ou um senador." (Michael Corleone - Al Pacino)

"Você tem noção do quanto você parece ingênuo, Michael? Presidentes e senadores não matam homens." (Kay Adams - Diane Keaton)

"Oh... Quem está sendo ingênua, Kay?" (Michael Corleone)
O PODEROSO CHEFÃO (The Godfather) - 1972 - Gênero: Drama - Direção: Francis Ford Copolla // Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Robert Duvall, Diane Keaton.

DONNIE DARKO (IDEM):
Em primeiro lugar, devo deixar de lado o que aprendi nas aulas de jornalismo neste momento. Não vou ser imparcial com este filme, simplesmente porque eu o adoro! É um dos meus preferidos e não conseguiria deixar de tecer vários elogios a ele. Mas quer saber? Falar ou fazer críticas a um filme já é mostrar imparcialidade!

Mas vamos ao meu querido Donnie Darko. Sou assinante da Revista Set há pelo menos uns seis anos. Um dia, li uma resenha sobre este filme. O jornalista (infelizmente eu não lembro o nome) falou tão bem na sua crítica que acabou me deixando curiosa. Isto e a foto do filme que ilustrava a matéria. Ela mostrava um cinema, com uma garota dormindo, um garoto e um coelho gigante muito, muito bizarro. Neste dia pensei: "Ok, quero ver esse filme!"

Anos mais tarde, dei de cara com o DVD na minha locadora. E posso dizer que valeu cada centavo que paguei. Donnie Darko é um filme único. Ele é filosófico, viajante, surreal e dark. Também é cheio de interpretações diferentes. Acho que cada um que assistir o verá de uma forma diferente. Ao meu entender, não dá para explicá-lo de uma forma única e definitiva. Cada um vai interpretá-lo de um jeito. E tem mais uma coisinha: ele não é para qualquer pessoa. Muita gente vai detestar. Não é um filme raso, cujas explicações são estilo 1+1=2. Você tem que pensar. Nem todo mundo gosta de fazer isso, ainda mais com um filme. E pelo que vejo, para gostar dele, você tem que ser um pouco estranho, como o personagem central.

Donnie Darko (Jake Gyllenhaal) é um adolescente que vive em uma família estilo "american way of life". Mas ele não se encaixa no estereótipo dessas pessoas. Donnie tem problemas emocionais, comportamento agressivo, é solitário e fala o que pensa. Faz análise e toma remédios. Todos o acham estranho. Um dia, em um ataque de sonambulismo, Donnie dorme fora de casa e se salva de um acidente bizarro. Uma turbina de avião cai em cima de sua casa, mais precisamente, no seu quarto. Donnie se salva porque começou a receber mensagens de um amigo surreal: um coelho gigante.

O coelho, chamado Frank (James Duval), lhe diz que o mundo irá acabar em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos. Além disso, Frank o convence a praticar atos de vandalismo e fala sobre viagens no tempo. Donnie fica influenciado pelo seu "amigo imaginário" e começa a atender seus chamados durante a noite. Nesse meio tempo, ele conhece e se apaixona por uma menina nova na escola, Gretchen (Jena Malone). Donnie vai tentando entender o que está acontecendo em sua vida e estuda sobre as tais viagens no tempo.

O filme também faz sutis críticas ao estilo de vida dos americanos. Tem os adolescentes apáticos, os professores que querem transformá-los em "seres pensantes", um "pastor eletrônico" e seus seguidores e as famílias destes jovens, sempre ausentes e sem conexão com eles.

Não vou comentar aqui como o filme acaba ou as minhas teorias sobre ele (Sim! Eu tenho teorias!). Como disse anteriormente, não dá para ter apenas uma interpretação. Mas antes de terminar meu texto, quero destacar alguns pontos. Em primeiro lugar, a trilha sonora! Simplesmente maravilhosa (Será que encontro o cd por aí?)! Em segundo lugar, o diretor e roteirista do filme, Richard Kelly. Ele tem a minha idade e poucos filmes no curriculum, mas tem meu aval simplesmente por Donnie Darko. Com certeza prestarei atenção nesse cara. E por último, Jake Gyllenhaal, que eu venho acompanhando há algum tempo. Está entrando para minha lista de preferidos. Não por causa de sua aparência física, mas sim pelas escolhas que tem feito. Isto me lembra outro ator que adoro e que também não tem medo de interpretar tipos bizarros: Johnny Depp. Espero que ele continue assim. Nota: 10.
Melhor citação do filme: "Acho que algumas pessoas nasceram destinadas às tragédias." (Gretchen - Jena Malone)
DONNIE DARKO (Donnie Darko) - 2001 - Gênero: Ficção - Direção: Richard Kelly // Jake Gyllenhaal, Drew Barrymore, Maggie Gyllenhaal, Patrick Swayze, Jena Malone, James Duval.

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

HERÓIS FORA DE ÓRBITA (GALAXY QUEST):
Depois de alguns anos fora do ar, atores de uma cultuada série de ficção científica, a "Galaxy Quest", ainda fazer aparições em feiras e convenções do gênero. Seus fãs são ardorosos! Mesmo para o desprazer de alguns dos atores - Alexander Dane (Alan Rickman) detesta ser reconhecido como o Dr. Lazarus do antigo seriado - eles continuam "cumprindo seu dever". Tudo vai "bem" até que a vida dos atores se torna algo parecido com os episódios da série. Um grupo de extraterrestres, os "Thermians" os levam para a sua nave. Há muito tempo eles vinham assistindo os episódios da série e tomaram os atores como heróis de verdade. Agora, o comandante Taggart e sua equipe são convidados pelos Thermians a derrotar um inimigo impiedoso.

Esse filme é literalmente uma homenagem aos filmes e seriados de ficção científica. Mais especificamente a Star Trek. Os responsáveis por ele com certeza são fãs do gênero. Aliás, alguma coisa levada para o filme também faz parte das histórias de bastidores dos filmes. Como eu sei disso? Ok, me confesso uma "nerd" aprendiz. E daí? O filme é leve e divertido. Mas se você não se interessa por naves espaciais, lutas intergaláticas, armas de raio laser e todo o pacote, nem se aproxime. Primeiro, porque você realmente não vai gostar. Segundo, que você perderá as tiradas mais sutis. Aquelas que somente um verdadeiro "iniciado" conhece. Nota: 8.
Melhor citação do filme: "Nunca desista. Nunca se entregue." (Lema da equipe do "Galaxy Quest")
HERÓIS FORA DE ÓRBITA (Galaxy quest) - 1999 - Gênero: Comédia - Direção: Dean Parisot // Tim Allen, Sigourney Weaver, Allan Rickman, Tony Shalhoub, Sam Rockwell.
MADAME SATÃ (IDEM):
Toda vez que eu assisto um filme nacional fico tão feliz... Não que eu seja ultranacionalista ou coisa parecida. Mas com certeza bate aquele orgulhozinho de ser brasileira e de estar vendo a cultura cinematográfica se desenvolvendo. Isso é muito legal! Claro que nem todos os filmes são maravilhosos. Mas o cinema nacional está aí e tá na hora das pessoas deixarem de bobagem e começarem a dar mais valor.
Madame Satã é um personagem que sempre me despertou muita curiosidade. Desde criança ouvia os mais velhos contando sobre um malandro, que viveu há muito tempo atrás na Lapa. Um cara que não levava desaforo para casa. Não que ele fosse um herói. Mas aqui no Rio de Janeiro ele é uma espécie de lenda.
João Francisco dos Santos, o Madame Satã (Lázaro Ramos), era um malandro daqueles que já ouvimos várias histórias. Era homossexual e sabia lutar como poucos. Apesar disso, tinha um bom coração. Adotou várias crianças. Sonhava em ser uma estrela. Chegou a apresentar show na Lapa. Essa, aliás, é uma das partes mais legais do filme. Mas, Madama Satã teve que enfrentar muito preconceito e viver em condições de miséria.
A melhor coisa do filme, sem querer recorrer aos clichês de sempre, é Lázaro Ramos. Sua atuação é a vida do filme. Ele realmente é um dos melhores atores da atualidade. Mas o filme não é perfeito. Para falar a verdade, me decepcionei um pouco. Não gostei muito da direção. Principalmente de terem usado planos tão fechados na maior parte das cenas. É uma coisa pessoal: não gosto desse tipo de coisa em filmes. Fica muito chato. Parece que você é obrigado a ficar olhando o close do ator o tempo todo. Como se não estivesse acontecendo nada ao redor dele. Eu fico até tonta com esse tipo de cena.
Se não fosse isso, o filme seria muito mais legal para mim. Mesmo assim recomendo. Ah! E tem a famosa cena de sexo entre homens. Tem gente que se choca com essas coisas ainda. Se for assim, não veja. Mas se isso não tiver importância para você, não perca a oportunidade de ver o Lázaro Ramos dando um show. Literalmente. Nota: 6.
Melhor citação do filme: Não tô lembrando agora... :-(
MADAME SATÃ (Idem) - 2002 - Gênero: Drama - Direção: Karim Ainouz // Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui, Felippe Marques, Emiliano Queiroz, Renata Sorrah, Ricardo Blat.