Festival do Rio 2005
EDMOND (EDMOND):
Edmond (William H. Macy) é um homem pacato que leva sua vida da mesma forma. Ele é casado e trabalha em um grande escritório. Um dia vê o anúncio de uma cartomante. Resolve ir até ela. E este é o início de toda a reviravolta em sua vida. A cigana o faz ver o vazio de sua existência. Edmond vai para casa, termina seu casamento e vai para a rua em atrás de bebidas sexo. Mas na busca por sua redenção pessoal, Edmond entra no submundo da cidade e se envolve em um crime.
Diria que Edmond é um conto sobre a vida moderna. A rotina e o tédio, tão comuns, causam um momento de surto no personagem principal. Ele apenas precisava de um empurrãozinho para por para fora suas frustrações, o que conseguiu ao visitar a cartomante. Pode-se comparar com o personagem de Michael Douglas em Um dia de Fúria. Mas neste, Edmond usa mais a filosofia, além da força bruta. Já William Forster, personagem de Michael, só usava mesmo a brutalidade. O filme é bem interessante e tem a presença de William H. Macy em praticamente todas as cenas. Eu o considero um dos grandes atores norte-americanos. Mais um da lista "Seria-bom-até-interpretando-a-lista-telefônica-em-frente-à-câmera". Nota: 8.
EDMOND (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Stuart Gordon // Willian H. Macy, Julia Stiles, Denise Richards.
Comentários, críticas e esculhambações sobre os filmes que assisti recentemente. Em caso de contatos, xingamentos, reclamações ou quem sabe elogios, enviar mensagem para: vanescasoares@yahoo.com.br
quarta-feira, 12 de outubro de 2005
Festival do Rio 2005
HERÓIS IMAGINÁRIOS (IMAGINARY HEROES):
Não é de hoje que o cinema americano produz filmes sobre a decadência da família neste país. Este com certeza não é o primeiro e não será o último a abordar o tema. Quem ainda consegue assistir a estes filmes e tirar algumas coisas boas pode gostar de Heróis Imaginários. Mas não espere surpresas monumentais durante sua exibição.
O filme começa mostrando o suicídio de Matt Travis (Kip Pardue), o nadador mais promissor dos Estados Unidos. Acontece que Matt odeia natação, mas é tão bom nisso que sua família não percebe seu ódio. Com seu suicídio, seus parentes tem suas vidas viradas de cabeça para baixo. O pai de Matt, Ben Travis (Jeff Daniels) parece ser o mais abalado com tudo. Afinal, era ele quem incentivava o filho e ao mesmo tempo não o conhecia. Enquanto isso, Ben se afastava de Tim (Emile Hirch), o filho caçula e mais "estranho" da família. Este tem apoio de sua mãe, Sandy (Sigourney Weaver). Ela entende as necessidades do filho porque ela mesma as tem. Sandy é aquele tipo de dona-de-casa que não se preocupa mais com si própria e que tem o tédio como rotina.
O filme mostra como esta família tenta se reerguer após a tragédia com o filho mais velho. "Estilo mulherzinha" total, ele não agradará a maioria dos homens, que devem dormir durante a exibição. É interessante, mas não tem nada a acrescentar. Quem viu um filme de família problemática já viu todos. Nota: 6.
Melhor citação do filme: "Estes são os melhores anos de nossas vidas. Pelo menos é o que nos dizem. Pessoalmente, eu odiei o Segundo Grau. Eu odiei todos vocês e espero que todos apodreçam no inferno" (Shelly Chan [Sara Tanaka] durante seu discurso como oradora da turma de formandos do Segundo Grau).
HERÓIS IMAGINÁRIOS (Imaginary heroes) - 2004 - Gênero: Drama - Direção: Dan Harris // Sigourney Weaver, Emile Hirch, Jeff Daniels, Sara Tanaka, Kip Pardue.
HERÓIS IMAGINÁRIOS (IMAGINARY HEROES):
Não é de hoje que o cinema americano produz filmes sobre a decadência da família neste país. Este com certeza não é o primeiro e não será o último a abordar o tema. Quem ainda consegue assistir a estes filmes e tirar algumas coisas boas pode gostar de Heróis Imaginários. Mas não espere surpresas monumentais durante sua exibição.
O filme começa mostrando o suicídio de Matt Travis (Kip Pardue), o nadador mais promissor dos Estados Unidos. Acontece que Matt odeia natação, mas é tão bom nisso que sua família não percebe seu ódio. Com seu suicídio, seus parentes tem suas vidas viradas de cabeça para baixo. O pai de Matt, Ben Travis (Jeff Daniels) parece ser o mais abalado com tudo. Afinal, era ele quem incentivava o filho e ao mesmo tempo não o conhecia. Enquanto isso, Ben se afastava de Tim (Emile Hirch), o filho caçula e mais "estranho" da família. Este tem apoio de sua mãe, Sandy (Sigourney Weaver). Ela entende as necessidades do filho porque ela mesma as tem. Sandy é aquele tipo de dona-de-casa que não se preocupa mais com si própria e que tem o tédio como rotina.
O filme mostra como esta família tenta se reerguer após a tragédia com o filho mais velho. "Estilo mulherzinha" total, ele não agradará a maioria dos homens, que devem dormir durante a exibição. É interessante, mas não tem nada a acrescentar. Quem viu um filme de família problemática já viu todos. Nota: 6.
Melhor citação do filme: "Estes são os melhores anos de nossas vidas. Pelo menos é o que nos dizem. Pessoalmente, eu odiei o Segundo Grau. Eu odiei todos vocês e espero que todos apodreçam no inferno" (Shelly Chan [Sara Tanaka] durante seu discurso como oradora da turma de formandos do Segundo Grau).
HERÓIS IMAGINÁRIOS (Imaginary heroes) - 2004 - Gênero: Drama - Direção: Dan Harris // Sigourney Weaver, Emile Hirch, Jeff Daniels, Sara Tanaka, Kip Pardue.
Festival do Rio 2005
O BIGODE (LA MOUSTACHE):
Marc Thiriez (Vincent Lindon) é um publicitário bem sucedido, casado e que leva uma vida comum. Um dia ele resolve tirar o bigode que o acompanha há anos. Mas o estranho é que ninguém repara. Intrigado, Marc decide tirar satisfações com sua mulher Agnes (Emmanuelle Devos). Ela lhe diz que ele jamais teve bigode. E não apenas ela lhe diz isso: amigos e seus colegas de trabalho lhe dizem a mesma coisa. Marc fica totalmente perdido! Ou as pessoas armaram para lhe dizer isso ou ele realmente está ficando louco.
O Bigode é muito intrigante. Os espectadores ficam na mesma situação que o protagonista. Não se sabe se ele é louco ou não. O filme tem seus altos e baixos, mas é um bom divertimento. Ouvi alguns expectadores reclamando ao sair da sala de exibição. Mas são coisas daqueles que não mantém a mente aberta e gostam de ver apenas coisas bem costuradinhas, com princípio, meio e fim certinho. Gostei! Nota: 7.
O BIGODE (La moustache) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Emmanuel Carrère // Vincent Lindon, Emmanuelle Devos, Mathieu Amalric, Hippolyte Girardot, Cylia Malki.
O BIGODE (LA MOUSTACHE):
Marc Thiriez (Vincent Lindon) é um publicitário bem sucedido, casado e que leva uma vida comum. Um dia ele resolve tirar o bigode que o acompanha há anos. Mas o estranho é que ninguém repara. Intrigado, Marc decide tirar satisfações com sua mulher Agnes (Emmanuelle Devos). Ela lhe diz que ele jamais teve bigode. E não apenas ela lhe diz isso: amigos e seus colegas de trabalho lhe dizem a mesma coisa. Marc fica totalmente perdido! Ou as pessoas armaram para lhe dizer isso ou ele realmente está ficando louco.
O Bigode é muito intrigante. Os espectadores ficam na mesma situação que o protagonista. Não se sabe se ele é louco ou não. O filme tem seus altos e baixos, mas é um bom divertimento. Ouvi alguns expectadores reclamando ao sair da sala de exibição. Mas são coisas daqueles que não mantém a mente aberta e gostam de ver apenas coisas bem costuradinhas, com princípio, meio e fim certinho. Gostei! Nota: 7.
O BIGODE (La moustache) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Emmanuel Carrère // Vincent Lindon, Emmanuelle Devos, Mathieu Amalric, Hippolyte Girardot, Cylia Malki.
Festival do Rio 2005
GARGANTA PROFUNDA (DEEP THROAT):
Imaginem a cena: você está no cinema Palácio, no Centro do Rio de Janeiro, uma das maiores salas da cidade que ainda se localizam na rua ao invés de um shopping. Você entra para assistir a sessão de 21h45, vindo correndo de uma sessão anterior em um outro bairro. Olha para os lados e vê que a sala está praticamente lotada! Tudo bem! É o Festival do Rio e diversas sessões esgotaram. Mas tem apenas um detalhe: o que você vai assistir agora é um clássico... do cinema erótico.
Sim, foi assim que assisti pela primeira vez a Garganta Profunda, o filme erótico mais famoso do mundo. E foi uma experiência única ver toda aquela gente reunida, que provavelmente teve a mesma idéia do que eu: vai ser maneiro! Eram casais, gente sozinha, adolescentes barulhentos e pessoas mais velhas ali sentadinhas esperando começar. Antes ainda vimos um pequeno documentário sobre a execução do filme.
Mas vamos ao que se trata Garganta Profunda: Linda, uma moça liberada e com a vida sexual bastante agitada, se sente frustrada com suas experiências porque nunca consegue atingir o climax. Sua amiga Helen (Dolly Sharp) lhe aconselha a procurar um médico. O psicólogo Dr. Young (Harry Reems) descobre o porquê da frustração: Linda tem uma pequena anomalia na garganta. Seu clitóris se localiza ali e para que ela atinja o orgasmo deve praticar uma técnica conhecida como "garganta profunda".
Toda hora na platéia estouravam gargalhadas. O filme tem algumas tiradas engraçadinhas além do sexo explícito. Eu me diverti muito. Tenho certeza de que foi tão bom para mim quanto para o resto da platéia. ;-) Nota: 7.
Melhor citação do filme: "Como você ficaria se as suas bolas fossem penduradas nas suas orelhas?" (Linda - Linda Lovelace)
GARGANTA PROFUNDA (Deep throat) - 1972 - Gênero: Erótico - Direção: Gerard Dammiano // Linda Lovelace, Dolly Sharp, Harry Reems.
GARGANTA PROFUNDA (DEEP THROAT):
Imaginem a cena: você está no cinema Palácio, no Centro do Rio de Janeiro, uma das maiores salas da cidade que ainda se localizam na rua ao invés de um shopping. Você entra para assistir a sessão de 21h45, vindo correndo de uma sessão anterior em um outro bairro. Olha para os lados e vê que a sala está praticamente lotada! Tudo bem! É o Festival do Rio e diversas sessões esgotaram. Mas tem apenas um detalhe: o que você vai assistir agora é um clássico... do cinema erótico.
Sim, foi assim que assisti pela primeira vez a Garganta Profunda, o filme erótico mais famoso do mundo. E foi uma experiência única ver toda aquela gente reunida, que provavelmente teve a mesma idéia do que eu: vai ser maneiro! Eram casais, gente sozinha, adolescentes barulhentos e pessoas mais velhas ali sentadinhas esperando começar. Antes ainda vimos um pequeno documentário sobre a execução do filme.
Mas vamos ao que se trata Garganta Profunda: Linda, uma moça liberada e com a vida sexual bastante agitada, se sente frustrada com suas experiências porque nunca consegue atingir o climax. Sua amiga Helen (Dolly Sharp) lhe aconselha a procurar um médico. O psicólogo Dr. Young (Harry Reems) descobre o porquê da frustração: Linda tem uma pequena anomalia na garganta. Seu clitóris se localiza ali e para que ela atinja o orgasmo deve praticar uma técnica conhecida como "garganta profunda".
Toda hora na platéia estouravam gargalhadas. O filme tem algumas tiradas engraçadinhas além do sexo explícito. Eu me diverti muito. Tenho certeza de que foi tão bom para mim quanto para o resto da platéia. ;-) Nota: 7.
Melhor citação do filme: "Como você ficaria se as suas bolas fossem penduradas nas suas orelhas?" (Linda - Linda Lovelace)
GARGANTA PROFUNDA (Deep throat) - 1972 - Gênero: Erótico - Direção: Gerard Dammiano // Linda Lovelace, Dolly Sharp, Harry Reems.
terça-feira, 11 de outubro de 2005
Festival do Rio 2005
OLIVER TWIST (OLIVER TWIST):
Sempre quis ler o conto de Charles Dickens que dá título ao filme, mas jamais tive a oportunidade. Decidi então assistir a versão do diretor Roman Polanski. O filme era um dos mais badalados para o festival.
Acontece que fiquei um pouco decepcionada. Os figurinos e a ambientação de época são muito bem feitos. Mas achei que o personagem principal, que deveria ser o próprio Oliver Twist (Barney Clark), ficou de coadjuvante da história. O personagem principal do filme, em minha opinião é o vilão Fagin (Ben Kingsley). Até os outros vilões e as crianças que participam da gang de batedores de carteira estão melhores do que o menino que faz o Oliver. Ele ficou muito apagadinho. Não sei se o problema foi com o roteiro, que privilegiou os vilões, ou se foi uma questão de talento mesmo. Ben Kingsley dá show.
O órfão Oliver Twist foge da fábrica de onde trabalhava e vai caminhando até Londres. Lá, conhece um grupo de meninos que praticam pequenos golpes para sobreviver. Eles são chefiados por Fagin. Oliver começa a ser treinado para roubar. Mas é pego na primeira vez que sai à rua. Para sorte de Oliver, o homem que foi roubado simpatiza com ele e quer criá-lo. Mas Fagin não concorda com isso e ainda quer que Oliver roube de seu novo "pai". Nota: 7.
OLIVER TWIST (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Roman Polanski // Ben Kingsley, Jamie Foreman, Barney Clark, Harry Eden, Leanne Rowe, Edward Hardwicke, Ian McNeice.
OLIVER TWIST (OLIVER TWIST):
Sempre quis ler o conto de Charles Dickens que dá título ao filme, mas jamais tive a oportunidade. Decidi então assistir a versão do diretor Roman Polanski. O filme era um dos mais badalados para o festival.
Acontece que fiquei um pouco decepcionada. Os figurinos e a ambientação de época são muito bem feitos. Mas achei que o personagem principal, que deveria ser o próprio Oliver Twist (Barney Clark), ficou de coadjuvante da história. O personagem principal do filme, em minha opinião é o vilão Fagin (Ben Kingsley). Até os outros vilões e as crianças que participam da gang de batedores de carteira estão melhores do que o menino que faz o Oliver. Ele ficou muito apagadinho. Não sei se o problema foi com o roteiro, que privilegiou os vilões, ou se foi uma questão de talento mesmo. Ben Kingsley dá show.
O órfão Oliver Twist foge da fábrica de onde trabalhava e vai caminhando até Londres. Lá, conhece um grupo de meninos que praticam pequenos golpes para sobreviver. Eles são chefiados por Fagin. Oliver começa a ser treinado para roubar. Mas é pego na primeira vez que sai à rua. Para sorte de Oliver, o homem que foi roubado simpatiza com ele e quer criá-lo. Mas Fagin não concorda com isso e ainda quer que Oliver roube de seu novo "pai". Nota: 7.
OLIVER TWIST (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Roman Polanski // Ben Kingsley, Jamie Foreman, Barney Clark, Harry Eden, Leanne Rowe, Edward Hardwicke, Ian McNeice.
Festival do Rio 2005
4X NÓS DO MORRO (4X NÓS DO MORRO):
O documentário mostra basicamente a preparação dos integrantes do projeto "Nós do Morro", no Morro do Vidigal, Rio de Janeiro, para um evento do seu núcleo de cinema com o mesmo nome que dá título a ele. Os diretores percorreram a favela, mostrando a divulgação do evento e a sua apresentação em alguns cineclubes da cidade. Alguns alunos falam da experiência de trabalhar com o projeto. Algumas imagens de aulas e exercícios de teatro são exibidas também. O documentário poderia ter sido melhor elaborado. Ficou muito focado em um pequeno universo e poderia ter sido melhor explorado. Eu esperava mais. Nota: 6.
4X NÓS DO MORRO (Idem) - 2005 - Gênero: Documentário - Direção: coletiva// Elenco: integrantes do projeto Nós do Morro.
4X NÓS DO MORRO (4X NÓS DO MORRO):
O documentário mostra basicamente a preparação dos integrantes do projeto "Nós do Morro", no Morro do Vidigal, Rio de Janeiro, para um evento do seu núcleo de cinema com o mesmo nome que dá título a ele. Os diretores percorreram a favela, mostrando a divulgação do evento e a sua apresentação em alguns cineclubes da cidade. Alguns alunos falam da experiência de trabalhar com o projeto. Algumas imagens de aulas e exercícios de teatro são exibidas também. O documentário poderia ter sido melhor elaborado. Ficou muito focado em um pequeno universo e poderia ter sido melhor explorado. Eu esperava mais. Nota: 6.
4X NÓS DO MORRO (Idem) - 2005 - Gênero: Documentário - Direção: coletiva// Elenco: integrantes do projeto Nós do Morro.
Festival do Rio 2005
CASSHERN (CASSHERN):
No final do Sec. XXI a humanidade está a beira da extinção após mais uma grande guerra, que utilizou armas nucleares e bacteriológicas. Neste momento, os grandes rivais são os Europeus e os Asiáticos. O geneticista Dr. Azuma estuda uma forma de restaurar os corpos dos mutilados com a guerra e tenta salvar a vida de sua própria mulher. O governo não acredita em suas pesquisas e não lhe dá incentivos financeiros para continuar a pesquisa. Isto, ele consegue através de uma sinistra organização militar. Enquanto isso, o cientista sofre com a doença terminal de sua mulher e com a teimosia de seu filho Tetsuya, que insiste em ir à guerra. Um acidente no laboratório de Azuma transforma seus experimentos em uma raça de mutantes que pretende tomar o poder. Neste mesmo momento, o corpo de Tetsuya, que morreu na guerra, também sofre a mutação. Ele renasce como um guerreiro poderoso com corpo de aço, que vai lutar contra os mutantes.
Casshern é baseado em um animé japonês de 1973 com o mesmo nome. Foi um dos filmes mais legais que vi durante o festival. A ambientação das cenas é perfeita. Lembra um pouco a cenografia do recente Capitão Sky. Eu que não dava muita atenção aos filmes japoneses começo a pensar duas vezes sobre isso. Adorei! Muito melhor que alguns filmes de super-heróis que temos por aí. Acho que alguns diretores têm que estudar muito com os japoneses. Pena que provavelmente não veremos nos cinemas brasileiros e nem em DVD. Foi uma oportunidade única. Nota: 8.
CASSHERN (Idem) - 2004 - Gênero: Ficção - Direção: Kiriya Kazuaki // Iseya Yusuke, Aso Kumiko, Karasawa Toshiaki.
CASSHERN (CASSHERN):
No final do Sec. XXI a humanidade está a beira da extinção após mais uma grande guerra, que utilizou armas nucleares e bacteriológicas. Neste momento, os grandes rivais são os Europeus e os Asiáticos. O geneticista Dr. Azuma estuda uma forma de restaurar os corpos dos mutilados com a guerra e tenta salvar a vida de sua própria mulher. O governo não acredita em suas pesquisas e não lhe dá incentivos financeiros para continuar a pesquisa. Isto, ele consegue através de uma sinistra organização militar. Enquanto isso, o cientista sofre com a doença terminal de sua mulher e com a teimosia de seu filho Tetsuya, que insiste em ir à guerra. Um acidente no laboratório de Azuma transforma seus experimentos em uma raça de mutantes que pretende tomar o poder. Neste mesmo momento, o corpo de Tetsuya, que morreu na guerra, também sofre a mutação. Ele renasce como um guerreiro poderoso com corpo de aço, que vai lutar contra os mutantes.
Casshern é baseado em um animé japonês de 1973 com o mesmo nome. Foi um dos filmes mais legais que vi durante o festival. A ambientação das cenas é perfeita. Lembra um pouco a cenografia do recente Capitão Sky. Eu que não dava muita atenção aos filmes japoneses começo a pensar duas vezes sobre isso. Adorei! Muito melhor que alguns filmes de super-heróis que temos por aí. Acho que alguns diretores têm que estudar muito com os japoneses. Pena que provavelmente não veremos nos cinemas brasileiros e nem em DVD. Foi uma oportunidade única. Nota: 8.
CASSHERN (Idem) - 2004 - Gênero: Ficção - Direção: Kiriya Kazuaki // Iseya Yusuke, Aso Kumiko, Karasawa Toshiaki.
Festival do Rio 2005
ALÉM DO AZUL (THE WILD BLUE YONDER):
Este é definitivamente um dos filmes mais loucos que já vi na vida. Aliás, uma correção. Este é um dos documentários mais loucos que já vi na vida. Nunca tinha assistido a algum trabalho do diretor Werner Herzog. Quando comentei que tinha visto este, algumas pessoas comentaram que ele é conhecido por "viajar" em seus filmes.
Embora algumas pessoas que assistiram ao filme do meu lado não tenham gostado, eu achei bem interessante. É uma "viagem legal". Mas nos momentos em que o filme mostra o cotidiano de astronautas é um pouco cansativo. As seqüências são longas e com certeza alguém menos paciente e muito cansado pode até acabar dormindo. Mas para isso há a trilha com músicas africanas nestes momentos. Acho difícil alguém conseguir dormir.
O documentário é apresentado por um alienígena vindo de Andrômeda (Brad Dourif). Ele explica como alguns de seus conterrâneos foram parar na Terra. O alien trabalha na NASA e esteve presente nos estudos secretos da Área 51 e da queda de um OVNI em Roswell. Os homens, com medo de terem infectado o planeta com alguma bactéria alienígena ao abrir a espaçoave, resolvem mandar uma equipe de astronautas para o espaço, em busca de um novo planeta habitável. A missão passa por diversos problemas. O documentário foi filmado em algumas partes da NASA e alguns cientistas aparecem descrevendo teorias espaciais que fariam qualquer nerd de plantão babar em êxtase.
O documentário não agradará a todo mundo, com certeza. Eu gostei porque gosto de filmes que me fazem viajar. Mas não recomendo para qualquer um. Nota: 6.
ALÉM DO AZUL (The wild blue yonder) - 2005 - Gênero: Ficção/ Documentário - Direção: Werner Herzog // Brad Dourif.
ALÉM DO AZUL (THE WILD BLUE YONDER):
Este é definitivamente um dos filmes mais loucos que já vi na vida. Aliás, uma correção. Este é um dos documentários mais loucos que já vi na vida. Nunca tinha assistido a algum trabalho do diretor Werner Herzog. Quando comentei que tinha visto este, algumas pessoas comentaram que ele é conhecido por "viajar" em seus filmes.
Embora algumas pessoas que assistiram ao filme do meu lado não tenham gostado, eu achei bem interessante. É uma "viagem legal". Mas nos momentos em que o filme mostra o cotidiano de astronautas é um pouco cansativo. As seqüências são longas e com certeza alguém menos paciente e muito cansado pode até acabar dormindo. Mas para isso há a trilha com músicas africanas nestes momentos. Acho difícil alguém conseguir dormir.
O documentário é apresentado por um alienígena vindo de Andrômeda (Brad Dourif). Ele explica como alguns de seus conterrâneos foram parar na Terra. O alien trabalha na NASA e esteve presente nos estudos secretos da Área 51 e da queda de um OVNI em Roswell. Os homens, com medo de terem infectado o planeta com alguma bactéria alienígena ao abrir a espaçoave, resolvem mandar uma equipe de astronautas para o espaço, em busca de um novo planeta habitável. A missão passa por diversos problemas. O documentário foi filmado em algumas partes da NASA e alguns cientistas aparecem descrevendo teorias espaciais que fariam qualquer nerd de plantão babar em êxtase.
O documentário não agradará a todo mundo, com certeza. Eu gostei porque gosto de filmes que me fazem viajar. Mas não recomendo para qualquer um. Nota: 6.
ALÉM DO AZUL (The wild blue yonder) - 2005 - Gênero: Ficção/ Documentário - Direção: Werner Herzog // Brad Dourif.
Festival do Rio 2005
LAST DAYS (LAST DAYS):
Blake (Michael Pitt) é um astro do rock 'n' roll com problemas. Ele está cada vez mais buscando o isolamento, por não agüentar a fama. Blake está passando uns dias em sua casa de campo com alguns amigos, mas quer mesmo se desligar de todos mesmo. São os últimos momentos de vida de um rockstar.
Last Days foi o segundo filme que vi durante o festival e, honestamente, destestei. Na verdade, acredito que este foi o pior filme que eu vi durante todo o evento. Não gostei nem um pouquinho. Podem me chamar de careta, dizer que eu não entendo de arte ou seja lá o que queiram dizer! O fato é que não gostei mesmo. O filme é longo demais, chato demais... Irritante demais! Eu juro que queria sair da sala nos primeiros 10 minutos. Quando acabou, fiquei com a sensação de que ou eu sou burra e não entendi ou aquilo tudo era uma porcaria mesmo. Que me desculpem os fãs de Gus Van Sant mas fala sério! Que porcaria!
O filme é uma interpretação do diretor sobre os últimos momentos de Kurt Cobain, na verdade. Mas aqueles longos minutos onde víamos Kurt/Blake cavando, ou nadando, trocando de roupa ou fazendo comida são tão terríveis quanto ir ao dentista para fazer tratamento de canal. Eu, como fã do Nirvana e do Kurt, me senti até ofendida... MUITO, MUITO RUIM! Não recomendo nem pro meu maior inimigo...
Nota: Zero!!
Melhor (??) citação do filme: Não existe...
LAST DAYS (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Gus Van Sant // Michael Pitt, Asia Argento, Lukas Haas.
LAST DAYS (LAST DAYS):
Blake (Michael Pitt) é um astro do rock 'n' roll com problemas. Ele está cada vez mais buscando o isolamento, por não agüentar a fama. Blake está passando uns dias em sua casa de campo com alguns amigos, mas quer mesmo se desligar de todos mesmo. São os últimos momentos de vida de um rockstar.
Last Days foi o segundo filme que vi durante o festival e, honestamente, destestei. Na verdade, acredito que este foi o pior filme que eu vi durante todo o evento. Não gostei nem um pouquinho. Podem me chamar de careta, dizer que eu não entendo de arte ou seja lá o que queiram dizer! O fato é que não gostei mesmo. O filme é longo demais, chato demais... Irritante demais! Eu juro que queria sair da sala nos primeiros 10 minutos. Quando acabou, fiquei com a sensação de que ou eu sou burra e não entendi ou aquilo tudo era uma porcaria mesmo. Que me desculpem os fãs de Gus Van Sant mas fala sério! Que porcaria!
O filme é uma interpretação do diretor sobre os últimos momentos de Kurt Cobain, na verdade. Mas aqueles longos minutos onde víamos Kurt/Blake cavando, ou nadando, trocando de roupa ou fazendo comida são tão terríveis quanto ir ao dentista para fazer tratamento de canal. Eu, como fã do Nirvana e do Kurt, me senti até ofendida... MUITO, MUITO RUIM! Não recomendo nem pro meu maior inimigo...
Nota: Zero!!
Melhor (??) citação do filme: Não existe...
LAST DAYS (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Gus Van Sant // Michael Pitt, Asia Argento, Lukas Haas.
Festival do Rio 2005
FINAIS FELIZES (HAPPY ENDINGS):
Pela primeira vez fui ao Festival do Rio. É vergonhoso para uma cinéfila como eu, mas é verdade. Desta vez "tirei todo o atraso". Vi 26 filmes em uma semana!!!
Finais Felizes foi o primeiro deles. Eu gostei desse começo. O filme não tem nada demais; não há novidade. São várias histórias entrelaçadas, do tipo em que os personagens tem vínculos de amizade ou familiares. As histórias estão interligadas de alguma forma. Já vimos muitos filmes assim, não é? A única diferença nesse é a existência de um "narrador", na forma de legendas, que conta detalhes sobre o caráter dos personagens, suas manias, suas atitudes e até coisas que não aparecerão no filme. Acho que foi uma solução legal para uma forma de contar histórias que já está até batida. Outra coisa que me chamou a atenção foi o filme começar com um atropelamento. É incomum isso em uma primeira cena.
Ainda no seu início, o filme mostra dois adolescentes que acabam de se tornar irmãos após os casamentos de seus pais. Eles têm uma tarde de amor e acabam "grávidos". Cerca de 20 anos depois, Mamie (Lisa Kudrow) trabalha em uma clínica de abortos e esconde um segredo: ela não teve coragem de tirar a criança. Um dia, Mamie recebe a visita de um quase-cineasta, Nicky (Jesse Bradford), que lhe faz uma proposta: ele lhe dirá onde seu filho está se ela permitir que seu reencontro vire um documentário.
Charlie (Steve Coogan), o meio irmão de Mamie, se descobriu gay após o incidente da adolescência e vive com um namorado: Gil (David Sutcliffe). Eles são amigos de um casal de lésbicas, Diane e Pam (Sarah Clarke e Laura Dern), que tem um filho. Charlie cisma que a criança é de Gil.
Charlie tem um restaurante onde trabalha Otis (Jason Ritter). Ele conhece Jude (Maggie Gyllenhaal) uma noite e a convida para ser cantora de sua banda. Otis é gay, mas tem um caso com ela. Jude resolve terminar tudo com ele porque quer investir em seu pai, Frank (Tom Arnold), um empresário dono de um grande shopping. A partir deste emaranhado de coisas o filme vai se desenrolando. Ele é bem leve e dá pra se divertir num sábado a tarde quando não se tem o que fazer.
Nota: 7.
Melhor citação do filme: "Por que você acha que ele é baterista? Assim ele pode olhar pras nossas bundas a noite toda". (Miles - Johnny Galecki)
FINAIS FELIZES (Happy endings) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Don Roos // Lisa Kudrow, Steve Coogan, Jesse Bradford, Bobby Cannavale, Maggie Gyllenhaal, Jason Ritter, Tom Arnold, Sarah Clarke, Laura Dern, Johnny Galecki, David Sutcliffe.
FINAIS FELIZES (HAPPY ENDINGS):
Pela primeira vez fui ao Festival do Rio. É vergonhoso para uma cinéfila como eu, mas é verdade. Desta vez "tirei todo o atraso". Vi 26 filmes em uma semana!!!
Finais Felizes foi o primeiro deles. Eu gostei desse começo. O filme não tem nada demais; não há novidade. São várias histórias entrelaçadas, do tipo em que os personagens tem vínculos de amizade ou familiares. As histórias estão interligadas de alguma forma. Já vimos muitos filmes assim, não é? A única diferença nesse é a existência de um "narrador", na forma de legendas, que conta detalhes sobre o caráter dos personagens, suas manias, suas atitudes e até coisas que não aparecerão no filme. Acho que foi uma solução legal para uma forma de contar histórias que já está até batida. Outra coisa que me chamou a atenção foi o filme começar com um atropelamento. É incomum isso em uma primeira cena.
Ainda no seu início, o filme mostra dois adolescentes que acabam de se tornar irmãos após os casamentos de seus pais. Eles têm uma tarde de amor e acabam "grávidos". Cerca de 20 anos depois, Mamie (Lisa Kudrow) trabalha em uma clínica de abortos e esconde um segredo: ela não teve coragem de tirar a criança. Um dia, Mamie recebe a visita de um quase-cineasta, Nicky (Jesse Bradford), que lhe faz uma proposta: ele lhe dirá onde seu filho está se ela permitir que seu reencontro vire um documentário.
Charlie (Steve Coogan), o meio irmão de Mamie, se descobriu gay após o incidente da adolescência e vive com um namorado: Gil (David Sutcliffe). Eles são amigos de um casal de lésbicas, Diane e Pam (Sarah Clarke e Laura Dern), que tem um filho. Charlie cisma que a criança é de Gil.
Charlie tem um restaurante onde trabalha Otis (Jason Ritter). Ele conhece Jude (Maggie Gyllenhaal) uma noite e a convida para ser cantora de sua banda. Otis é gay, mas tem um caso com ela. Jude resolve terminar tudo com ele porque quer investir em seu pai, Frank (Tom Arnold), um empresário dono de um grande shopping. A partir deste emaranhado de coisas o filme vai se desenrolando. Ele é bem leve e dá pra se divertir num sábado a tarde quando não se tem o que fazer.
Nota: 7.
Melhor citação do filme: "Por que você acha que ele é baterista? Assim ele pode olhar pras nossas bundas a noite toda". (Miles - Johnny Galecki)
FINAIS FELIZES (Happy endings) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Don Roos // Lisa Kudrow, Steve Coogan, Jesse Bradford, Bobby Cannavale, Maggie Gyllenhaal, Jason Ritter, Tom Arnold, Sarah Clarke, Laura Dern, Johnny Galecki, David Sutcliffe.
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