Festival do Rio 2005
IMPULSIVIDADE (THUMBSUCKER):
Justin Cobb é um adolescente na faixa dos 15 anos. Ele é igual a todos os outros: inseguro, desajeitado, rebelde. Mas tem uma coisa que o difere dos outros adolescentes. Justin tem mania de chupar seu dedo. É um escape para seus momentos de tensão. Seus pais tentam de tudo para que ele deixe essa mania. Até que um dia o seu ortodontista Dr. Perry Lyman (Keanu Reeves) resolve tentar uma terapia diferente para curá-lo. O rapaz começa a tomar uns remédios que o deixam com o comportamento alterado. Justin se torna inteligentíssimo e pedante. E com a mudança de comportamento, a vida de todas as pessoas ao seu redor também muda.
Sinceramente, eu não sei exatamente o que foi que me levou a querer assistir este filme. Não sei se foi o Keanu Reeves... Não sei se foi o Vince Vaughn... Ou se foi a premissa do rapaz que ficava chupando o dedo o tempo todo. Não me recordo mesmo. Mas sinceramente, poderia ter ido assistir a outra coisa. O filme não me acrescentou em nada. Na verdade, teve uma hora em que até cochilei. Não gostei. Sequer é um bom filme que critica o uso indiscriminado de drogas/medicamentos. Perda de tempo no festival do Rio. Nota: 5.
Melhor citação do filme: "Temos que ultrapassar a idéia de que todo mundo é igual". (Justin Cobb - Lou Taylor Pucci)
IMPULSIVIDADE (Thumbsucker) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Mike Mills // Lou Taylor Pucci, Tilda Swinton, Vincent D'Onofrio, Keanu Reeves, Vince Vaughn, Benjamim Bratt, Kelly Garner.
Comentários, críticas e esculhambações sobre os filmes que assisti recentemente. Em caso de contatos, xingamentos, reclamações ou quem sabe elogios, enviar mensagem para: vanescasoares@yahoo.com.br
quinta-feira, 20 de outubro de 2005
Festival do Rio 2005
SHADOWBOXER (SHADOWBOXER):
Rose (Helen Mirren), uma assassina de aluguel, após anos de serviço sabe que está prestes a morrer de câncer. Ela tem como sócio seu enteado Mickey (Cuba Gooding Jr.). Eles também são amantes. Sabendo que sua morte é iminente, Rose decide aceitar um último trabalho. Ela e Mickey terão que invadir a casa de um gângster poderoso chamado Kingston (Stephen Dorff) e matar sua mulher Vickie (Vanessa Ferlito) à mando do próprio marido. No dia combinado, eles invadem a casa matam os seguranças, mas quando Rose aponta a arma para Vickie descobre que ela está grávida. Rose não consegue executar o serviço pela primeira vez na vida. E para piorar a situação, Vickie começa a entrar em trabalho de parto. Depois que a criança nasce, eles fogem da casa para se esconder. Mickey não concorda, mas também foge. Eles se mudam e tentam levar a vida sem causar suspeitas, mesmo com Vickie e o bebê morando com eles e tendo o risco de serem descobertos por Kingston. É um bom filme de suspense, mas nada de excepcional. Os atores são os destaques do filme. Nota: 7.
SHADOWBOXER (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Lee Daniels // Cuba Gooding Jr., Helen Mirren, Vanessa Ferlito, Stephen Dorff, Joseph Gordon-Lewitt, Macy Gray.
SHADOWBOXER (SHADOWBOXER):
Rose (Helen Mirren), uma assassina de aluguel, após anos de serviço sabe que está prestes a morrer de câncer. Ela tem como sócio seu enteado Mickey (Cuba Gooding Jr.). Eles também são amantes. Sabendo que sua morte é iminente, Rose decide aceitar um último trabalho. Ela e Mickey terão que invadir a casa de um gângster poderoso chamado Kingston (Stephen Dorff) e matar sua mulher Vickie (Vanessa Ferlito) à mando do próprio marido. No dia combinado, eles invadem a casa matam os seguranças, mas quando Rose aponta a arma para Vickie descobre que ela está grávida. Rose não consegue executar o serviço pela primeira vez na vida. E para piorar a situação, Vickie começa a entrar em trabalho de parto. Depois que a criança nasce, eles fogem da casa para se esconder. Mickey não concorda, mas também foge. Eles se mudam e tentam levar a vida sem causar suspeitas, mesmo com Vickie e o bebê morando com eles e tendo o risco de serem descobertos por Kingston. É um bom filme de suspense, mas nada de excepcional. Os atores são os destaques do filme. Nota: 7.
SHADOWBOXER (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Lee Daniels // Cuba Gooding Jr., Helen Mirren, Vanessa Ferlito, Stephen Dorff, Joseph Gordon-Lewitt, Macy Gray.
Festival do Rio 2005
TODAS AS CRIANÇAS INVISÍVEIS (ALL THE INVISIBLE CHILDREN):
Sem saber, não é que caí numa estréia de filme do Festival do Rio? Eu nem sonhava com isso, mas estou eu na fila, esperando para entrar e de repente várias pessoas famosas e conhecidas começaram a aparecer. E o filme nada de começar; Era para ser às 22h, mas que nada! Deve ter começado mais de 23h. O bom de ter ficado lá mofando foi ver o Reinaldo Gianechini passando para lá e para cá... Na minha frente! Já valeu o ingresso.
Mas vamos ao que interessa... Todas as crianças invisíveis é formado por sete curtas-metragens de sete diretores diferentes de várias nacionalidades. Alguns conhecidos, como Ridley Scott, John Woo, Spike Lee e a brasileira Kátia Lund. Em cada um dos filmes crianças são as protagonistas. Os curtas mostram algum tipo de realidade da infância em diversas partes do mundo. Alguns são muito legais, como o do menino que sai batucando e dançando. Ou casal de crianças brasileiras que trabalham para um ferro velho de São Paulo. Mas o mais lindo deles é o das menininhas japonesas, filmados por John Woo. Só de olhar para elas dá vontade de apertar as bochechas. Nem todo mundo vai gostar, mas os mais sensíveis, como eu, podem chegar a chorar em alguns momentos com o filme. Nota: 8.
TODAS AS CRIANÇAS INVISÍVEIS (All the invisible children) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Mehdi Sharef, Emir Kusturica, Spike Lee, Kátia Lund, Jordan Scott, Ridley Scott, Stefano Veneruso, John Woo.
TODAS AS CRIANÇAS INVISÍVEIS (ALL THE INVISIBLE CHILDREN):
Sem saber, não é que caí numa estréia de filme do Festival do Rio? Eu nem sonhava com isso, mas estou eu na fila, esperando para entrar e de repente várias pessoas famosas e conhecidas começaram a aparecer. E o filme nada de começar; Era para ser às 22h, mas que nada! Deve ter começado mais de 23h. O bom de ter ficado lá mofando foi ver o Reinaldo Gianechini passando para lá e para cá... Na minha frente! Já valeu o ingresso.
Mas vamos ao que interessa... Todas as crianças invisíveis é formado por sete curtas-metragens de sete diretores diferentes de várias nacionalidades. Alguns conhecidos, como Ridley Scott, John Woo, Spike Lee e a brasileira Kátia Lund. Em cada um dos filmes crianças são as protagonistas. Os curtas mostram algum tipo de realidade da infância em diversas partes do mundo. Alguns são muito legais, como o do menino que sai batucando e dançando. Ou casal de crianças brasileiras que trabalham para um ferro velho de São Paulo. Mas o mais lindo deles é o das menininhas japonesas, filmados por John Woo. Só de olhar para elas dá vontade de apertar as bochechas. Nem todo mundo vai gostar, mas os mais sensíveis, como eu, podem chegar a chorar em alguns momentos com o filme. Nota: 8.
TODAS AS CRIANÇAS INVISÍVEIS (All the invisible children) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Mehdi Sharef, Emir Kusturica, Spike Lee, Kátia Lund, Jordan Scott, Ridley Scott, Stefano Veneruso, John Woo.
Festival do Rio 2005
DA COR DO LEITE (THE COLOR OF MILK):
Mais um filme que vi na Mostra Geração, aquela voltada para o público infanto-juvenil. Na minha primeira experiência no Festival do Rio descobri que não devemos ter preconceito com nenhuma das mostras. Os filmes que vi nesta, voltada para as "crianças", foram bem interessantes.
Da cor do leite conta a história de uma menina de 11 anos chamada Selma (Julia Krohn). Ela perdeu a mãe ao nascer e foi criada pelo pai, a madrasta e a tia postiça. Selma é muito inteligente e quer dedicar sua vida à ciência. Diz que vai ganhar o Prêmio Nobel um dia. Enquanto as meninas de sua idade já começaram a se interessar pelos meninos, Selma diz que jamais vai se render ao amor. Desde que sua mãe morreu ela acredita que o amor é algo ruim, que pode matar. E as desventuras amorosas de sua quase-tia comprovam para Selma que amar não é bom negócio. Mas um amiguinho da escola se apaixona por ela...
A temática do filme é bem mais adulta do que em geral vemos em um filme brasileiro, por exemplo, para adolescentes. Um ponto positivo. É para aqueles que acreditam ou já acreditaram no amor. Afinal, o primeiro deles a gente nunca esquece. Nota: 7.
DA COR DO LEITE (The color of milk) - 2004 - Gênero: Romance - Direção: Torun Lian // Julia Krohn, Bernhard Naglestad.
DA COR DO LEITE (THE COLOR OF MILK):
Mais um filme que vi na Mostra Geração, aquela voltada para o público infanto-juvenil. Na minha primeira experiência no Festival do Rio descobri que não devemos ter preconceito com nenhuma das mostras. Os filmes que vi nesta, voltada para as "crianças", foram bem interessantes.
Da cor do leite conta a história de uma menina de 11 anos chamada Selma (Julia Krohn). Ela perdeu a mãe ao nascer e foi criada pelo pai, a madrasta e a tia postiça. Selma é muito inteligente e quer dedicar sua vida à ciência. Diz que vai ganhar o Prêmio Nobel um dia. Enquanto as meninas de sua idade já começaram a se interessar pelos meninos, Selma diz que jamais vai se render ao amor. Desde que sua mãe morreu ela acredita que o amor é algo ruim, que pode matar. E as desventuras amorosas de sua quase-tia comprovam para Selma que amar não é bom negócio. Mas um amiguinho da escola se apaixona por ela...
A temática do filme é bem mais adulta do que em geral vemos em um filme brasileiro, por exemplo, para adolescentes. Um ponto positivo. É para aqueles que acreditam ou já acreditaram no amor. Afinal, o primeiro deles a gente nunca esquece. Nota: 7.
DA COR DO LEITE (The color of milk) - 2004 - Gênero: Romance - Direção: Torun Lian // Julia Krohn, Bernhard Naglestad.
Festival do Rio 2005
WHERE THE TRUTH LIES (WHERE THE TRUTH LIES):
A jovem jornalista Karen O'Connor (Alison Lohman) já ganhou diversos prêmios e é cotada para escrever uma história intrigante. É a biografia de uma dupla de apresentadores muito famosos nos anos 50: Lanny Morris (Kevin Bacon) e Vince Collins (Colin Firth). Eles se separaram no auge do sucesso e de uma forma muito estranha. Foi após um incidente que levou à morte uma camareira em um hotel em que a dupla estava hospedada. Karen precisa convencê-los a falar sobre o que ocorreu. O problema é que a jornalista era muito fã da dupla quando era criança. E se envolve emocionalmente e de forma perigosa com os ex-apresentadores.
Where the truth lies é um filme interessante, que mistura jornalismo, investigação, mistério e assassinato. Os atores Kevin Bacon e Colin Firth são o melhor do filme. Nota: 6.
WHERE THE TRUTH LIES (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Atom Egoyan // Kevin Bacon, Colin Firth, Alison Lohman, Rachel Blanchard.
WHERE THE TRUTH LIES (WHERE THE TRUTH LIES):
A jovem jornalista Karen O'Connor (Alison Lohman) já ganhou diversos prêmios e é cotada para escrever uma história intrigante. É a biografia de uma dupla de apresentadores muito famosos nos anos 50: Lanny Morris (Kevin Bacon) e Vince Collins (Colin Firth). Eles se separaram no auge do sucesso e de uma forma muito estranha. Foi após um incidente que levou à morte uma camareira em um hotel em que a dupla estava hospedada. Karen precisa convencê-los a falar sobre o que ocorreu. O problema é que a jornalista era muito fã da dupla quando era criança. E se envolve emocionalmente e de forma perigosa com os ex-apresentadores.
Where the truth lies é um filme interessante, que mistura jornalismo, investigação, mistério e assassinato. Os atores Kevin Bacon e Colin Firth são o melhor do filme. Nota: 6.
WHERE THE TRUTH LIES (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Atom Egoyan // Kevin Bacon, Colin Firth, Alison Lohman, Rachel Blanchard.
quarta-feira, 12 de outubro de 2005
Festival do Rio 2005
HINOKIO (HINOKIO - INTERGALATIC LOVE):
Esse filme fazia parte da mostra para o público infantil do festival. Entre os adultos, somente eu e mais uns cinco. O resto era só turmas de colégio... Ah! Tinha os professores também!
Já tinha ouvido falar que Hinokio era um filme muito bonitinho. Como já tinha mesmo marcado para ver, nem me importei de estar no cinema às 9h da manhã.
Uma das coisas que aprendi neste festival é que os filmes japoneses também são muito bacanas. Eu confesso que nunca tinha dado muita atenção a eles. Sempre achei que se resumiam a películas de artes marciais. Quem viu um destes viu todos. Mas percebi que não é bem assim. E este em especial, me chamou mais a atenção. Ele é realmente voltado para o público infantil, mas nem por isso "pega leve" como os filmes norte-americanos. Hinokio mostra a perda de um dos pais, o desentendimento com a família, o fracasso amoroso, os preconceitos com pessoas diferentes ou deficientes, a distância entre pais e filhos. Pois é... Essas coisas existem de verdade no mundo das crianças japonesas.
Hinokio conta a história de um menino chamado Satoro Iwamoto (Kanata Hogo). Ele estava dentro do carro com a mãe quando aconteceu o acidente que a matou. Satoro ficou paralizado da cintura para baixo, mas com possibilidade de melhora. Mas Satoru não tem mais prazer pela vida. Ele sequer conversa ou vê o pai. Satoro o culpa pela morte da mãe, já que eles estavam brigados. O menino não quer mais ir para a escola, por causa do seu problema físico. Seu pai cria um robô que faz isso por ele. E através do equipamento, Satoro começa a fazer novos amigos que vão lhe dar lições de vida. Nota: 8.
HINOKIO (Hinokio - Intergalatic love) - 2005 - Gênero: Drama / Infantil - Direção: Takahiko Akiyama // Kanata Hogo, Mikako Tabe, Masatoshi Nakamura.
HINOKIO (HINOKIO - INTERGALATIC LOVE):
Esse filme fazia parte da mostra para o público infantil do festival. Entre os adultos, somente eu e mais uns cinco. O resto era só turmas de colégio... Ah! Tinha os professores também!
Já tinha ouvido falar que Hinokio era um filme muito bonitinho. Como já tinha mesmo marcado para ver, nem me importei de estar no cinema às 9h da manhã.
Uma das coisas que aprendi neste festival é que os filmes japoneses também são muito bacanas. Eu confesso que nunca tinha dado muita atenção a eles. Sempre achei que se resumiam a películas de artes marciais. Quem viu um destes viu todos. Mas percebi que não é bem assim. E este em especial, me chamou mais a atenção. Ele é realmente voltado para o público infantil, mas nem por isso "pega leve" como os filmes norte-americanos. Hinokio mostra a perda de um dos pais, o desentendimento com a família, o fracasso amoroso, os preconceitos com pessoas diferentes ou deficientes, a distância entre pais e filhos. Pois é... Essas coisas existem de verdade no mundo das crianças japonesas.
Hinokio conta a história de um menino chamado Satoro Iwamoto (Kanata Hogo). Ele estava dentro do carro com a mãe quando aconteceu o acidente que a matou. Satoro ficou paralizado da cintura para baixo, mas com possibilidade de melhora. Mas Satoru não tem mais prazer pela vida. Ele sequer conversa ou vê o pai. Satoro o culpa pela morte da mãe, já que eles estavam brigados. O menino não quer mais ir para a escola, por causa do seu problema físico. Seu pai cria um robô que faz isso por ele. E através do equipamento, Satoro começa a fazer novos amigos que vão lhe dar lições de vida. Nota: 8.
HINOKIO (Hinokio - Intergalatic love) - 2005 - Gênero: Drama / Infantil - Direção: Takahiko Akiyama // Kanata Hogo, Mikako Tabe, Masatoshi Nakamura.
Festival do Rio 2005
COMO ARNOLD CONQUISTOU O OESTE (HOW ARNOLD WON THE WEST):
Este documentário me atraiu assim que peguei a programação do festival. Eu queria saber como foi a campanha do Arnold Scharzenegger para o governo da California. Ele tem um quê de "Michael Moore" em alguns momentos. E é cômico de observar como os "donos do mundo", cidadãos dos EUA, tomam suas decisões políticas. Acho que toda a campanha eleitoral, seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, é sempre igual. Há a desmoralização do adversário, promessas, mentiras, interesses comerciais... O "governator" também praticou estas coisas durante a campanha. Como dizem por aí: Cada povo tem o governante que merece. Eu só não vou ridicularizar a escolha de Arnold como governador da California porque moro no Rio. Para bom entendedor... Nota: 7.
COMO ARNOLD CONQUISTOU O OESTE (How Arnold won the west) - 2004 - Gênero: Documentário - Direção: Alex Cooke // Arnold Schwarzenegger, George Bush, Mary Carrey, Bill Clinton.
COMO ARNOLD CONQUISTOU O OESTE (HOW ARNOLD WON THE WEST):
Este documentário me atraiu assim que peguei a programação do festival. Eu queria saber como foi a campanha do Arnold Scharzenegger para o governo da California. Ele tem um quê de "Michael Moore" em alguns momentos. E é cômico de observar como os "donos do mundo", cidadãos dos EUA, tomam suas decisões políticas. Acho que toda a campanha eleitoral, seja no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo, é sempre igual. Há a desmoralização do adversário, promessas, mentiras, interesses comerciais... O "governator" também praticou estas coisas durante a campanha. Como dizem por aí: Cada povo tem o governante que merece. Eu só não vou ridicularizar a escolha de Arnold como governador da California porque moro no Rio. Para bom entendedor... Nota: 7.
COMO ARNOLD CONQUISTOU O OESTE (How Arnold won the west) - 2004 - Gênero: Documentário - Direção: Alex Cooke // Arnold Schwarzenegger, George Bush, Mary Carrey, Bill Clinton.
Festival do Rio 2005
MANDERLAY (MANDERLAY):
Após todos os eventos ocorridos na cidade de Dogville, Grace Mulligan (Bryce Dallas Howard) está em viagem com seu pai (William Dafoe) e seus capangas pelo país. Eles acabam parando em uma fazenda chamada Manderlay. Lá, a escravidão ainda existe, embora tenha sido extinguida do país há muito tempo. Grace resolve ajudar os escravos a conquistar a liberdade, apesar dos protestos de seu pai e dos donos da fazenda. Acontece que os escravos ficam perdidos com a nova situação e não sabem como proceder. Grace deixa novamente a companhia de seu pai para praticar boas ações. E mais uma vez ela vai ver que o coração humano é muito ingrato e não sabe retribuir a caridade que recebe.
Antes de tudo, vamos deixar uma coisa bem clara: Manderlay definitivamente não é melhor do que Dogville, como ouvi muita gente dizendo durante o festival. Sim, o filme é interessante e eu gostei. Mas não chega nem a unha do dedinho do pé em matéria dos sentimentos que me despertou o filme anterior. Dogville é sem dúvida um dos melhores que eu já vi na vida! Manderlay é legal e ponto.
É inevitável fazer a comparação entre os dois. E enquanto eu assistia a Manderlay vários pensamentos me ocorriam. Primeiro, eu não gosto nem um pouco quando mudam os atores em personagens já existentes. Não consigo dar credibilidade para a Grace de Bryce Dallas, sabendo que ela já foi feita pela Nicole Kidman. Mas isto é uma coisa que incomoda apenas a poucas pessoas, como eu. E também não chega a ser um problema gigante porque Bryce Dallas está bem no papel.
Em segundo lugar, discordei de algumas abordagens do roteiro. Por exemplo: depois de todo sofrimento que passou na cidade de Dogville, sendo boazinha para os habitantes, eu duvido que Grace seria tão solícita para o bem. É como se nada antes tivesse acontecido. Soa falso. No mínimo, com todos os acontecimentos terríveis do filme anterior, Grace se tornaria mais desconfiada. Tem também o fator sexualidade. Após ter sido estuprada por quase toda a cidade de Dogville, eu duvido muito que Grace sentisse desejos sexuais tão rapidamente. Tudo bem que não sabemos quanto tempo se passou entre um filme e o outro. Mas uma mulher que sofre abusos fica marcada e têm que buscar ajuda psicológica. Ela simplesmente não fica tendo desejos com jovens negros tomando banho.
Em resumo, o filme é legal, mas me deixou de pé atrás. Se não fosse todos esses questionamentos, que só existiram porque Manderlay é uma continuação. Aliás, quando li que Dogville teria uma continuação me perguntei: "Para quê"? O que uns trocados não fazem, não é? Mas não deixa de ser interessante. E agora é aguardar o terceiro. Vamos ver no que vai dar essa recente mania de transformar tudo em trilogia. Nota: 7.
MANDERLAY (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Lars Von Trier // Bryce Dallas Howard, Willian Dafoe, Danny Glover, Isaach de Bankolé.
MANDERLAY (MANDERLAY):
Após todos os eventos ocorridos na cidade de Dogville, Grace Mulligan (Bryce Dallas Howard) está em viagem com seu pai (William Dafoe) e seus capangas pelo país. Eles acabam parando em uma fazenda chamada Manderlay. Lá, a escravidão ainda existe, embora tenha sido extinguida do país há muito tempo. Grace resolve ajudar os escravos a conquistar a liberdade, apesar dos protestos de seu pai e dos donos da fazenda. Acontece que os escravos ficam perdidos com a nova situação e não sabem como proceder. Grace deixa novamente a companhia de seu pai para praticar boas ações. E mais uma vez ela vai ver que o coração humano é muito ingrato e não sabe retribuir a caridade que recebe.
Antes de tudo, vamos deixar uma coisa bem clara: Manderlay definitivamente não é melhor do que Dogville, como ouvi muita gente dizendo durante o festival. Sim, o filme é interessante e eu gostei. Mas não chega nem a unha do dedinho do pé em matéria dos sentimentos que me despertou o filme anterior. Dogville é sem dúvida um dos melhores que eu já vi na vida! Manderlay é legal e ponto.
É inevitável fazer a comparação entre os dois. E enquanto eu assistia a Manderlay vários pensamentos me ocorriam. Primeiro, eu não gosto nem um pouco quando mudam os atores em personagens já existentes. Não consigo dar credibilidade para a Grace de Bryce Dallas, sabendo que ela já foi feita pela Nicole Kidman. Mas isto é uma coisa que incomoda apenas a poucas pessoas, como eu. E também não chega a ser um problema gigante porque Bryce Dallas está bem no papel.
Em segundo lugar, discordei de algumas abordagens do roteiro. Por exemplo: depois de todo sofrimento que passou na cidade de Dogville, sendo boazinha para os habitantes, eu duvido que Grace seria tão solícita para o bem. É como se nada antes tivesse acontecido. Soa falso. No mínimo, com todos os acontecimentos terríveis do filme anterior, Grace se tornaria mais desconfiada. Tem também o fator sexualidade. Após ter sido estuprada por quase toda a cidade de Dogville, eu duvido muito que Grace sentisse desejos sexuais tão rapidamente. Tudo bem que não sabemos quanto tempo se passou entre um filme e o outro. Mas uma mulher que sofre abusos fica marcada e têm que buscar ajuda psicológica. Ela simplesmente não fica tendo desejos com jovens negros tomando banho.
Em resumo, o filme é legal, mas me deixou de pé atrás. Se não fosse todos esses questionamentos, que só existiram porque Manderlay é uma continuação. Aliás, quando li que Dogville teria uma continuação me perguntei: "Para quê"? O que uns trocados não fazem, não é? Mas não deixa de ser interessante. E agora é aguardar o terceiro. Vamos ver no que vai dar essa recente mania de transformar tudo em trilogia. Nota: 7.
MANDERLAY (Idem) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Lars Von Trier // Bryce Dallas Howard, Willian Dafoe, Danny Glover, Isaach de Bankolé.
Festival do Rio 2005
CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS (CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS):
Este, com certeza, é o melhor filme brasileiro que eu assisti durante o festival. Eu já tinha lido a respeito dele e tinha muita curiosidade para assistí-lo. Gostei muitíssimo, mas infelizmente, não pude vê-lo inteiro. E aqui vai um parênteses enorme para reclamar da falta de organização do pessoal do cinema Odeon. Talvez por ser o cinema central do festival, a direção do local deve achar que paira acima do bem e do mal e literalmente sacaneia o público do evento. Todo mundo sabe que existem os "loucos" (como eu) que tem uma programação de filmes para assistir durante o dia, com horários próximos. Mas o Odeon não está nem aí para isso e sabota o próprio evento do qual faz parte. Enquanto todos os outros cinemas obedecem rigorosamente os horários para as exibições, o Odeon não segue esta premissa.
O meu ingresso para Cinema, aspirinas e urubus indicava que a sessão começava às 12h. Acontece que este foi o horário que o Odeon resolveu abrir as suas portas para que a extensa fila que aguardava, entrasse na sala. Nos outros cinemas, a esta hora já estaríamos vendo a vinhetinha do Festival. Daí, até que todo mundo sente, compre bala e piopoca são mais ou menos 15 ou 20 minutos. E eu ainda dei a "sorte" de pegar uma sessão que antes exibia um curta para votação do público. Mais 15 minutos. Cinema, aspirinas e urubus começou com mais ou menos meia hora de atraso. E eu, completamente revoltada, tive que fazer uma escolha: ou eu ficava e assistia o filme todo ou largava ele sem saber o final e ia para a minha próxima sessão. Se tudo tivesse corrido no tempo certo eu não precisaria escolher a segunda opção. O que foi uma pena porque eu estava gostando muito do filme. Desorganização e falta de respeito do Odeon!
Mas vamos falar do filme... Cinema, aspirinas e urubus mostra a amizade de dois homens em uma viagem pelo sertão brasileiro nos idos de 1942, época da Segunda Guerra Mundial. Um deles é nordestino chamado Ranulfo (João Miguel). O outro é o alemão Johann (Peter Ketnath), que aceitou vir para o Brasil por gostar de aventuras e por não querer lutar na guerra. Eles visitam cidadezinhas nordestinas vendendo aspirinas. Mas para comercializar o remédio, antes Johann exibe o anúncio, como se fosse uma sessão de cinema. O público acaba comprando as aspirinas por causa dos filmes. As cenas do sertão e da pobreza dos vilarejos são impressionantes. Infelizmente não posso falar muito porque deixei a sessão na metade. Mas espero rever o filme quando ele for exibido por aqui. Nota: 8
CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS (Idem) - 2004 - Gênero: Drama - Direção: Marcelo Gomes // Peter Ketnath, João Miguel.
CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS (CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS):
Este, com certeza, é o melhor filme brasileiro que eu assisti durante o festival. Eu já tinha lido a respeito dele e tinha muita curiosidade para assistí-lo. Gostei muitíssimo, mas infelizmente, não pude vê-lo inteiro. E aqui vai um parênteses enorme para reclamar da falta de organização do pessoal do cinema Odeon. Talvez por ser o cinema central do festival, a direção do local deve achar que paira acima do bem e do mal e literalmente sacaneia o público do evento. Todo mundo sabe que existem os "loucos" (como eu) que tem uma programação de filmes para assistir durante o dia, com horários próximos. Mas o Odeon não está nem aí para isso e sabota o próprio evento do qual faz parte. Enquanto todos os outros cinemas obedecem rigorosamente os horários para as exibições, o Odeon não segue esta premissa.
O meu ingresso para Cinema, aspirinas e urubus indicava que a sessão começava às 12h. Acontece que este foi o horário que o Odeon resolveu abrir as suas portas para que a extensa fila que aguardava, entrasse na sala. Nos outros cinemas, a esta hora já estaríamos vendo a vinhetinha do Festival. Daí, até que todo mundo sente, compre bala e piopoca são mais ou menos 15 ou 20 minutos. E eu ainda dei a "sorte" de pegar uma sessão que antes exibia um curta para votação do público. Mais 15 minutos. Cinema, aspirinas e urubus começou com mais ou menos meia hora de atraso. E eu, completamente revoltada, tive que fazer uma escolha: ou eu ficava e assistia o filme todo ou largava ele sem saber o final e ia para a minha próxima sessão. Se tudo tivesse corrido no tempo certo eu não precisaria escolher a segunda opção. O que foi uma pena porque eu estava gostando muito do filme. Desorganização e falta de respeito do Odeon!
Mas vamos falar do filme... Cinema, aspirinas e urubus mostra a amizade de dois homens em uma viagem pelo sertão brasileiro nos idos de 1942, época da Segunda Guerra Mundial. Um deles é nordestino chamado Ranulfo (João Miguel). O outro é o alemão Johann (Peter Ketnath), que aceitou vir para o Brasil por gostar de aventuras e por não querer lutar na guerra. Eles visitam cidadezinhas nordestinas vendendo aspirinas. Mas para comercializar o remédio, antes Johann exibe o anúncio, como se fosse uma sessão de cinema. O público acaba comprando as aspirinas por causa dos filmes. As cenas do sertão e da pobreza dos vilarejos são impressionantes. Infelizmente não posso falar muito porque deixei a sessão na metade. Mas espero rever o filme quando ele for exibido por aqui. Nota: 8
CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS (Idem) - 2004 - Gênero: Drama - Direção: Marcelo Gomes // Peter Ketnath, João Miguel.
Festival do Rio 2005
RAINHAS (REINAS):
Este é um dos três melhores filmes que assisti no Festival do Rio. É uma comédia sobre o relacionamento de mães e filhos, sendo que estes são gays. Considero muito bom que filmes espanhóis que não sejam de Pedro Almodóvar ou que tenham alguma influência sua sejam exibidos. Não tenho coisa alguma contra ele, mas às vezes tenho a impressão que o cinema espanhol só é feito por Almodóvar.
Rainhas se passa na Espanha, após a decisão de que casamentos gays seriam permitidos no país. O filme tem como protagonistas cinco casais gays e seus pais. Óbvio que as mães são as principais personagens de momentos engraçados e também dos dramáticos. O filme mostra alguns dias antes dos casamentos ocorrerem e toda a confusão provocada pelas matriarcas. Não vou contar mais sobre o filme porque é mais interessante assistí-lo. É diversão garantida! Nota: 9.
Melhor citação do filme: "Estou sempre livre, mesmo quando estou casada" (Nuria - Verónica Forqué).
RAINHAS (Reinas) - 2005 - Gênero: Comédia - Direção: Manuel Gómez Pereira // Marisa Paredes, Carmem Maura, Mercedes Sampietro, Verónica Forqué, Daniel Hendler, Luís Homar, Unax Ugalde.
RAINHAS (REINAS):
Este é um dos três melhores filmes que assisti no Festival do Rio. É uma comédia sobre o relacionamento de mães e filhos, sendo que estes são gays. Considero muito bom que filmes espanhóis que não sejam de Pedro Almodóvar ou que tenham alguma influência sua sejam exibidos. Não tenho coisa alguma contra ele, mas às vezes tenho a impressão que o cinema espanhol só é feito por Almodóvar.
Rainhas se passa na Espanha, após a decisão de que casamentos gays seriam permitidos no país. O filme tem como protagonistas cinco casais gays e seus pais. Óbvio que as mães são as principais personagens de momentos engraçados e também dos dramáticos. O filme mostra alguns dias antes dos casamentos ocorrerem e toda a confusão provocada pelas matriarcas. Não vou contar mais sobre o filme porque é mais interessante assistí-lo. É diversão garantida! Nota: 9.
Melhor citação do filme: "Estou sempre livre, mesmo quando estou casada" (Nuria - Verónica Forqué).
RAINHAS (Reinas) - 2005 - Gênero: Comédia - Direção: Manuel Gómez Pereira // Marisa Paredes, Carmem Maura, Mercedes Sampietro, Verónica Forqué, Daniel Hendler, Luís Homar, Unax Ugalde.
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