sábado, 11 de fevereiro de 2006

AOS TREZE (THIRTEEN):
Tracy Freeland (Evan Rachel Wood) era uma menina comum. Daquelas que todo mundo já conheceu na vida, mas mal se lembra dela. Tirava notas A, era inteligente, aplicada, gostava muito de escrever e tinha poucos amigos. Sua família era totalmente desestruturada. Seus pais se separaram e ela odeia o novo namorado da mãe. E seu pai já tem uma nova família e nunca a procura. Ao entrar no segundo grau Tracy quer mudar este quadro. Faz de tudo para ser amiga da garota mais popular do colégio: Evie Zamora (Nikki Reed - também roteirista do filme). Esta, não é popular por ser "patricinha" ou cheerleader. Evie é selvagem. A amizade das duas cresce a medida que o comportamento da inocente e perdida Tracy muda. Evie apresenta a ela um mundo novo e totalmente diferente do que ela conhece. Tracy passa a conhecer as drogas, o sexo, os pequenos delitos e... a traição.
Aos treze é um filme muito interessante e delicado. Talvez por ter tido a colaboração no roteiro de uma das adolescentes, ele passa uma verdade incrível sobre o período de vida mais confuso que nós temos. O tempo em que tudo que aprendemos com nossos pais pode vir de encontro com o que o mundo nos ensina. E quem não for forte o suficiente e não tiver uma família muito bem estruturada pode sucumbir.
O impressionante no filme, para mim, é a força de interpretação das meninas. Nikki Reed e Evan Rachel Wood interpretaram com veracidade, sem cair no estereótipo. Como também são adolescentes, sabem muito bem do que se trata cada tema abordado ali. Aliás, Hollywood deveria investir mais em adolescentes interpretando papéis de adolescentes e não em colocar gente de 30 ou mais idade nestes papéis. Holly Hunter, que interpreta Melanie Freeland, mãe de Tracy, também está fantástica. Ela começa mostrando uma mãe ausente e desatenta, passa pelo desespero pelas atitudes da filha e chega ao perdão com a mesma força. Aos treze deveria ser recomendado a pais e a adolescentes. De repente, eles se entenderiam um pouco mais. Nota: 8.
Melhor citação do filme: "Se todo mundo casasse com alguém de uma raça diferente, depois de uma geração, não haveria preconceito." (Tracy - Evan Rachel Wood)
AOS TREZE (Thirteen) - 2003 - Gênero: Drama - Direção: Catherine Hardwicke // Holly Hunter, Evan Rachel Wood, Nikki Reed, // Fonte da Imagem: IMDB.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

MUNIQUE (MUNICH):
No ano de 1972, durante as Olimpíadas de Munique, 11 atletas israelenses foram mortos por um grupo terrorista palestino chamado Setembro Negro. O episódio marcou a história dos jogos olímpicos e foi mais uma demonstração da crueldade e da ignorância humana. Mas o que se seguiu aos ataques também exemplifica isto, mais uma vez. Em retaliação, o governo israelense escalou entre agentes da Mossad (pelo que entendi, uma mistura de FBI e CIA no país) para assassinar secretamente os participantes do ato terrorista. Munich parte desta premissa.
Eu não era nascida na época, confesso minha completa ignorância sobre o acontecido na Olimpíada e minha pouca versação sobre o conflito Israel-Palestina. Mas uma coisa eu sei: ações como esta deveriam ter sido extintas do planeta há anos. Quanto mais leio nor jornais sobre atos terroristas pelo mundo, guerras etc, tudo em nome de Deus, Alá, Mohamed ou sei lá quem mais, me pergunto: Será mesmo que estas pessoas acreditam que Deus (ou seus correspondentes em cada religião) realmente aprova isso? A matança entre irmãos? Pelo menos é isso que se diz nos livros sagrados de qualquer religião, né? Que somos todos irmãos. Maldito radicalismo!
Confesso que achei Munich muito difícil de acompanhar. Ele é cheio de fatos históricos e culturais que eu ignoro. Mas uma coisa eu preciso salientar: a coragem do diretor Steven Spielberg e, claro, dos seus roteiristas. Ao contrário do que ouvi muita gente dizendo, o filme não é "pró-judeu". E olha que Spielberg é judeu. Ele não é pró ninguém no filme, embora o foco fique nos agentes israelenses. Spielberg colocou no mesmo patamar os palestinos que atacaram os atletas nas Olimpíadas e os israelenses do Mossad que foram atrás deles para executá-los. Porque no fundo é isso mesmo. Todos farinha do mesmo saco. Nada de diplomacia; apenas bomba. E foi exatamente isso que Spielberg quis mostrar. Que nesta história entre Israel e Palestina não há bandidos ou mocinhos. Todos praticam atrocidades. Mas o filme é tão complexo e tão cheio de acontecimentos que os mais desavisados podem não ter percebido. Aliás, deve ser por isso também que o filme não ganhou Oscar algum. Como assim colocar terroristas "maus" palestinos e agentes "bonzinhos" do Mossad israelense no mesmo patamar? É pra se pensar, Humanidade... Nota: 7.
Melhor citação do filme: "Esqueça a paz por enquanto. Nós temos que mostrar a eles que somos fortes." (Golda Meir - Lynn Cohen)
MUNIQUE (Munich) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Steven Spielberg // Eric Bana, Daniel Craig, Geoffrey Rush, Lynn Cohen // Fonte da Imagem: IMDB.
SIMPLESMENTE AMOR (LOVE ACTUALLY):
Simplesmente Amor é aquele típico filme para "mulherzinha". O nome já diz tudo. Por isso, se você for homem, não tiver nem um pingo de romantismo e nem uma namorada que só gosta de ver filmes "melados", não vejo porque assistir. Não que ele seja ruim. É um bom filme. Bem dirigido, com um roteiro interessante e um elenco muito legal. O filme mostra as aventuras e desventuras (não pude não deixar de usar o clichê!) de oito casais diferentes próximo a época de natal. Muitos deles tem ligações entre si.
O que eu acho mais legal é que as histórias de amor não são fantasiosas. São bem realistas. Ok, talvez a do primeiro-ministro britânico (Hugh Grant) seja uma viagem. Mas o resto poderia muito bem acontecer. O engraçado é que o casal que eu mais torci não acaba junto (Não vou contar quem são, né?). Simplesmente amor é um típico filme para se assistir com seu amor embaixo de um cobertor, em dia de chuva. Se é que vocês vão querer ver um filme nessa situação. Não acrescenta nada na vida de quem o vê, mas também não prejudica. Nota: 7.
Melhor citação do filme: "Você sabe que nos romances, as pessoas só ficam juntas no final." (Sam - Thomas Sangster)
SIMPLESMENTE AMOR (Love actually) - 2003 - Gênero: Romance - Direção: Richard Curtis // Colin Firth, Liam Neeson, Emma Thompson, Keira Knightley, Hugh Grant, Allan Rickman, Rodrigo Santoro, Laura Linney, Thomas Sangster // Fonte da Imagem: IMDB.
AS LOUCURAS DE DICK E JANE (FUN WITH DICK AND JANE):
Sou fã de carteirinha de Jim Carrey, quero deixar isso bem claro. Assisto seus filmes de qualquer estilo: comédia ou drama. Gosto de todas as faces de sua carreira. Acho que quem não gosta dele tem preconceito, no fundo. Recomendo para estes os seguintes filmes: O show de Truman, O mundo de Andy e Brilho eterno de uma mente sem lembranças. E se der, vejam também um filme televisivo chamado Doing Time on Maple Drive, de 1992 (que infelizmente eu não sei o nome em português). É um filme da época em que era desconhecido no cinema, onde ele mostra um grande talento dramático interpretando um alcóolatra.
Mas o que interessa aqui é As Loucuras de Dick e Jane. Vamos dizer que desta vez, Jim estava afim de pagar umas contas atrasadas. É divertidinho, mas não é aquela coisa toda. Tem partes engraçadas, mas podia ser melhor. E o final é piegas. Na, boa... Mas serve para aqueles dias chuvosos, onde não temos muito o que fazer.
Dick Harper (Jim Carrey) é um executivo de uma grande empresa, que sonha em subir na vida. Tem uma família comum de classe média americana. Mora no subúrbio em uma vizinhança competitiva (quem tem os melhores aparelhos eletrônicos faz inveja aos outros). Um belo dia, Dick ganha uma promoção, do nada. Tudo poderia ser maravilhoso se no dia seguinte a empresa não falisse e ele fosse o responsável para passar as informações para a imprensa. Sendo que Dick nada sabe. Em resumo: Ele se ferra e fica desempregado. Enquanto vai vendo suas utilidades domésticas de última geração serem devolvidas às lojas, Dick procura emprego sem sucesso. Seu nome está sujo na praça por causa do escândalo da ex-empresa. Quando bate o desespero, Dick resolve que a única solução é assaltar. E para isso, recebe a ajuda de Jane Harper (Téa Leoni), sua parceira nos crimes e na vida. Gostaria de ver o filme original. Nota: 6.
Melhor cena do filme: Eu acho que as melhores cenas do filme são as que mostram Dick (Jim Carrey) e a Jane (Téa Leoni) tentando roubar pela primeira vez.
AS LOUCURAS DE DICK E JANE (Fun with Dick and Jane) - 2005 - Gênero: Comédia - Direção: Dean Parisot // Jim Carrey, Téa Leoni, Alec Baldwin // Fonte da Imagem: IMDB.

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

MARIA CHEIA DE GRAÇA (MARÍA FULL OF GRACE):
María é uma adolescente colombiana que trabalha em uma fábrica. Com o pouco dinheiro que recebe, ela precisa sustentar sua mãe, sua irmã e seu sobrinho. Acontece que María passa o pão que o diabo amassou no trabalho. É maltratada pelo chefe e sofre todo o tipo de humilhação. Para piorar sua situação, María ainda descobre que está grávida, mas não quer casar com o namorado, porque não gosta dele o suficiente. Quando decide abandonar o emprego por causa das humilhações, ela ainda é rechaçada pela família. María tem a vida muito parecida com a de muitas pessoas que vivem em países do chamado "Terceiro Mundo". E como essas pessoas, aprende que precisa se virar de alguma forma para sobreviver. Mesmo que não seja de uma forma legal. Ela recebe o convite para ser "mula" e levar drogas para os Estados Unidos e aceita.
Maria Cheia de Graça é um filme comovente e realista. Mostra bem o que é a total falta de perspectivas na vida dos jovens nos países da América Latina. A atriz que faz a Maria, Catalina Sandino Moreno, está ótima no papel. Ela consegue passar toda a tristeza e desesperança da personagem. As cenas em que Maria engole as drogas são tensas. Mas o filme peca em um detalhe: o ufanismo aos Estados Unidos. Quando Maria chega no país é como se ela estivesse na "Terra dos Sonhos". Tudo começa a melhorar para ela. E todos nós sabemos como os Estados Unidos tratam seus imigrantes. Principalmente os ilegais. Mas, fazer o que... Nada pode ser perfeito. Esse detalhe vai desagradar muito aos mais anti-americanos. Mas no geral é um ótimo filme. Comove e faz pensar. Nota: 8.
MARIA CHEIA DE GRAÇA (María full of grace) - 2004 - Gênero: Drama - Direção: Joshua Marston // Catalina Sandino Moreno, Yenny Paola Vega, Johanna Andrea Mora // Fonte da Imagem: IMDB.
A CASA MAL-ASSOMBRADA (THE HAUNTED MANSION):
Jim Evers (Eddie Murphy) é um corretor de imóveis totalmente workaholic. Ele é sócio de sua mulher no escritório e esta reclama o tempo todo de sua falta de atenção com a família. Jim promete mudar de vida e planeja viajar com todos por uns dias. Acontece que antes de pegarem o avião, ele resolve passar em uma última casa, para conseguir o negócio. A mansão é muito estranha, escura e "assustadora" (está entre aspas porque temos que considerar que o filme é da Disney. Assustar não é muito a área deles). E seus habitantes, esquisitíssimos. E esquisitos são os acontecimentos dentro da casa.
A Casa Mal-assombrada é um filme família. Daqueles que só tem graça para as crianças. Pequenas. As grandes querem ver filme de porrada e tecnologia. Tem aquelas lições de moral que a Disney sempre costuma dar. O Eddie Murphy tenta fazer graça, mas nem rola. Ah... Nem eu que sou tão boazinha com os filmes achei esse interessante. Gosto de filmes que mexem com as minhas emoções. Mas aqui não houve emoção nenhuma da minha parte. Nota: 6.
Melhor diálogo do filme:
- Pai? (Michael - Marc John Jefferies)

- Sim, meu filho. (Jim - Eddie Murphy)

- Eu vejo pessoas mortas... (Michael)

A CASA MAL-ASSOMBRADA (The haunted mansion) - 2003 - Gênero: Comédia - Direção: Rob Minkoff // Eddie Murphy, Terence Stamp, Nathaniel Parker, Marsha Thomason, Jennifer Tilly, Wallace Shaun, Marc John Jefferies, Aree Davis // Fonte da Imagem: IMDB.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

TUDO EM FAMÍLIA (THE FAMILY STONE):
Eu não sei se eu ando sensível, no meu período de TPM, ou se realmente as situações apresentadas neste filme não era assim tão engraçadas. Sinceramente, para qualquer um que é apresentado a família de seu noivo(a)/namorado(a) vai passar por momentos tensos. Eu não acho isso nada engraçado. Ainda mais com a família inteira pegando no seu pé e claramente contra você. Mas acho que o problema é só comigo, porque o pessoal que estava no cinema estava rindo às gargalhadas.
Tudo em família conta a história da Família Stone, que se reúne para um feriado. Neste dia, eles também vão conhecer a noiva do filho mais velho, Everett (Dermot Mulroney). Meredith (Sarah Jessica Parker) é uma executiva séria, bem-sucedida, ocupada, fria e que não relaxa nunca. E nesta situação, piora. Tudo que a pobre faz para agradar acaba piorando a situação. Até que a situação fica tão insustentável que a antipatia vira uma agressão direta mesmo.
Tem algumas ceninhas armadas para serem engraçadas. E também o drama de Sybil Stone (Diane Keaton), a matriarca que se descobre com câncer. E alguns personagens exagerados na caricatura, como a chata e recalcada irmã mais nova Amy (Rachel McAdams) e o irmão-doidão Ben (Luke Wilson). É um filme fraquinho. Diane Keaton, hour concour, claro! Mas não achei a menor graça naquela perseguição contra a pobre da Meredith. Coitada! Ela tinha então que fingir ser quem ela não era para agradar a todos? Ok, concordo que ela também era chata. Mas não se humilha uma pessoa daquela forma. Desculpa, mas eu não achei graça nenhuma. Nota: 6.
Melhor diálogo do filme:
- Eu não ligo se você gosta de mim ou não! (Meredith Morton - Sarah Jessica Parker)

- Claro que você liga. (Amy Stone - Rachel McAdams)

TUDO EM FAMÍLIA (The Family Stone) - 2005 - Gênero: Comédia - Direção: Thomas Bezucha // Sarah Jessica Parker, Diane Keaton, Claire Danes, Rachel McAdams, Dermot Mulroney, Craig T. Nelson, Luke Wilson // Fonte da Imagem: Adoro Cinema.

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

NINGUÉM PODE SABER (DARE MO SHIRANAI):
Neste começo de ano resolvi prestigiar um evento no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) onde os melhores filmes de 2005 seriam exibidos. Tudo muito organizado, pela Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro. O filme que vi hoje era considerado o melhor de todos. Realmente, é um filme muito, muito bom. Mas eu tenho lá as minhas dúvidas sobre ser o melhor de todo o ano de 2005. Discordo com os críticos do Rio. Realmente é sensacional, mas também não é o campeão.
Mais uma vez fiquei às voltas com o cinema oriental. Ninguém pode saber é japonês. Conta a história de uma família separada pela negligência da mãe. Explico: ela abandona os quatro filhos, menores de idade, sozinhos em um apartamento, para mudar de vida. E ainda deixa a responsabilidade toda nas costas do filho mais velho, Akira (Yûya Yagira), que não deve ter mais de 12 anos. A vida desta família é toda confusa. São quatro crianças, mas três delas são invisíveis. Não estudam e nunca foram vistas por niguém. Cada um deles é filho de um pai diferente.
A história realmente é muito triste. Dá muita pena daqueles pequenos. Não sei de qual deles dá mais dó: o mais velho, que sabe que a mãe não vai mais voltar, ou os menores, que vivem a esperaça do seu retorno. As crianças acabam se adaptando a nova vida, mas a seu modo. E este vai se degradando com o passar do tempo. E como os japoneses "chutam o balde" mesmo, não pensem em happy ends fofinhos e esperançosos. Cru, real, barra pesada são alguns dos adjetivos para Ninguém pode Saber. Nota: 8.
NIGUÉM PODE SABER (DARE MO SHIRANAI) - 2004 - Gênero: Drama - Direção: Hirokazu Koreeda // Yûya Yagira, Ayu Kitaura, Hiei Kimura, Momoko Shimizu, Hanae Kan, You // Fonte da Imagem: IMDB

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

ABAIXO O AMOR (DOWN WITH LOVE):
Bárbara Novak (Renee Zelwegger) é uma escritora desconhecida do Maine. Para promover seu livro "Abaixo o Amor", ela e sua editora querem promover uma entrevista com Catcher Block (Ewan McGregor), um jornalista mulherengo. Ele, porém, não leva Bárbara a sério e vive desmarcando a entrevista. O livro, no entanto, vira um best-seller inesperado. O jogo então vira e Bárbara começa a esnobar os convites de Catcher para uma entrevista. Com seu orgulho ferido, Catcher elabora um plano para desmoralizar a escritora. Ele se faz passar por um tímido astronauta para conquistar Bárbara. Com isso, quer provar que o que ela escreveu foi da boca para fora. O livro tem alto teor feminista, diga-se de passagem.
O filme é uma grande homenagem aos filmes românticos dos anos 60. Aliás, a cenografia e figurino do filme ficaram perfeito. Nos remetem mesmo para a época. Mas fora isso, é um filme bobo e fraquinho. O final é muito louco, mas nada que empolgue. "Sessão da Tarde" pura. Nota: 6.
Melhor citação do filme: Não vou transcrever aqui, mas a revelação final de Barbara Novak (Renee Zelwegger) para Catcher Block (Ewan McGregor). Impressionante só de imaginar a Renee ter decorado tudo aquilo.
ABAIXO O AMOR (DOWN WITH LOVE) - 2003 - Gênero: Comédia - Direção: Peyton Reed // Renee Zelwegger, Ewan McGregor // Fonte da Imagem: IMDB.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

2046 - OS SEGREDOS DO AMOR (2046):
2046 - Os segredos do amor é um filme muito difícil de se comentar. O seu tema principal é o amor, os relacionamentos homem-mulher. Mas dizer apenas isso é muito raso. Porque não é uma comedinha-romântica-previsível-hollywoodiana. Ele é mais profundo, mais denso... O cinema chinês ainda pode ser respeitado por essas coisas.
O filme mostra um escritor, Chow Mo Wan (Tony Leung), em crise consigo e com as mulheres. Ele começa a escrever um novo conto sobre o futuro, onde um trem parte sempre da cidade para o ano de 2046. Mas na verdade, ele escreve sobre o passado. Sobre o seu passado. E seus relacionamentos amorosos sempre constam ali. Os de amizade com uma mulher que ele queria muito mais, o relacionamento com uma mulher misteriosa, o amor perdido, o fato de ter usado sexualmente uma mulher que o amava. E enquanto ele escreve, acompanhamos suas aventuras e desventuras amorosas. E se a gente parar para pensar e analisar um pouco, nos reconhecemos ali em alguns personagens. Ou reconhecemos amigos nossos que já contaram histórias semelhantes.
2046 foi uma experiência inovadora e angustiante para mim. Saí do cinema com uma sensação pesada no peito. Não de desesperança. Mas de que o amor tem muitas faces. E isto pode ser bom ou ruim, dependendo do referencial. Nota: 8.
Melhor frase do filme: "Quando você não aceita 'não' como resposta, ainda existe uma chance de que você irá conseguir o que quer" (Chow Mo Wan - Tony Leung)
2046 - OS SEGREDOS DO AMOR (2046) - 2004 - Gênero: Drama - Direção: Kar Wai Wong // Tony Leung, Ziyi Zhang, Li Gong, // Fonte da Imagem: IMDB.