quarta-feira, 15 de março de 2006

A PANTERA COR-DE-ROSA (THE PINK PANTHER):
Esta produção é mais um exemplo de que em time que está ganhando não devemos mexer, para usar uma metáfora futebolística. Aposto que o ator Peter Sellers, que imortalizou o Inspetor Clouseau no cinema deve ter dado voltas em seu túmulo depois disso... Coitado! Que falta de consideração com um comediante tão bom. Holywood deveria parar de refazer filmes.
O pior é que nem é culpa dos atores que participaram da refilmagem. Eu adoro o Steve Martin e o Kevin Kline! Já ri muito com os dois. E adoro o Jean Reno também. Então... O que aconteceu? Piadas fracas? Direção primária? Falta de roteiro? Tudo isso junto? A última alternativa é a que explica melhor...
A história (?) é a seguinte: O inspetor Clouseau (Steve Martin) precisa desvendar o mistério da morte de um técnico de futebol famoso e descobrir quem roubou o mega-diamante "Pantera cor de rosa". Mas ele está investigando só de fachada. O inspetor Chefe Dreyfus (Kevin Kline) o está usando para atrair os holofotes, enquanto ele mesmo faz uma investigação paralela. Se ele descobrir o mistério ganha um prêmio que anseia por sete anos.
O filme é muito ruim mesmo. Se vocês quiserem assistir é por conta e risco próprios. Depois não digam que eu não avisei... Nota: 3.
Diálogo indicativo do nível do filme:
- Ele foi encontrado morto em um armário do vestiário. Baleado na cabeça (Ponton - Jean Reno)

- Foi fatal? (Inspetor Jacques Clouseau - Steve Martin)

- Sim. (Ponton)

- O quanto fatal? (Inspetor Jacques Clouseau)

- Hummm... Completamente. (Ponton)

- Eu quero falar com ele! (Inspector Jacques Clouseau)
A PANTERA COR-DE-ROSA (The Pink panther) - 2006 - Gênero: Comédia - Direção: Shawn Levy // Steve Martin, Kevin Kline, Jean Reno, Emily Mortmer, Beyoncé Knowles // Fonte da imagem: IMDB.

sábado, 11 de março de 2006

UMA SAÍDA DE MESTRE (THE ITALIAN JOB):
Um time de ladrões munidos de inteligência e tecnologia executam um roubo enorme em Veneza, Itália. Coisa para fazer qualquer um deles se aposentar. Mas Steve (Edward Norton) trai a confiança dos amigos e fica com tudo para ele. No momento do roubo, aliás, ainda executa o líder e o cara mais velho da quadrilha John Bridger (Donald Sutherland). Obviamente que todo mundo vai querer vingança, não é? O grupo que foi enrolado, liderado por Charlie Croker (Mark Wahlberg) monta um plano mirabolante para recuperar a grana. Para isso, ainda conseguem a ajuda da filha de John, Stella Bridger (Charlize Theron), perita em cofres. Ela tem um emprego legal no ramo, mas entra no assalto por vingança.
Esse é o enredo do filme. O resto é imagens de ação, correria, tiroteio e esquemas de uso de tecnologia. Uma saída de mestre é refilmagem de um longa-metragem de 1969 com o ator Michael Caine. O original eu não vi, mas o atual tem um quê de Onze homens e um segredo. Desde a configuração do plano de recuperação da grana até mesmo a ação - uma seleção de mentiras, que só acontecem mesmo nos filmes.
É um bom divertimento pra quem não tem nada pra fazer. Mas assim que o letreiro sobe no final, não acrescenta nada na vida de ninguém... Nota: 6.
Melhor citação do filme: "Eu? Sou ladrão desde que tinha dente de leite." (Charlie Croker - Mark Wahlberg)
UMA SAÍDA DE MESTRE (The Italian Job) - 2003 - Gênero: Ação - Direção: F. Gary Gray // Mark Wahlberg, Charlize Theron, Donald Sutherland, Jason Stathan, Seth Green, Mos Def, Edward Norton // Fonte da Imagem: IMDB.
CIDADÃO KANE (CITIZEN KANE):
Infelizmente começarei o texto sobre Cidadão Kane em uma frase lugar-comum: este é um dos maiores dos clássicos do cinema mundial. Isto, se não for o maior. Não há muito mais o que dizer desta obra-prima. Quando assistimos a filmes assim, inovadores para sua época, devemos repensar o que consideramos clássicos nas produções recentes. Hoje em dia, os computadores e o dinheiro do lobby fazem qualquer filminho meia-bomba ser um estrondo. Mas o mérito de verdade são de diretores como Orson Welles e aqui vou citar meu mestre, Hitchcock, que inovaram a sétima arte. Filmar não é só escalar atores bonitinhos e encher de efeitos especiais. Não é a toa que os diretores que citei acima são considerados gênios. O cinema mundial carece desses gênios...
Cidadão Kane começa no fim. O multimilionário Foster Kane, dono de um mega império do setor de comunicação, morre sozinho em sua super-ultra-hiper-mega-caríssima mansão. Antes de morrer, porém, ele pronuncia uma palavra: Rosebud (traduzindo para o português literal, seria botão de rosa). Todos ficam curiosos para entender porque o moribundo disse esta palavra antes de morrer. Um grupo de jornalistas resolve então fazer uma retrospectiva do multimilionário, entrevistando pessoas que conviveram com ele, amigos, mulheres etc., para tentar descobrir o mistério. O filme é todo feito em flashbacks sobre a vida de Foster Kane. Mas o mistério parece insolúvel.
Sempre quis assistir a Cidadão Kane, pois ele é mais um da lista de filmes que cada um que se considera cinéfilo é obrigado a ver para receber este título. Agora estou mais feliz por ter sido apresentada ao Sr. Kane. Ainda bem que ainda existem sessões em salas culturais - como a do Odeon BR, onde assisti - que podem nos salvar, pobres cinéfilos. Recomento com toda a honra. Realmente é uma exigência para o curriculum. Nota: 10.
Melhor citação do filme: "Não, eu não acho. O senhor Kane foi um homem que teve tudo o que quis e então perdeu. Talvez 'rosebud' fosse algo que ele não pode ter, ou alguma coisa que ele perdeu. De qualquer forma, isso não explicaria nada... Eu não acho que uma palavra pode explicar a vida de um homem. Não. Eu acho que 'rosebud' é apenas uma peça de um quebra-cabeça... uma peça perdida." (Jerry Thompson - William Alland)CIDADÃO KANE (Citizen Kane) - 1941 - Gênero: Drama - Direção: Orson Welles // Orson Welles, Joseph Cotten, Dorothy Comingore, Agnes Moorehead, William Alland // Fonte da Imagem: IMDB.

domingo, 5 de março de 2006

O ESPANTA TUBARÕES (SHARK TALE):
Sempre que posso vou ao cinema ver alguma animação. Sou fã deste tipo de filme, que ultimamente anda em expansão. Mas este, eu acabei vendo via Telecine mesmo. Conta a história de dois personagens muito diferentes: Oscar (Will Smith) e Lenny (Jack Black). O primeiro é um peixe comum, que odeioa ser um "Zé Ninguém". O outro é um tubarão vegetariano. Embora participe de uma família de tubarões respeitáveis - mafiosos mesmo - Lenny não consegue comer peixes e é ridicularizado por seus irmãos. O destino une esses dois após um acidente onde os irmãos de Lenny morrem. A notícia de que Oscar matou dois tubarões corre e ele vira uma celebridade. Era tudo o que o peixe]inho queria. Agora, é só fama, dinheiro e mulheres. E Lenny o ajuda a manter o mito. Acontece que os mafiosos tubarões querem vingança.
É um filme legal, que quer passar a lição de que você pode ser importante, mesmo não sendo ninguém famoso. Mas não é lá um roteiro muito empolgante. Na verdade, o que eu mais gostei mesmo foi das participações de Robert De Niro e Martin Scorcese. Dá pra se divertir, sim. Mas depois que termina, você já esqueceu. Nota: 6.
Melhor citação do filme: "No fundo, eu sou muito superficial." (Lola - Angelina Jolie)
O ESPANTA TUBARÕES (Shark tale) - 2004 - Gênero: Animação - Direção: Bibo Bergeron e Vicky Jenson // Vozes: Will Smith, Jack Black, Robert De Niro, Renée Zellweger, Angelina Jolie, Martin Scorcese // Fonte da Imagem: IMDB.
TAXI (TAXI):
Um grupo de belas mulheres disfarçadas andam assaltando bancos em Nova York. Elas nunca são pegas, principalmente por causa da habilidade no volante. O policial "sem noção" Andy Washburn (Jimmy Fallon) cruza o caminho das beldades e consegue descobrir alguns segredos da quadrilha. Acontece que ele é visto como idiota (o que realmente é verdade) na delegacia e ninguém o leva a sério na maioria das vezes. Para piorar sua situação, Andy perdeu sua carteira de motorista porque é um péssimo motorista. Em uma de suas caçadas às bandidas, ele pega carona com a taxista Belle Williams. Ela é uma conhecida velocista na cidade. Seu sonho é ser piloto. Enquanto não o realiza, Belle ajuda Andy em suas investigações.
Este é o enredo básico do filme. E pra ser sincera, não percam tempo assistindo a essa porcaria. É pura baboseira. A badalada "primeira vez cinematográfica" de Gisele Bündchen, como a ladra Vanessa, é facilmente esquecida durante a exibição dos letreiros no final. E convenhamos: a moça tem que estudar muito ainda pra ser atriz. Se é que ela vai conseguir... Jimmy Fallon, se vai continuar assim, deveria voltar correndo pro Saturday Night Live. Queen Latifah sempre é engraçada. Mas nem ela salva o filme. Ele é uma grande bobagem. Por isso, não façam como eu. Não percam seu tempo na frente da televisão. É melhor ir passear com o cachorro ou uma consulta no dentista... Nota: 4.
Melhor citação do filme: "Cada herói tem uma fraqueza. Superman tem a Kriptonita. Indiana Jones tem as cobras. Whitney Houston tem Bobby Brown". (Andy Washburn - Jimmy Fallon)
TAXI (Match Point) - 2004 - Gênero: Comédia - Direção: Tim Story // Jimmy Fallon, Queen Latifah, Gisele Bundchen, Jennifer Esposito // Fonte da Imagem: Adoro Cinema.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

PONTO FINAL (MATCH POINT):
Vou começar este texto com um comentário bem óbvio: Woody Allen é um gênio. Ele pode até não ser uma unânimidade, mas seus filmes figuram entre os melhores. Quando eu era mais nova, não gostava muito do diretor. Pura falta de maturidade. Woody Allen não é para qualquer um. Mas cresci e agora ou fã. Nos últimos tempos, seus filmes estavam no patamar mediano. Mas Ponto Final veio para dar uma guinada nessa história.
Para os desavisados, o ritmo do filme pode até ser lento e cansativo. Mas ele esconde momentos de genialidade. Sabe quando o filme dá aquela virada? Pois é... Preste atenção no começo e no fim.
A história de Ponto Final parece bem trivial e comum. Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers) é um jovem profissional de tênis. Ele deixa este mundo para dar aulas particulares a milionários. Faz amizade com um deles e se infiltra na sua família. Tom Hewett (Mathew Goode), o milionário, o convida para um fim de semana em sua mansão no campo. Ele vai e é apresentado a toda família. A irmã de Tom, Chloe Hewett (Emily Mortmer) se encanta pelo rapaz. Mas Chris fica louco com a noiva de Tom, Nola Rice (Scarlett Johansson). Eles passam boa parte do tempo flertando. Meses depois, Chris está casado com Chloe e há um reencontro. Nola está separada de Tom há muito tempo. Os dois começam um caso. E o rapaz fica dividido entre o amor selvagem que sente por Nola e a vida confortável e monótona que tem com a mulher.
Mas a história não pára por aí. Só que não contarei a reviravolta, porque senão perderia graça. Do nada, o filme se transforma de um melodrama comum em história policial com um final sensasional! Amei! E tomara que Woody não perca mais a mão nos seus filmes... Nota: 10
Melhor citação do filme: "O homem que disse 'prefiro ser sortudo que bom' entendeu o sentido da vida. As pessoas não tem noção do impacto que um instante de sorte oferece. Existem momentos em uma partida de tênis quando a bola bate no topo da rede e, por um segundo, permanece no ar. Com um pouco de sorte, a bola cai do outro lado e você vence. Ou talvez ela não caia, e você perde." (Chris Wilton - Jonathan Rhys Meyers)
PONTO FINAL (Match Point) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Woody Allen // Jonathan Rhys Meyers, Brian Cox, Penelope Wilton, Emily Mortimer, Scarlett Johansson // Fonte da Imagem: Adoro Cinema.
COLATERAL (COLLATERAL):
Max (Jamie Foxx) é aquele típico sujeito certinho, metódico e que não gosta de riscos. Ele é taxista e sonha em um dia mudar de vida e ter uma empresa de limusines. Mas ele nunca consegue guardar dinheiro e fica mesmo só na idéia. Após levar uma passageira a um prédio comercial, ele pega um novo passageiro que vai mudar sua vida. Vincent (Tom Cruise) é um sujeito a princípio muito educado e gentil. Mas na verdade, ele é um assassino profissional, contratado para executar algumas mortes. E Max acaba envolvido nestas mortes, pois leva o assassino para os locais onde as vítimas se encontram. O taxista sequestrado vai acabar aprendendo uma grande lição.
Colateral é baseado em seus dois atores principais: Tom Cruise e Jamie Foxx. Jamie concorreu ao Oscar de coadjuvante por este papel. Já Tom, não concorreu ao prêmio, mas é muito estranho vê-lo no papel do bandido. Não estamos acostumados com estas coisas. Teve o Lestat, de Entrevista com Vampiro, não vamos esquecer. Mas os dois papéis são diferentes. Enquanto Lestat era debochado, Vincent é uma máquina. É um workaholic que só quer fazer o que foi contratado e seguir em frente. O personagem é de uma frieza de dar medo em alguns momentos. E ainda dá lições de vida para Max. Os dois criam uma espécie de amizade até o grande final. Aliás, este é bem óbvio, mas mesmo assim não perde o encanto. É um bom filme. Nota: 7.
Melhor diálogo do filme:
- Você o matou! (Max - Jamie Foxx)

- Não, eu atirei nele. A queda e as balas o mataram. (Vincent - Tom Cruise)

COLATERAL (Colateral) - 2004 - Gênero: Policial - Direção: Michael Mann // Tom Cruise, Jamie Foxx, Jada Pinkett Smith // Fonte da Imagem: IMDB.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

MEMÓRIAS DE UMA GUEIXA (MEMOIRS OF A GUEISHA):
Assim que vi anúncios deste filme decidi que ia vê-lo. Eu gosto muito da cultura japonesa. Tudo bem que os atores deste são quase todos chineses. Mas para mim não fez diferença. Mas tem uma coisa que ficou muito evidente para mim quando comecei a assistir. Embora o filme seja baseado na cultura japonesa ele era realmente dirigido por um ocidental. Quer saber como eu senti isso? Por causa da "mão pesada". Explico: um diretor japonês (ou chinês) ia explorar as belezas da cenografia, a arte de ser gueixa, a cultura de seu país. Mas aqui, embora o filme tenha sua beleza e seu mérito, vemos cenas muito rápidas para os padrões japoneses. Cenas não-delicadas em um filme com um tema tão singelo.
Em 1929, Chiyo (Suzuka Ohgo), uma menina de nove anos, filha de pescadores, é vendida com sua irmã para um mercador. Este as repassa para duas casas de gueixas diferentes. Chiyo faz de tudo para encontrar a sua irmã e fugir com ela da cidade. Mas seus planos dão errado e ela passa a ser maltratada na casa de gueixas de onde veio. Seu maior problema era Hatsumomo (Li Gong). A maior gueixa de sua casa maltrata a menina o tempo todo e a coloca em diversas confusões. Nesta mesma época, Chyo conhece "o presidente" (Ken Watanabe), que vai se tornar o amor de sua vida.
Ao crescer, a menina é comprada por Mameha (Michelle Yeoh), que quer transformá-la em uma gueixa de verdade. A partir daí, Chiyo deixa de existir e nasce Nitta Sayuri (Ziyi Zhang). Ela se transforma na maior gueixa de todos os tempos. Mas a Segunda Guerra atinge o Japão e tudo muda. Sayuri precisa sobreviver, viver seu amor e reviver a arte das gueixas.
Não me decepcionei com o filme. Gostei muito, embora tenha sentido a falta de sensibilidade do diretor com o filme. Mas isso é preciosismo meu... Não dá pra incomodar. Gostei tanto do filme que agora eu quero ler o livro. Nota: 8.
Melhor citação do filme: "Lembre-se, Chiyo, gueixas não são cortesãs. E nós não somos esposas. Nós vendemos nossas habilidades, não nossos corpos. Nós criamos um mundo secreto, um lugar de beleza. O significado de 'gueixa' é artista e ser uma gueixa é ser julgada como uma peça de arte ambulante." (Mameha - Michelle Yeoh)
MEMÓRIAS DE UMA GUEIXA (Memoirs of a gueisha) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Rob Marshall // Ziyi Zhang, Michelle Yeoh, Ken Watanabe, Li Gong, Suzuka Ohgo // Fonte da Imagem: Adoro Cinema.

sábado, 18 de fevereiro de 2006

O TERMINAL (THE TERMINAL):
Viktor Navorski (Tom Hanks) é um turista vindo da Krakóvia, um país (fictíco) do leste europeu. Quando ele aterrisa em Nova York, seu país entra em uma guerra civil e, oficialmente, deixa de existir. A partir daí, Viktor fica preso na burocracia. Como não tem mais um país para voltar e seu passaporte não tem mais validade, ele é um imigrante ilegal. Por isso, tem que ficar no aeroporto até que a situação se resolva.
A primeira vista, este filme parece absurdo. Mas não é. Aqui mesmo no Brasil existiu um homem que também viveu no aeroporto por um tempo. Mas no caso, ele tinha perdido os documentos. É uma tragicomédia, mas mostra muito bem até onde a gente pode ir por causa de uma papelada.
Adoro quando Spielberg deixa o glamour dos grandes temas e relaxa em filmes como este. Sem pressão para grandes feitos, seus filmes fluem melhor. O Terminal é um filme de humor negro, com toques de romance.
Viktor ainda tem outro problema: a barreira da língua. Ele não falava quase nada de inglês. Mais uma dificuldade na vida deste homem. Mas o filme também tem um que de otimista. Porque com o desenrolar da história você vê como Viktor vai deixando a situação desesperadora para trás e se sai bem. Ele aprende inglês o suficiente para se virar e consegue fazer amigos, por ser uma pessoa tão bondosa e alegre. O maior problema dele acaba se tornando o amor pela aeromoça Amélia (Catherine Zeta-Jones).
Divertimento garantido! E Tom Hanks sempre dá um show, né? Nota: 8
Melhor diálogo do filme:
- Você está indo ou vindo? (Amelia - Catherine Zeta-Jones)

- Eu não sei. Os dois. (Viktor Navorski - Tom Hanks)

O TERMINAL (The terminal) - 2004 - Gênero: Comédia - Direção: Steven Spielberg // Tom Hanks, Catherine Zeta-Jones, Stanley Tucci // Fonte da Imagem: IMDB.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN (BROKEBACK MOUNTAIN):
Antes de começar a falar sobre o filme em si quero fazer um parêntesis aqui. Eu fico impressionada como, em pleno século XXI, o preconceito ainda impere. Gosto muito de observar a reação das pessoas no cinema. E desta vez foi vergonhosa. Nas cenas de amor, várias vezes a gente ouvia aqueles risinhos debochados na sala. Estava ficando irritante. Até que alguém pediu silêncio e as coisas melhoraram. O que eu não entendo é: Por que estas pessoas vão assistir a algo que elas não toleram? Todo mundo sabia que este filme falava sobre o amor entre dois cowboys. Então, não foi por pura ignorância.
Mas deixando a minha indignação de lado, vamos ao que interessa. Minha curiosidade em ver Brokeback Mountain era a mesma de quase todo mundo: Como é que eles iam tratar do amor entre dois homens neste filme? E ainda mais dois cowboys, os ícones da masculinidade americana. Não conheço o conto que deu origem, mas percebi que o diretor Ang Lee tratou do assunto de uma forma muito poética. O único problema que eu encontrei é que o amor entre Ennis Del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jake Gyllenhaal) aconteceu rápido demais. Tão rápido que eu nem percebi. Acho que Ang Lee perdeu tempo demais mostrando a paisagem e o trabalho diário dos cowboys na montanha. Não senti insinuação nenhuma entre eles. Tanto que, quando eles estão para se separar pela primeira vez, eu achei que Ennis estava preocupado por arrependimento e não por amor.
Mas depois, acabei entrando na história. O filme narra toda a vida dos cowboys e seus encontros fortuitos. Ambos casam, tem família, mas jamais esqueceram o tempo que passaram na montanha e seu amor um pelo outro. O conflito interno de Ennis que, ao contrário de Jack, não quer deixar tudo pelo seu amor é comovente.
O segredo de Brokeback Mountain é uma obra-prima sobre o amor impossível. Mas não achava mesmo que ele deveria ser considerado o melhor filme para ganhar o Oscar. Não sou muito ligada em filmes de amor. Tudo bem que este é mais um da categoria de filmes que tem finais infelizes - meu tipo de romance de cinema. Mas gostei muito do que vi. Nota: 8.
Melhor citação do filme: "Quer saber? A verdade é... que às vezes eu sinto tanto a sua falta que mal posso aguentar." (Jack Twist - Jake Gyllenhaal)
O SEGREDO DE BROKEBACK MOUTAIN (Brokeback mountain) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: Ang Lee // Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Michelle Williams, Anne Hathaway, Randy Quaid // Fonte da Imagem: IMDB.