quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

JUNO (IDEM):
Juno MacGuff (Ellen Page) é uma adolescente americana de 16 anos. Longe de ser uma daquelas "cheerleaders", ela é independente, diferente e incrivelmente madura e consciente em muitos momentos. Vive sua vida e não liga para o que os outros pensam dela. Acontece que Juno está com um problema: está grávida. O pai é seu melhor amigo, Paulie Bleeker (Michael Cera, repetindo novamente o papel do nerd bonzinho). Eles tiveram apenas uma noite de sexo e não são namorados. E ao contrário do que todos podem pensar, Juno não o procurou para buscar a solução para o problema. Simplesmente cuidou de tudo sozinha. Após decidir que não iria abortar, Juno resolve doar o bebê para adoção. Escolhe os futuros pais em um anúncio de jornal e aguarda a hora de entregar a criança. Tudo sem a opinião de Paulie.

O roteiro de Diablo Cody (premiada com o Oscar) é impressionante... Emociona e faz rir na mesma intensidade. Não tem como não se apaixonar por Juno e seu universo. Ele também é muito crível. Dá para sentir a realidade dos personagens, que não sabem lidar com os sentimentos direito... E toda a confusão na mente da adolescente de 16 anos, que acredita ter encontrado os pais ideais para o seu filho.

Juno é um filme lindo e realmente uma grande surpresa. A temática é adolescente, mas para mim, é bem adulto. Não tem como não se emocionar. Preparem-se para sair do cinema chorando. Aconteceu comigo! Nota: 9.

Melhor diálogo do filme:
- Seus pais provavelmente estão se perguntando onde você está... (Vanessa Loring - Jennifer Garner)

- Não. Sabe como é... Eu já estou grávida. Qual outro tipo de confusão eu poderia me meter? (Juno MacGuff - Ellen Page)

JUNO (Idem) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Jason Reitman // Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons, Olivia Thirlby // Fonte da imagem: Google Images.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

SORTE NO AMOR (JUST MY LUCK):
Ashley Albright (Lindsay Lohan) é a mulher mais sortuda de Manhattan. Do tipo que vai para a rua e a chuva pára na hora. Ou que ganha sempre nas raspadinhas da loteria. Ou seja, tem a vida (irritantemente) perfeita. Jake Hardin (Chris Pine) é totalmente o contrário... O rapaz não se dá bem com nada! É o maior azarado, na mesma proporção da sorte de Ashley... Claro que não é necessário dizer que os dois vão se conhecer e se apaixonar, né?

Bom, mas isto acontece pelo seguinte... Jake é produtor de uma banda, a McFly, mas não consegue uma gravadora para os caras. Ele persegue Damon Phillips (Faizon Love), um grande diretor musical, mas sempre se dá mal. Sua última cartada era entrar de penetra em uma grande festa da gravadora de Damon. Ela foi organizada pela empresa de Ashley. No meio da festa, ela e Jake dançam juntos e acabam se beijando. É neste momento que os papéis se invertem. Jake ganha a sorte de Ashley e vice-e-versa. E a confusão se instala...

Bom, convenhamos... Em geral, os filmes de Lindsay Lohan são bobinhos e sem grande importância... Esse não foge às regras. É bobo, bobo... Mas serve de divertimento para uma tarde chuvosa ou para aqueles momentos de ressaca depois de uma festa em que você tomou todas e não está aguentando levantar da cama. Nem para mudar o canal... Foi o meu caso... rs. Nota: 6.

Melhor citação do filme: "Você está me despedindo??? Mas você nem me paga!!!" (Jake Hardin - Chris Pine)

SORTE NO AMOR (Just my luck) - 2006 - Gênero: Comédia romântica - Direção: Donald Petrie // Lindsay Lohan, Chris Pine, Samaire Armstrong, Bree Turner, Faizon Love, Missi Pyle // Fonte da Imagem: Adoro cinema.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (NO COUNTRY FOR OLD MEN):
Llewelyn Moss (Josh Brolin) é ex-combatente da Guerra do Vietnã, e agora vive uma vidinha tediosa no oeste do Texas. Ele passa grande parte do dia caçando, sem grandes perspectivas. Um dia, acaba na cena de um crime no meio do deserto. E a partir daí sua vida muda. Llewelyn encontra uma mala com US$10 milhões e escapa com ela dali.

O que ele não imaginava é que a mala possui um localizador e várias pessoas estão atrás do dinheiro. Além de um grupo de traficantes mexicanos está Anton Chigurg (Javier Barden). Ele é um assassino frio, um psicopata completo, mas que mesmo assim possui uma ética: matar, se tiver feito esta promessa. E Chigurgh é muito bom no que faz. Ele passa a perseguir Llewelyn como um cão perdigueiro.

O terceiro personagem principal deste filme é o xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones). Ele é um dos responsáveis pela investigação da chacina no deserto. Além disso, está na cola de Chigurg e tenta proteger Llewelyn de sua fúria.

Os irmãos Coen dirigiram aqui um ensaio sobre alguns aspectos da violência. Enquanto Llewelyn precisa lutar para sobreviver, como na época da guerra, temos os mais ardilosos bandidos atrás dele. Sua maior desvantagem é não ter uma inteligência tão avantajada, como a da maioria dos americanos médios. Josh Brolin está muito bem no papel, e teve sua chance após tantos filmes como coadjuvante do coadjuvante.

Enquanto isso, temos Anton Chigurh. As cenas em que ele aparece ou que se dá a entender que ele está próximo deixa os espectadores amedrontados em suas cadeiras. O cara é o retrato do psicopata frio e sem sentimentos. Ele não tem uma história, mas também nem precisava ser mostrada. Javier Bardem está excelente! É o grande nome do filme e merece ganhar todos os prêmios em que competir por ele.

Já o xerife Ed é uma espécie de analista dos fatos. Ele já está se aposentando e percebe que não há mais espaço para os xerifes de antigamente. A violência agora é outra, por outros motivos (ou até nenhum) e ele não consegue se encaixar neste mundo. Acho que é por isto que o nome do filme em inglês significa "Não há lugar para os velhos homens". Porque é assim que o xerife se sente. Tommy Lee Jones também merece uma salva de palmas pela interpretação do xerife que já não tem esperanças.

O filme é muito bom e merece ser visto nem que seja somente pelo personagem de Barden. Mais uma vez, os irmãos Coen mostram a que vieram. Nota: 9.

Um dos melhores diálogos do filme:
- Você não tem que fazer isso. (Carla Jean Moss - Kelly Macdonald)

- É o que todo mundo diz... (Anton Chigurh - Javier Barden)

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (No country for old men) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Ethan & Joel Coen // Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin, Kelly Macdonald, Woody Harrelson // Fonte da imagem: Google images.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

SOY CUBA - O MAMUTE SIBERIANO (IDEM):
A primeira vez que ouvi falar deste documentário foi durante uma das edições do Festival do Rio. Achei o nome legal e, mesmo sem saber do que se tratava, fiquei com vontade de assistir. Mas acabei não indo. Alguns anos depois, me deram de presente!

Soy Cuba - O Mamute siberiano é bem interessante e específico. Para quem gosta da ilha caribenha e de suas histórias é um prato cheio. E para quem se interessa por cinema como um todo também.

Ele é um documentário sobre um filme realizado no país por uma equipe de cinema da antiga União Soviética. Aquela era a época da revolução cubana, onde a população da ilha estava feliz e esperançosa. Os russos eram parceiros dos cubanos no comunismo e aproveitaram o momento para tentar propagar ainda mais esta ideologia.

O cineasta Mikhail Kalatozov desembarca com uma pequena equipe para fazer o filme Soy Cuba. Muitos cubanos acabam integrando o projeto, principalmente como atores, mas também como parte da técnica. O filme é uma exaltação ao país recém-libertado por Fidel Castro e seu exército. As imagens de Kalatazov são impressionantes. Lembram um pouco a beleza estética de Leni Riffenstahl em seus filmes realizados no período nazista. Salvo algumas limitações.

Soy Cuba foi lançado e esquecido ao mesmo tempo. Era um período da história onde a guerra fria mais se acirrava. O filme não vingou e ficou esquecido até mesmo nos países que estiveram envolvidos no projeto. Acredito que ele não teve projeção mundial porque naquela época, os Estados Unidos dominavam o outro lado e os países capitalistas não iam desafiar o líder. Anos e anos mais tarde, Soy Cuba é redescoberto por Martins Scorsese e Francis Ford Coppola e reexibido.

O documentário não tem como objetivo mostrar as imagens e ângulos usados na realização do filme. Isto é mencionado, mas não é o que o move. Ele conta a história das gravações do filme e sobre o seu esquecimento. O mais legal é que ele entrevista pessoas que participaram ativamente das filmagens. Realmente, é um documentário muito interessante.Nota: 8.

Melhor citação do filme: Não lembro agora...

SOY CUBA - O MAMUTE SIBERIANO (Idem) - 2005 - Gênero: Documentário - Direção: Vicente Ferraz // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O CAÇADOR DE PIPAS (KITE RUNNER):
Afeganistão, 1978. Os cidadãos ainda tem uma certa liberdade no país, embora a Rússia e seu Exército esteja sempre à espreita. Neste período ainda razoavelmente tranquilo vive o menino Amir (Zekeria Ebrahimi). Ele é filho único e só tem o pai vivo (Homayoun Ershadi). Sua mãe morreu em seu parto. O pai vive pegando no seu pé devido a sua passividade e submissão. O único amigo de Amir é Hassan (Ahmad Khan Mahmidzada) que é de outra etnia e filho do empregado da casa. Muitas crianças da época desconfiam da amizade dos dois e dizem que eles são amigos apenas por conveniência. Acontece que Hassan realmente é fiel à sua amizade com Amir. Este, gosta muito do amigo, mas de vez em quando oscila, com ciúmes da admiração de seu pai pelo filho do empregado.

Neste período, as crianças do Afeganistão se divertem participando de grandes concursos, onde quem vence é aquele que mais corta as pipas dos outros concorrentes. Amir e Hassan ganham um deles. Ao ir buscar a última pipa cortada por seu amigo, Hassan sofre uma grande violência pelos valentões do local. Amir assiste a tudo, não faz nada e ainda finge que nada sabe.

Mas o menino não consegue conviver com a culpa do que aconteceu com Hassan. Ele começa então a se afastar do amigo, querer que ele vá embora de casa. Até que consegue. Mas ao mesmo tempo, os russos invadem o país e Amir e o pai precisam fugir. Eles vão parar nos Estados Unidos.

Anos depois, Amir já é adulto, formado e casado. Agora, é um escritor e seu primeiro grande livro foi publicado. Neste momento recebe o telefonema de Rahim Kahn (Shaun Toub), grande amigo de seu pai e incentivador das histórias do menino quando ele apenas começava a escrever. Amir parte para o Afeganistão e dá de cara com uma realidade terrível. Seu país nada tem a ver com suas memórias de infância. Ele mal consegue reconhecer. Rahim o chamou para uma missão: recuperar o filho de Hassan de um orfanato e salvá-lo dos talibãs. A princípio, Amir recusa. Mas um grande segredo e a culpa do passado o fazem mudar de idéia.

Eu ainda não li o livro de Khaled Hosseini em que o filme é baseado (devo ser uma das poucas no mundo todo!) então não posso fazer comparações. Fiquei muito comovida em várias partes do filme mas, sinceramente, eu esperava mais. É uma história muito legal, de redenção e sobre fazer o que é certo. Mas achei o filme um pouco "frio" em comparação com o que falam do livro. Acho que vou ter que ler para ter uma opinião verdadeira. Nota: 8.

Melhor citação do filme: "Agora existe uma forma de ser bom de novo." (Rahim Kahn - Shaun Toub)

O CAÇADOR DE PIPAS (Kite runner) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Marc Forster // Khalid Abdalla, Atossa Leoni, Shaun Toub, Sayed Jafar Masihullah Gharibzada, Zekeria Ebrahimi, Ahmad Khan Mahmidzada, Homayoun Ershadi // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

SANGUE NEGRO (THERE WILL BE BLOOD):
Novo México, 1898. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro solitário. Conforme vai ganhando a vida com a prata e o ouro que encontra, vai montando sua pequena empresa. Um dia, durante uma escavação, Plainview e seus empregados encontram uma outra espécie de ouro: Petróleo, o ouro negro.

É a partir daí que as coisas se modificam neste épico sobre um homem, seu império e sua loucura. Depois de encontrar o petróleo, ele e o filho de 11 anos H.W. (Dillon Freasier) saem pelas cidades, comprando propriedades por preços injustos e perfurando cada vez mais postos.

Em mais uma reviravolta em sua vida, Daniel conhece Paul Sunday (Paul Dano). Ele vem de uma cidadezinha chamada Little Boston, na Califórnia. Paul vende para ele o segredo de sua família: seu pequeno sítio contém petróleo, assim como toda a cidade.
Daniel parte para lá e vai comprando tudo o que encontra. Mas neste caso, tem que enfrentar um grande obstáculo: a Igreja da 3a Revelação, comandada por Eli Sunday (Paul Dano de novo!). Daniel não é nada religioso, mas faz de tudo para obter o que quer.

Saí da sessão de cinema impactada pelo filme. Não sabendo ainda se tinha ou não gostado. Mas agora, pensando com mais calma, vejo que gostei e muito. É uma história emocionante sobre um homem solitário que termina como começou. Sozinho, apesar do dinheiro.

Daniel Day-Lewis é, como sempre, a estrela deste filme. Mas desta vez, ele encontrou alguém à altura: Paul Dano. Este, dá um show como o "falso profeta" Eli. O que mais me surpreendeu é que eu já o tinha visto em outro filme: Pequena Miss Sunshine, onde ele praticamente não fala. As cenas em que Paul e Daniel se encaram são sensacionais.

Ponto positivo também para a direção e a fotografia. O filme é visualmente perfeito. E o diretor fez uma ótima escolha. Não temos uma trilha sonora comum. Acho que só diminuiria o tempo de duração. Eu tô acostumada com filmes longos, mas muita gente se assusta.Nota: 9.

Melhor citação (e cena) do filme: "Eu sou um falso profeta! Deus é uma superstição!" (Eli Sunday - Paul Dano)

SANGUE NEGRO (There will be blood) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Paul Thomas Anderson // Daniel Day-Lewis, Paul Dano, Dillon Freasier, Kevin J. O'Connor, Ciarán Hinds, Barry Del Sherman, Barry Del Sherman, // Fonte da imagem: Google Images.

domingo, 20 de janeiro de 2008

O DIA EM QUE A TERRA PAROU (THE DAY THE EARTH STOOD STILL):
Já posso acrescentar mais um clássico à minha lista!!! Este filme é um daqueles que eu sempre quis ver, mas nunca encontrava em lugar algum. Até que um dia, durante uma madrugada, não é que a Globo resolve transmiti-lo? Aproveitei a chance, né?

Em um dia comum como outro qualquer a população da Terra começa a perceber uma estranha luz no céu. Ela deixa a todos intrigados, mas logo se descobre que ela vem de uma nave espacial. Ela pousa, obviamente, nos Estados Unidos. Mais precisamente em Washington. Todos se espantam com o acontecimento e uma barreira militar se forma em torno da espaçonave. Dela saem o alienígena Klaatu (Michael Rennie) e o robô Gort (Lock Martin). Klaatu vem ao planeta em paz, apenas para passar uma mensagem. Mas, como nós, seres humanos, somos extremamente "pacíficos", é recebido com desconfiança e violência. Klaatu toma um tiro e vai parar no hospital. Enquanto isso, Gort é vigiado. Ele responde a qualquer ato de violência...

Acontece que Klaatu precisa passar sua mensagem. Ele tenta reunir os líderes mundiais, mas não consegue pois todos estão brigando. Então, foge do hospital e procura alguém menos beligerante para ajudar: os cientistas.

O filme tem um enredo simples, pacifista e bastante atual. Segundo ele, os alienígenas já estariam bastante desenvolvidos a ponto de não mais guerrear entre si. Já nós, terráqueos, ainda vivemos em um estado primitivo que perturba e assusta o universo.

É um filme bem interessante. E o que mais me deixou impressionada foram os efeitos especiais. O filme é de 1951 e eu imaginava coisas como naves espaciais feitas de pratos, com linhas amarradas para dar a impressão de voar. Mas não! Para a época, eles se saíram bem... Mesmo com aqueles trajes espaciais que parecem roupas de escola de samba.

Soube que estão fazendo uma versão atual... Confesso que isso me preocupa. Porque o original tem o seu carisma inocente, com lição de moral... O que será da nova versão com toda a tecnologia que temos à mão? Tem diretor por aí que parece que nunca viu um computador na vida e quando resolve inserir efeitos especiais acaba com tudo! Porque é só efeito especial que ele usa. Aí é zero de história, zero de interpretação, zero de direção... Ô mania de "estragar" o que já está bom... Nota: 8.

Melhor diálogo do filme:
- Sua impaciência é compreensível. (Mr. Harley - Frank Conroy)

- Sou impaciente com estupidez. Meu povo já aprendeu a viver sem ela. (Klaatu - Michael Rennie)

O DIA EM QUE A TERRA PAROU (The day the Earth stood still) - 1951 - Gênero: Ficção Científica - Direção: Robert Wise // Michael Rennie, Patricia Neal, Hugh Marlowe, Sam Jaffe, Billy Gray, Lock Martin, Frank Conroy. // Fonte da imagem: IMDB.
HAPPY FEET - O PINGUIM (HAPPY FEET):
Ao contrário dos outros pingüins de sua espécie - os "Imperadores" - Mumble (voz de Elijah Wood) não nasceu com o dom de cantar. Ele não tem uma canção que vem do coração. E com isso, corre o risco de viver sozinho para sempre, sem amigos ou uma fêmea. Mas Mumble tem um talento inato: ele sapateia como ninguém. Só que isto não é o bastante para sua comunidade, que só o recrimina.

Um acidente o leva a conhecer outros pássaros, incluindo pinguins. Pela primeira vez, Mumble não está sozinho.

A partir daí ele também conhece uma ameaça alienígena que está acabando com os peixes da sua região. Mas os mais antigos de sua "tribo" não acreditam nisso. Eles acham que Mumble é o culpado pelo sumiço dos peixes. Ele estaria aborrecendo os antigos espíritos com sua mania de dançar. Indignado com tudo isso, expulso de sua comunidade e querendo respostas, Mumble decide correr atrás de respostas e as encontra.

Pra quem gosta de pinguins, o filme é um prato feito. Mas pra quem gosta de história, nem chegue perto. Não gostei. Achei o filme muito enrolado. Fala sobre muitas coisas e ao mesmo tempo não fala de nada. Enrola muito. E perde a graça. Mesmo com os pinguins fofinhos...Nota: 5.

Melhor citação do filme: Não consigo lembrar de nenhuma interessante.

HAPPY FEET - O PINGUIM (Happy feet) - 2006 - Gênero: Animação - Direção: George Miller // Elijah Wood, Brittany Murphy, Robin Williams, Hugh Jackman, Nicole Kidman, Hugo Weaving // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

sábado, 19 de janeiro de 2008

DURO DE MATAR 4.0 (LIVE FREE OR DIE HARD):
Há uns dois anos mais ou menos, nós vivenciamos aqui no Brasil uma volta ao passado... A moda eram os anos 80 e tudo começou a ficar retrô. Existiam festas temáticas, roupas de desenhos animados ou estilizados da época... Até artistas dos anos 80, que estavam desaparecidos da mídia, aproveitaram o ensejo para ressurgir. A moda continua até hoje, mas com menos intensidade... Mas isto aqui no Brasil! Em Hollywood, ela está com força total!

Imaginem se alguém tivesse entrado em coma naquela época, tivesse acordado e resolvesse ir ao cinema hoje em dia... Iria testemunhar a "volta dos que não foram"... É Rambo, é Rocky, Indiana Jones... E agora, John McClane (embora este seja mais dos anos 90)...

John agora se vê às voltas com a rebeldia da filha Lucy (Mary Elizabeth Winstead) e com mais um terrorista maluco. E outra vez é o homem certo, na hora errada... Vamos combinar que ele tem muito azar... O cara sempre se mete em furada sem querer. Desta vez ele precisa levar até Washington um hacker, Mathew Farrell (Justin Long), para que ele seja interrogado. No caminho, os dois são atacados mas se salvam... Neste meio tempo, um grupo de terroristas-nerds invadem computadores que comandam toda a vida dos norte-americanos... Vai desde trânsito, bancos, bolsas de valores a energia. Em resumo: o país entra em caos total. Afinal, tudo funciona por computador e este não é o momento para confiar neles.

Apenas um homem pode desvendar o crime e prender os bandidos... E este é Jonh McClane... Ele tem uma pequena ajuda de Matt, mas o trabalho pesado fica por conta dele mesmo... Alguém precisa fazer o trabalho sujo, né?

Esta é a parte da ironia do filme, ao meu ver... Não adianta a mais alta tecnologia... Na hora de salvar o mundo no filme, somente a força bruta dá conta. É uma metáfora sobre o herói dos filmes das décadas passadas. Durão e sem muito saco para conversar. Os caras partem logo pra cima. E a idéia se assemelha muito ao último filme de Rocky Balboa (embora este tenha reconhecido seu envelhecimento). É como se os antigos heróis estivessem de volta para buscar seu lugar. O que para mim é bem legal! Sempre fui fã deles, incluindo de John McClane, o “pai” de Jack Bauer... Agora faltam Rambo (que eu nunca gostei) e Indy... Ei! Será que Danny Glover e Mel Gibson fariam uma nova Máquina Mortífera? ;-) Nota: 8.

Melhor diálogo do filme:
- Você derrubou um helicóptero com um carro! (Matt Farrell - Justin Long)

- Eu estava sem munição. (John McClane - Bruce Willis)

DURO DE MATAR 4.0 (Live free or die hard) - 2007 - Gênero: Aventura - Direção: Len Wiseman // Bruce Willis, Justin Long, Mary Elizabeth Winstead, Timothy Olyphant, Maggie Q, Cliff Curtis // Fonte da imagem: Adoro Cinema.
BOA NOITE E BOA SORTE (GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK):
Edward R. Murrow (David Strathairn) é um jornalista de grande prestígio, não apenas na sua emissora de TV, a CBS, como em toda a imprensa norte-americana nos anos 40/50. Ele vivenciou o famoso período de "caça às bruxas" nos Estados Unidos, onde o senador McCarhty perseguia e acusava qualquer um de comunismo. Naquela época, já pensando em não se comprometer, a mídia norte-americana não entrava em confronto com o senador. Algumas pessoas do ramo até colaboravam com ele. Mas Ed Murrow e sua equipe, penalizados com o caso de um soldado da Aeronáutica que foi expulso por desconfiança contra seu pai e sua irmã, acusados de comunismo, resolvem se levantar contra esta ditadura.

Eles começaram a realizar uma série de reportagens confrontando o senador McCarhty e seus métodos. E sofreram as conseqüências. Perderam patrocínio, tomaram "chamada" do chefão, tiveram a equipe reduzida... Mas não desistiram de fazer aquilo que todos nós jornalistas aprendemos na faculdade, mas muitas vezes deixamos para lá: um jornalismo sério, corajoso e responsável.

Achei o filme sensacional! De todas as formas! O roteiro e a direção estão excelentes. Pontos para George Clooney que inclusive atua, mas não é o ator principal. A decisão de filmar em preto-e-branco, com muitos closes e fumaça de cigarro caracterizam bem a época. Pelo menos o que eu já vi em filmes antigos. Deixa um clima meio noir, embora não seja um filme de gangsters.

Outro ponto positivo foram as entradas musicais. Achei bem legal... É um respiro depois da tensão. Como se fosse aquelas chamadas para os comerciais, só que dentro do filme. E as músicas (cantadas ao vivo, com uma cantora e a banda) tem ligação com o que estava acontecendo no momento do filme. Prestem atenção nas letras.

Este é um filme que deveria ser obrigatório nas faculdades de Jornalismo e de História em todo o mundo! Em resumo: é muito bom! Fez me lembrar porque eu escolhi estudar Jornalismo. Pena que não vivenciei aquela época... ;-) Nota: 9.

Melhor citação do filme: "Ninguém que se familiarize com a história deste país pode negar que comitês no Congresso são úteis. É necessário investigar antes de legislar. Mas a linha entre investigação e perseguição é tênue, e o senador júnior de Wisconsin já a ultrapassou várias vezes. Suas ações principais têm sido confundir a mente do público com ameaças internas e externas do Comunismo. Não devemos confundir dissidência com deslealdade. Nós sempre devemos lembrar que acusação não é prova, e que convicção depende de evidências devido ao processo de lei. Nós não vamos andar com medo uns dos outros. Nós não vamos ser guiados pelo medo para uma era de ignorância. Se nós procurarmos fundo na nossa história e doutrina, vamos nos lembrar que não descendemos de homens medrosos. Nem de homens que se atreveram a escrever, falar, se associar e defender causas que foram impopulares para o momento. Esta não é a hora para que os homens que aprovam e os que se opõem aos métodos do senador McCarthy se manterem em silêncio. Nós podemos negar nosso patrimônio ou nossa história, mas não podemos escapar da responsabilidade do resultado. Não existe forma para que um cidadão da república abdique de suas responsabilidades. Como nação, nós temos que mergulhar fundo na nossa herança em uma época delicada. Nós nos proclamamos, e realmente somos, os "defensores da liberdade" onde quer que ela ainda exista no mundo. Mas não podemos defender a liberdade fora do país se desertamos dela em casa (...) Boa noite e boa sorte." (Edward R. Murrow - David Strathairn)

BOA NOITE E BOA SORTE (Good night, and good luck) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: George Clooney // David Strathairn, George Clooney, Jeff Daniels, Patricia Clarkson, Robert Downey Jr., Frank Langella // Fonte da imagem: Adoro Cinema.