sábado, 12 de abril de 2008

AS TORRES GÊMEAS (WORLD TRADE CENTER):
Eu me lembro exatamente onde estava em 11 de setembro de 2001 e quais as sensações que tive naquele dia. Mesmo aqui no Brasil, muito distante de Nova York, a comoção era enorme e o sentimento de pavor, insegurança, incredulidade e perplexidade era notório em toda parte. Foi chocante testemunhar, ainda que apenas pela TV e internet, os atentados terroristas às torres gêmeas do World Trade Center e ao Pentágono. Na minha cabeça era o início da Terceira Guerra Mundial.

Bom, anos depois, temos muitas guerras pelo mundo (tanto em prol do que aconteceu nos EUA como por outros motivos - tipo, petróleo...), mas a terceira guerra (graças a Deus!) não aconteceu (ainda!). Muita coisa se falou e se mostrou sobre os motivos dos ataques terroristas. Nenhuma, para mim, justifica a guerra.

Depois da dor, os americanos começam a fazer filmes sobre uma das maiores tragédias humanas do mundo. As torres gêmeas traz a visão de Oliver Stone sobre o que aconteceu. O filme trata muito mais dos bastidores do socorro às pessoas que estavam nas torres gêmeas do que do próprio ataque terrorista em si. Os personagens principais são Will Jimeno (Michael Peña) e John McLoughlin (Nicholas Cage), dois policiais da Divisão Portuária de Nova York, que estavam subindo com sua equipe em uma das torres para salvar pessoas, mas acabaram se tornando vítimas do atentado. A história deles é real. Os dois foram os únicos sobreviventes da equipe. Todos morreram quando as torres vieram a baixo. McLoughlin e Jimeno ficaram soterrados vivos, mas foram resgatados.

Os eventos do filme não são o que de fato ocorreu. São baseados na história. O foco de Oliver Stone é a coragem das equipes de salvamento, verdadeiros heróis anônimos, e, principalmente, o sofrimento dos dois soterrados.

E daí vem a minha crítica. O atentado foi só um pano de fundo. O filme não necessariamente precisaria ser feito com o atentado às torres gêmeas como a tragédia em que ele se baseia. Pra mim, isso só aconteceu para chamar as pessoas para o cinema, devido a comoção que traz até hoje essa história. Sinceramente, o filme tem um "quê" de Titanic e de Pearl Harbour (ambos que eu detesto), ou seja, histórias de amor durante uma tragédia. Na boa, tô fora disso! Acho que atrapalha e confunde o foco do filme. Ainda bem que vi na TV à cabo.

Não estou dizendo que o filme é de todo ruim. Ele é interessante. Te deixa nervoso e triste. Mas não deixa chocado como Natural Born Killers, também de Stone. Na verdade, As torres gêmeas é uma patriotada só. Principalmente no final. E eu acho que um diretor como Oliver Stone, não precisa seguir o modelo dos outros para fazer sucesso com um filme...

Na minha humilde opinião, Oliver Stone já deixou de ser polêmico há tempos. Mas o marketing em cima disso é tremendo ainda. A mim, ele não tem chocado há tempos. Sobre a tragédia dos ataques daquele dia eu vou é ver Vôo United 93. Deve ser bem melhor! Nota: 7.

Melhor citação do filme: "Nós estávamos preparados para tudo. Menos para isso. Não para algo deste tamanho. (John McLoughlin - Nicholas Cage)

AS TORRES GÊMEAS (World trade center) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Oliver Stone // Nicholas Cage, Maria Bello, Michael Peña, Maggie Gyllenhaal // Fonte da imagem: Google Images.

domingo, 23 de março de 2008

DUPLEX (DUPLEX):
Eu tenho uma mania. Sempre que passa um filme da Drew Barrymore eu assisto. Eu simpatizo com ela e, por isso, não deixo de ver. Acho que isto vem desde E.T.

Este aqui assisti num sábado à noite em que preferi ficar em casa. Duplex mostra um jovem casal empreendedor de Nova York em busca da casa dos seus sonhos. Ele, Alex Rose (Ben Stiller) é escritor e está escrevendo seu mais novo romance. Ela, Nancy Kendricks (Drew Barrymore) trabalha em uma empresa jornalística. Um dia, encontram a casa que tanto queriam. É o tal duplex em questão. Eles compram a casa e levam junto uma inquilina. Uma senhora bem velhinha, chamada Sra. Connelly (Eileen Essel).

Acontece que o que parecia muito bom para ser verdade se transforma no inferno na Terra. O que era óbvio, aliás... A Sra. Connelly é uma velhinha chata, grudenta, reclamona, insistente e irritante. E o casal percebe que embarcou em uma tremenda furada. Alex não consegue escrever de tanto que a velha perturba. E Nancy chega a perder o emprego por causa dela. Os dois chegam a tal limite de insanidade, por causa de tanta demanda da sra. Connelly, que até planejam seu assassinato.

Duplex é um filme mais ou menos. Daqueles divertidinhos e esquecíveis logo em seguida. É humor negro, mas bastante previsível. Inclusive o final "surpresa". Nota: 6.

Melhor citação do filme: Nenhuma que valha a pena...

DUPLEX (Idem) - 2003 - Gênero: Comédia - Direção: Danny DeVito // Drew Barrymore, Ben Stiller, Eileen Essell, Robert Wisdom // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

JUNO (IDEM):
Juno MacGuff (Ellen Page) é uma adolescente americana de 16 anos. Longe de ser uma daquelas "cheerleaders", ela é independente, diferente e incrivelmente madura e consciente em muitos momentos. Vive sua vida e não liga para o que os outros pensam dela. Acontece que Juno está com um problema: está grávida. O pai é seu melhor amigo, Paulie Bleeker (Michael Cera, repetindo novamente o papel do nerd bonzinho). Eles tiveram apenas uma noite de sexo e não são namorados. E ao contrário do que todos podem pensar, Juno não o procurou para buscar a solução para o problema. Simplesmente cuidou de tudo sozinha. Após decidir que não iria abortar, Juno resolve doar o bebê para adoção. Escolhe os futuros pais em um anúncio de jornal e aguarda a hora de entregar a criança. Tudo sem a opinião de Paulie.

O roteiro de Diablo Cody (premiada com o Oscar) é impressionante... Emociona e faz rir na mesma intensidade. Não tem como não se apaixonar por Juno e seu universo. Ele também é muito crível. Dá para sentir a realidade dos personagens, que não sabem lidar com os sentimentos direito... E toda a confusão na mente da adolescente de 16 anos, que acredita ter encontrado os pais ideais para o seu filho.

Juno é um filme lindo e realmente uma grande surpresa. A temática é adolescente, mas para mim, é bem adulto. Não tem como não se emocionar. Preparem-se para sair do cinema chorando. Aconteceu comigo! Nota: 9.

Melhor diálogo do filme:
- Seus pais provavelmente estão se perguntando onde você está... (Vanessa Loring - Jennifer Garner)

- Não. Sabe como é... Eu já estou grávida. Qual outro tipo de confusão eu poderia me meter? (Juno MacGuff - Ellen Page)

JUNO (Idem) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Jason Reitman // Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons, Olivia Thirlby // Fonte da imagem: Google Images.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

SORTE NO AMOR (JUST MY LUCK):
Ashley Albright (Lindsay Lohan) é a mulher mais sortuda de Manhattan. Do tipo que vai para a rua e a chuva pára na hora. Ou que ganha sempre nas raspadinhas da loteria. Ou seja, tem a vida (irritantemente) perfeita. Jake Hardin (Chris Pine) é totalmente o contrário... O rapaz não se dá bem com nada! É o maior azarado, na mesma proporção da sorte de Ashley... Claro que não é necessário dizer que os dois vão se conhecer e se apaixonar, né?

Bom, mas isto acontece pelo seguinte... Jake é produtor de uma banda, a McFly, mas não consegue uma gravadora para os caras. Ele persegue Damon Phillips (Faizon Love), um grande diretor musical, mas sempre se dá mal. Sua última cartada era entrar de penetra em uma grande festa da gravadora de Damon. Ela foi organizada pela empresa de Ashley. No meio da festa, ela e Jake dançam juntos e acabam se beijando. É neste momento que os papéis se invertem. Jake ganha a sorte de Ashley e vice-e-versa. E a confusão se instala...

Bom, convenhamos... Em geral, os filmes de Lindsay Lohan são bobinhos e sem grande importância... Esse não foge às regras. É bobo, bobo... Mas serve de divertimento para uma tarde chuvosa ou para aqueles momentos de ressaca depois de uma festa em que você tomou todas e não está aguentando levantar da cama. Nem para mudar o canal... Foi o meu caso... rs. Nota: 6.

Melhor citação do filme: "Você está me despedindo??? Mas você nem me paga!!!" (Jake Hardin - Chris Pine)

SORTE NO AMOR (Just my luck) - 2006 - Gênero: Comédia romântica - Direção: Donald Petrie // Lindsay Lohan, Chris Pine, Samaire Armstrong, Bree Turner, Faizon Love, Missi Pyle // Fonte da Imagem: Adoro cinema.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (NO COUNTRY FOR OLD MEN):
Llewelyn Moss (Josh Brolin) é ex-combatente da Guerra do Vietnã, e agora vive uma vidinha tediosa no oeste do Texas. Ele passa grande parte do dia caçando, sem grandes perspectivas. Um dia, acaba na cena de um crime no meio do deserto. E a partir daí sua vida muda. Llewelyn encontra uma mala com US$10 milhões e escapa com ela dali.

O que ele não imaginava é que a mala possui um localizador e várias pessoas estão atrás do dinheiro. Além de um grupo de traficantes mexicanos está Anton Chigurg (Javier Barden). Ele é um assassino frio, um psicopata completo, mas que mesmo assim possui uma ética: matar, se tiver feito esta promessa. E Chigurgh é muito bom no que faz. Ele passa a perseguir Llewelyn como um cão perdigueiro.

O terceiro personagem principal deste filme é o xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones). Ele é um dos responsáveis pela investigação da chacina no deserto. Além disso, está na cola de Chigurg e tenta proteger Llewelyn de sua fúria.

Os irmãos Coen dirigiram aqui um ensaio sobre alguns aspectos da violência. Enquanto Llewelyn precisa lutar para sobreviver, como na época da guerra, temos os mais ardilosos bandidos atrás dele. Sua maior desvantagem é não ter uma inteligência tão avantajada, como a da maioria dos americanos médios. Josh Brolin está muito bem no papel, e teve sua chance após tantos filmes como coadjuvante do coadjuvante.

Enquanto isso, temos Anton Chigurh. As cenas em que ele aparece ou que se dá a entender que ele está próximo deixa os espectadores amedrontados em suas cadeiras. O cara é o retrato do psicopata frio e sem sentimentos. Ele não tem uma história, mas também nem precisava ser mostrada. Javier Bardem está excelente! É o grande nome do filme e merece ganhar todos os prêmios em que competir por ele.

Já o xerife Ed é uma espécie de analista dos fatos. Ele já está se aposentando e percebe que não há mais espaço para os xerifes de antigamente. A violência agora é outra, por outros motivos (ou até nenhum) e ele não consegue se encaixar neste mundo. Acho que é por isto que o nome do filme em inglês significa "Não há lugar para os velhos homens". Porque é assim que o xerife se sente. Tommy Lee Jones também merece uma salva de palmas pela interpretação do xerife que já não tem esperanças.

O filme é muito bom e merece ser visto nem que seja somente pelo personagem de Barden. Mais uma vez, os irmãos Coen mostram a que vieram. Nota: 9.

Um dos melhores diálogos do filme:
- Você não tem que fazer isso. (Carla Jean Moss - Kelly Macdonald)

- É o que todo mundo diz... (Anton Chigurh - Javier Barden)

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (No country for old men) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Ethan & Joel Coen // Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin, Kelly Macdonald, Woody Harrelson // Fonte da imagem: Google images.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

SOY CUBA - O MAMUTE SIBERIANO (IDEM):
A primeira vez que ouvi falar deste documentário foi durante uma das edições do Festival do Rio. Achei o nome legal e, mesmo sem saber do que se tratava, fiquei com vontade de assistir. Mas acabei não indo. Alguns anos depois, me deram de presente!

Soy Cuba - O Mamute siberiano é bem interessante e específico. Para quem gosta da ilha caribenha e de suas histórias é um prato cheio. E para quem se interessa por cinema como um todo também.

Ele é um documentário sobre um filme realizado no país por uma equipe de cinema da antiga União Soviética. Aquela era a época da revolução cubana, onde a população da ilha estava feliz e esperançosa. Os russos eram parceiros dos cubanos no comunismo e aproveitaram o momento para tentar propagar ainda mais esta ideologia.

O cineasta Mikhail Kalatozov desembarca com uma pequena equipe para fazer o filme Soy Cuba. Muitos cubanos acabam integrando o projeto, principalmente como atores, mas também como parte da técnica. O filme é uma exaltação ao país recém-libertado por Fidel Castro e seu exército. As imagens de Kalatazov são impressionantes. Lembram um pouco a beleza estética de Leni Riffenstahl em seus filmes realizados no período nazista. Salvo algumas limitações.

Soy Cuba foi lançado e esquecido ao mesmo tempo. Era um período da história onde a guerra fria mais se acirrava. O filme não vingou e ficou esquecido até mesmo nos países que estiveram envolvidos no projeto. Acredito que ele não teve projeção mundial porque naquela época, os Estados Unidos dominavam o outro lado e os países capitalistas não iam desafiar o líder. Anos e anos mais tarde, Soy Cuba é redescoberto por Martins Scorsese e Francis Ford Coppola e reexibido.

O documentário não tem como objetivo mostrar as imagens e ângulos usados na realização do filme. Isto é mencionado, mas não é o que o move. Ele conta a história das gravações do filme e sobre o seu esquecimento. O mais legal é que ele entrevista pessoas que participaram ativamente das filmagens. Realmente, é um documentário muito interessante.Nota: 8.

Melhor citação do filme: Não lembro agora...

SOY CUBA - O MAMUTE SIBERIANO (Idem) - 2005 - Gênero: Documentário - Direção: Vicente Ferraz // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O CAÇADOR DE PIPAS (KITE RUNNER):
Afeganistão, 1978. Os cidadãos ainda tem uma certa liberdade no país, embora a Rússia e seu Exército esteja sempre à espreita. Neste período ainda razoavelmente tranquilo vive o menino Amir (Zekeria Ebrahimi). Ele é filho único e só tem o pai vivo (Homayoun Ershadi). Sua mãe morreu em seu parto. O pai vive pegando no seu pé devido a sua passividade e submissão. O único amigo de Amir é Hassan (Ahmad Khan Mahmidzada) que é de outra etnia e filho do empregado da casa. Muitas crianças da época desconfiam da amizade dos dois e dizem que eles são amigos apenas por conveniência. Acontece que Hassan realmente é fiel à sua amizade com Amir. Este, gosta muito do amigo, mas de vez em quando oscila, com ciúmes da admiração de seu pai pelo filho do empregado.

Neste período, as crianças do Afeganistão se divertem participando de grandes concursos, onde quem vence é aquele que mais corta as pipas dos outros concorrentes. Amir e Hassan ganham um deles. Ao ir buscar a última pipa cortada por seu amigo, Hassan sofre uma grande violência pelos valentões do local. Amir assiste a tudo, não faz nada e ainda finge que nada sabe.

Mas o menino não consegue conviver com a culpa do que aconteceu com Hassan. Ele começa então a se afastar do amigo, querer que ele vá embora de casa. Até que consegue. Mas ao mesmo tempo, os russos invadem o país e Amir e o pai precisam fugir. Eles vão parar nos Estados Unidos.

Anos depois, Amir já é adulto, formado e casado. Agora, é um escritor e seu primeiro grande livro foi publicado. Neste momento recebe o telefonema de Rahim Kahn (Shaun Toub), grande amigo de seu pai e incentivador das histórias do menino quando ele apenas começava a escrever. Amir parte para o Afeganistão e dá de cara com uma realidade terrível. Seu país nada tem a ver com suas memórias de infância. Ele mal consegue reconhecer. Rahim o chamou para uma missão: recuperar o filho de Hassan de um orfanato e salvá-lo dos talibãs. A princípio, Amir recusa. Mas um grande segredo e a culpa do passado o fazem mudar de idéia.

Eu ainda não li o livro de Khaled Hosseini em que o filme é baseado (devo ser uma das poucas no mundo todo!) então não posso fazer comparações. Fiquei muito comovida em várias partes do filme mas, sinceramente, eu esperava mais. É uma história muito legal, de redenção e sobre fazer o que é certo. Mas achei o filme um pouco "frio" em comparação com o que falam do livro. Acho que vou ter que ler para ter uma opinião verdadeira. Nota: 8.

Melhor citação do filme: "Agora existe uma forma de ser bom de novo." (Rahim Kahn - Shaun Toub)

O CAÇADOR DE PIPAS (Kite runner) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Marc Forster // Khalid Abdalla, Atossa Leoni, Shaun Toub, Sayed Jafar Masihullah Gharibzada, Zekeria Ebrahimi, Ahmad Khan Mahmidzada, Homayoun Ershadi // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

SANGUE NEGRO (THERE WILL BE BLOOD):
Novo México, 1898. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro solitário. Conforme vai ganhando a vida com a prata e o ouro que encontra, vai montando sua pequena empresa. Um dia, durante uma escavação, Plainview e seus empregados encontram uma outra espécie de ouro: Petróleo, o ouro negro.

É a partir daí que as coisas se modificam neste épico sobre um homem, seu império e sua loucura. Depois de encontrar o petróleo, ele e o filho de 11 anos H.W. (Dillon Freasier) saem pelas cidades, comprando propriedades por preços injustos e perfurando cada vez mais postos.

Em mais uma reviravolta em sua vida, Daniel conhece Paul Sunday (Paul Dano). Ele vem de uma cidadezinha chamada Little Boston, na Califórnia. Paul vende para ele o segredo de sua família: seu pequeno sítio contém petróleo, assim como toda a cidade.
Daniel parte para lá e vai comprando tudo o que encontra. Mas neste caso, tem que enfrentar um grande obstáculo: a Igreja da 3a Revelação, comandada por Eli Sunday (Paul Dano de novo!). Daniel não é nada religioso, mas faz de tudo para obter o que quer.

Saí da sessão de cinema impactada pelo filme. Não sabendo ainda se tinha ou não gostado. Mas agora, pensando com mais calma, vejo que gostei e muito. É uma história emocionante sobre um homem solitário que termina como começou. Sozinho, apesar do dinheiro.

Daniel Day-Lewis é, como sempre, a estrela deste filme. Mas desta vez, ele encontrou alguém à altura: Paul Dano. Este, dá um show como o "falso profeta" Eli. O que mais me surpreendeu é que eu já o tinha visto em outro filme: Pequena Miss Sunshine, onde ele praticamente não fala. As cenas em que Paul e Daniel se encaram são sensacionais.

Ponto positivo também para a direção e a fotografia. O filme é visualmente perfeito. E o diretor fez uma ótima escolha. Não temos uma trilha sonora comum. Acho que só diminuiria o tempo de duração. Eu tô acostumada com filmes longos, mas muita gente se assusta.Nota: 9.

Melhor citação (e cena) do filme: "Eu sou um falso profeta! Deus é uma superstição!" (Eli Sunday - Paul Dano)

SANGUE NEGRO (There will be blood) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Paul Thomas Anderson // Daniel Day-Lewis, Paul Dano, Dillon Freasier, Kevin J. O'Connor, Ciarán Hinds, Barry Del Sherman, Barry Del Sherman, // Fonte da imagem: Google Images.

domingo, 20 de janeiro de 2008

O DIA EM QUE A TERRA PAROU (THE DAY THE EARTH STOOD STILL):
Já posso acrescentar mais um clássico à minha lista!!! Este filme é um daqueles que eu sempre quis ver, mas nunca encontrava em lugar algum. Até que um dia, durante uma madrugada, não é que a Globo resolve transmiti-lo? Aproveitei a chance, né?

Em um dia comum como outro qualquer a população da Terra começa a perceber uma estranha luz no céu. Ela deixa a todos intrigados, mas logo se descobre que ela vem de uma nave espacial. Ela pousa, obviamente, nos Estados Unidos. Mais precisamente em Washington. Todos se espantam com o acontecimento e uma barreira militar se forma em torno da espaçonave. Dela saem o alienígena Klaatu (Michael Rennie) e o robô Gort (Lock Martin). Klaatu vem ao planeta em paz, apenas para passar uma mensagem. Mas, como nós, seres humanos, somos extremamente "pacíficos", é recebido com desconfiança e violência. Klaatu toma um tiro e vai parar no hospital. Enquanto isso, Gort é vigiado. Ele responde a qualquer ato de violência...

Acontece que Klaatu precisa passar sua mensagem. Ele tenta reunir os líderes mundiais, mas não consegue pois todos estão brigando. Então, foge do hospital e procura alguém menos beligerante para ajudar: os cientistas.

O filme tem um enredo simples, pacifista e bastante atual. Segundo ele, os alienígenas já estariam bastante desenvolvidos a ponto de não mais guerrear entre si. Já nós, terráqueos, ainda vivemos em um estado primitivo que perturba e assusta o universo.

É um filme bem interessante. E o que mais me deixou impressionada foram os efeitos especiais. O filme é de 1951 e eu imaginava coisas como naves espaciais feitas de pratos, com linhas amarradas para dar a impressão de voar. Mas não! Para a época, eles se saíram bem... Mesmo com aqueles trajes espaciais que parecem roupas de escola de samba.

Soube que estão fazendo uma versão atual... Confesso que isso me preocupa. Porque o original tem o seu carisma inocente, com lição de moral... O que será da nova versão com toda a tecnologia que temos à mão? Tem diretor por aí que parece que nunca viu um computador na vida e quando resolve inserir efeitos especiais acaba com tudo! Porque é só efeito especial que ele usa. Aí é zero de história, zero de interpretação, zero de direção... Ô mania de "estragar" o que já está bom... Nota: 8.

Melhor diálogo do filme:
- Sua impaciência é compreensível. (Mr. Harley - Frank Conroy)

- Sou impaciente com estupidez. Meu povo já aprendeu a viver sem ela. (Klaatu - Michael Rennie)

O DIA EM QUE A TERRA PAROU (The day the Earth stood still) - 1951 - Gênero: Ficção Científica - Direção: Robert Wise // Michael Rennie, Patricia Neal, Hugh Marlowe, Sam Jaffe, Billy Gray, Lock Martin, Frank Conroy. // Fonte da imagem: IMDB.
HAPPY FEET - O PINGUIM (HAPPY FEET):
Ao contrário dos outros pingüins de sua espécie - os "Imperadores" - Mumble (voz de Elijah Wood) não nasceu com o dom de cantar. Ele não tem uma canção que vem do coração. E com isso, corre o risco de viver sozinho para sempre, sem amigos ou uma fêmea. Mas Mumble tem um talento inato: ele sapateia como ninguém. Só que isto não é o bastante para sua comunidade, que só o recrimina.

Um acidente o leva a conhecer outros pássaros, incluindo pinguins. Pela primeira vez, Mumble não está sozinho.

A partir daí ele também conhece uma ameaça alienígena que está acabando com os peixes da sua região. Mas os mais antigos de sua "tribo" não acreditam nisso. Eles acham que Mumble é o culpado pelo sumiço dos peixes. Ele estaria aborrecendo os antigos espíritos com sua mania de dançar. Indignado com tudo isso, expulso de sua comunidade e querendo respostas, Mumble decide correr atrás de respostas e as encontra.

Pra quem gosta de pinguins, o filme é um prato feito. Mas pra quem gosta de história, nem chegue perto. Não gostei. Achei o filme muito enrolado. Fala sobre muitas coisas e ao mesmo tempo não fala de nada. Enrola muito. E perde a graça. Mesmo com os pinguins fofinhos...Nota: 5.

Melhor citação do filme: Não consigo lembrar de nenhuma interessante.

HAPPY FEET - O PINGUIM (Happy feet) - 2006 - Gênero: Animação - Direção: George Miller // Elijah Wood, Brittany Murphy, Robin Williams, Hugh Jackman, Nicole Kidman, Hugo Weaving // Fonte da imagem: Adoro Cinema.