domingo, 25 de maio de 2008

O PROFISSIONAL (LEON):
Mathilda (Natalie Portman) é uma menina de 12 anos que já leva uma vida muito dura. Sua família é disfuncional. Ela apanha muito dos pais. Briga direto com a irmã mais velha. Seu único amigo é o irmãozinho de 4 anos. Ela fugiu da escola e vive fumando escondido dos pais. Até que ela conhece Leon (Jean Reno), um homem misterioso e calado.

Acontece que o pai de Mathilda negocia drogas e resolveu roubar do seu fornecedor. Este é o violento e insano policial Stansfield (Gary Oldman - lembrando o Drácula). Claro que ele não ia deixar barato. Stansfield e sua gangue invadem o prédio atrás da droga e matam toda a família. A única que escapa é Matilda, que estava fora de casa. Ela pede abrigo à Leon e este a acolhe. E a partir daí começa uma amizade estranha. Não se sabe muito bem até onde é só amizade ou se o laço é mais profundo. Quando Matilda descobre que Leon é matador profissional, pede para que ele mate os assassinos do seu irmão (o resto da família, ela diz não ligar). Ele não aceita de primeira, mas acaba envolvido.

Revi este filme hoje. Nem me lembrava muito bem dele. Mas é um dos melhores filmes que vi durante os anos 90. Era da safra menos comercial. Luc Besson acertou em cheio na direção e na escolha dos atores. O filme, aliás, marca a estréia de Natalie Portman, ainda menininha, no cinema. Já começou bem. Um belíssimo trabalho. Só achei o vilão de Gary Oldman caricato. Mas tá valendo. Nota: 9.

Melhor diálogo do filme:
- A vida é sempre dura assim ou é só quando você é criança? (Mathilda - Natalie Portman)

- É sempre assim. (Leon - Jean Reno)

O PROFISSIONAL (Leon) - 1994 - Gênero: Drama - Direção: Luc Besson // Jean Reno, Natalie Portman, Gary Oldman // Fonte da imagem: Adoro cinema.

domingo, 18 de maio de 2008

MARIA ANTONIETA (MARIE-ANTOINETTE):
Sempre gostei muito de estudar história. Principalmente a da Europa. Mas confesso que sei muito pouco sobre Maria Antonieta, rainha da França que foi enforcada junto com o esposo, rei Luis XVI durante a Revolução Francesa. Lembro apenas daquela frase atribuída a ela, famosa até, em que dizia que se a população não tinha pão para comer, que comesse brioches.

Este filme é baseado em duas biografias, escritas por Evelyne Lever e Antonia Fraser. O que me levou a assisti-lo foi a direção de Sofia Coppola. Ouvi muita gente falar bem e outras falando mal. Tudo porque a diretora resolveu modernizar o filme, usando músicas atuais, além da famosa cena do All Star (que em momento algum me ofendeu. Mal dá para perceber). Acredito que quem falou mal não teve a sensibilidade para entender o que Coppola queria mostrar.

Maria Antonieta (Kirsten Dunst) era uma adolescente quando saiu da Áustria para casar com o herdeiro do trono, o futuro Luis XVI (Jason Schwartzman). Ele também era muito jovem. O casamento arranjado entre seus pais era uma pressão grande demais para os dois. Tanto que ele não se consumou por muito tempo. O que fazia Maria Antonieta sofrer mais ainda, além de ter que aguentar a pressão de sua família e da família do marido. Não havia muita intimidade entre o casal. Eles não se conheciam.

Além disto, Maria Antonieta era austríaca. A vida em Versailles era completamente diferente da que estava acostumada. Todos os rituais entediantes e estranhos. O preconceito por ser de outro país. A intriga e a fofoca palaciana.

Através do filme percebemos que tanto ela quanto Luis XVI não tinham o menor preparo para serem os reis da França. Eram muito jovens, não tinham muita noção do mundo fora do palácio. Por isto, quando se tornaram os mandantes da França, tudo degringolou. Festas e gastos exorbitantes aliados a pobreza crescente da população da França levou ao fim trágico do casal. Eles haviam se tornado o alvo de todo o ódio dos franceses.

Sofia Coppola acertou no alvo direitinho. Mostrou o tédio da vida palaciana, o deslumbre da juventude, o exagero nas festas e nos gastos, a falta de rumo e despreparo nas responsabilidades do casal. Gostei do filme e das metáforas usadas por ela. Só achei alguns momentos longos demais. Mas mesmo assim é um filme interessantíssimo. Nota: 7.

Melhor diálogo do filme:
- Isto é ridículo. (Marie-Antoinette - Kirsten Dunst)

- Isto, madame, é Versailles. (Condessa de Noailles - Judy Davis)

MARIA ANTONIETA (Marie-Antoinette) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Sofia Coppola // Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Rip Torn, Judy Davis, Jamie Dornan // Fonte da imagem: Google Images.

sábado, 17 de maio de 2008

HOMEM DE FERRO (IRON MAN):
Confesso que não tinha muito interesse em ver este filme. Li em vários lugares que ele estava em primeiro lugar no ranking dos mais assistidos. Mas, mesmo assim, minha opinião permanecia a mesma. Nunca fui muito fã do herói, então deixei pra lá. Mas o que uma boa companhia (quer dizer, ótima!) não faz! Fui convencida a assistir... rs

Além do mais o filme tem o Robert Downey Jr, de quem sou fã desde as comédias dos anos 80, passando por Chaplin etc. O filme é todo dele. Robert domina a cena totalmente como Tony Stark, multimilionário armamentista.

Tony é um playboy no sentido mais amplo da palavra. Li inclusive uma entrevista de Robert Downey Jr. em que ele dizia ter aceitado o papel porque ele se parecia com Tony Stark. Pensando bem, parece mesmo... Até na ressureição.

Mas vamos a história... Tony é o maior fabricante de armas que existe. E ele as inventa sem pensar no que causam. Um belo dia, acontece a ironia do destino. Ele sofre uma emboscada durante visita ao Afeganistão. E é ferido quase que mortalmente por suas próprias armas.

Stark vira refém de terroristas por alguns meses. O grupo quer que ele construa um dos seus mísseis de grande poder de fogo. Ao invés disto, constrói uma armadura de ferro para tirar a ele e ao seu novo amigo Yinsen (Shaun Toub) da prisão. Este, o salvou da morte construindo um artefato para manter seu coração ativo.

Voltando à civilização, bate o drama de consciência no empresário. Ele não deseja mais produzir armas. Mas os sócios da empresa, mais precisamente seu mentor Obadiah Stane (Jeff Bridges), acredita que ele está passando por uma fase. Ninguém o leva a sério. Então, Stark começa a montar uma nova armadura de ferro sozinho, sem que ninguém saiba. Mas o que ele também não sabe é que em breve, ela pode tornar-se um grande risco se cair nas mãos erradas.

Homem de ferro é diversão garantida! Muito melhor do que o Speed Racer, que eu comentei em post anterior. Vale o ingresso. E eu fico feliz de ver o Robert Downey Jr. em ação outra vez! Nota: 8.

Melhor citação do filme: "Meu velho tinha uma filosofia. Paz siginifica ter uma arma maior do que a do outro cara." (Tony Stark - Robert Downey Jr.)

HOMEM DE FERRO (Iron man) - 2008 - Gênero: Ação - Direção: Jon Favreau // Robert Downey Jr., Terrence Howard, Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow, Shaun Toub, Faran Tahir, Leslie Bibb // Fonte da imagem: Google Images.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

SPEED RACER (IDEM):
Há anos ouço falar da adaptação deste desenho animado japonês, que fez muito sucesso nas décadas de 70 e 80 (mas ainda hoje aparece, vez ou outra, em canais à cabo por aí). Depois de tanto tempo, finalmente ele está aí. E com o privilégio de ter os irmãos Wachowski (trilogia Matrix) como diretores. Um projeto e tanto.

Não sei como funcionou para todo mundo que foi ao cinema, mas para mim foi muito alarde para pouca coisa. Eu sempre me interesso mais pelas histórias dos filmes do que pelo visual, direção e etc. O roteiro de Speed Racer é bem fraquinho. Tudo bem, todo mundo deve estar se perguntando: "Pô, mas você vai ver Speed Racer no cinema e quer um roteiro cabeça?". Claro que não! Mas esperava uma coisa maior, ainda mais com os irmãos "Matrix" no projeto. Achei o roteiro raso demais. E insuficiente. Tem moral da história que não se sustenta. Fala de uma possível compra de resultados de corridas de carros.

Em matéria de efeitos especiais, o filme arrasa! Última geração. Parece uma mistura de videogame com desenho animado. Muito bom! Mas confesso que as imagens eram tão rápidas às vezes que eu acabava me perdendo. Fora a polêmica do carro da Petrobras (que patrocinou parte do filme) e que eu sequer vi na tela.

Quanto aos atores, tinha alguns que estavam muito bem e outros mais ou menos. No primeiro caso, destaco Susan Sarandon (mãe Racer), John Goodman (Pops Racer) e Christina Ricci (Trixie), que mais parecia um desenho japonês de verdade. Agora o Speed Racer de Emile Hirsh era sério demais. Faltou carisma. Não gostei muito. E nem do corredor X, vivido por Mathew Fox. Fora os vilões caricatos, no estilo Dick Tracy, mas mal feito.

Sinceramente... Esses irmãos Wachowski só me decepcionam... Assim não vou mais dar crédito para eles... Já basta a decepção com as duas últimas partes de Matrix. Nota: 6.

Melhor citação do filme: Nenhuma muito interessante...

SPEED RACER (Speed Racer) - 2008 - Gênero: Ação - Direção: Andy & Larry Wachowski // Emile Hirsh, Christina Ricci, John Goodman, Susan Sarandon, Matthew Fox, Roger Allam, Taejo Togokhan // Fonte da imagem: Google Images.

sábado, 3 de maio de 2008

HOLLYWOODLAND - BASTIDORES DA FAMA (HOLLYWOODLAND):
Coincidência ou não, ando vendo filmes sobre Hollywood nos anos 30. Antes deste, vi Dália Negra. A temática é bem parecida: investigação policial sobre a morte de alguém. Em ambos os casos eram atores. Mas este aqui é sobre um ator que deu certo (razoavelmente): George Reeves, o primeiro superman dos seriados de TV.
O filme começa com a morte de George (Ben Affleck). A Polícia acredita que ele se suicidou, mas sua mãe, Helen (Lois Smith) não acredita na versão. Para ela, o filho foi assassinado. Helen contrata, então, os serviços de um detetive particular para resolver o caso.

Louis Simo (Adrien Brody) vê uma grande oportunidade nas mãos e começa a utilizar artimanhas para levar o caso à grande mídia e a uma conclusão verdadeira. Ele parte do princípio o tempo todo de que George foi assassinado. Os principais suspeitos são a noiva do ator Leonore Lemmon (Robin Tunney), Toni Mannix (Diane Lane), amante dele, e Eddie Mannix (Bob Hoskins), marido de Toni e grande empresário de Hollywood.

O filme é muito interesssante. A gente sempre pensa nos anos 40 e 50 como "décadas de ouro" de Hollywood. Mas o filme mostra que a vida também era dura, apesar de glamourosa. George Reeves ficou marcado pelo personagem e ninguém o levava à sério como ator. O que pode o ter levado mesmo suicídio.

Fiquei surpresa com Ben Affleck que, para mim, nunca foi bom ator. Mas fez um trabalho honesto. É um filme bem legal. Nota: 7.

Melhor citação do filme: "Dia triste, hein, rapazes? Sabe o que é mais triste? Chamar o caso de suicídio quando na verdade é assassinato. Por que os policiais fariam isso? (Louis Simo - Adrien Brody)

HOLLYWOODLAND - BASTIDORES DA FAMA (Hollywoodland) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Allen Coulter // Adrien Brody, Diane Lane, Ben Affleck, Bob Hoskins, Robin Tunney, Lois Smith // Fonte da imagem: Google Images.

sábado, 19 de abril de 2008

LETRA & MÚSICA (MUSIC AND LYRICS):
Este é mais um filme da minha série com a Drew Barrymore. Acabei de assistir aqui na TV à cabo. Sabadão à noite, nada pra fazer... Então fui colocar um pouquinho de lágrimas na minha vida. Lágrimas sim. Porque o filme me fez chorar. E não foi só TPM. É que ele é bem bonitinho mesmo. Bem "mulherzinha".

Alex Fletcher (Hugh Grant) fez sucesso nos anos 80 com uma banda chamada PoP. Mas como muitas delas, acabou e ele ficou para trás. Hoje, sobrevive do passado. Não compõe nem grava mais. Vive fazendo shows estilo "festa Ploc" para se manter.

Um dia, ele recebe uma proposta irrecusável. Cora Corman (Haley Bennett), a nova sensação dos adolescentes - uma mistura de Britney Spears, Christina Aguilera e Shakira - resolve contratá-lo para escrever sua nova música. O contrato não é garantido. Primeiro ela tem que ouvir a música e aprová-la.

Alex não escreve há anos e está sem inspiração totalmente. Da última vez que tentou foi um fracasso. Está inseguro, mas precisa do emprego. Daí, numa dessas coincidências que só acontecem em novelas e filmes, ele encontra alguém com talento para escrever: Sophie Fisher (Drew Barrymore).

A princípio, a moça não aceita. Ela tem experiência como escritora, mas jamais compôs algo. Mas Sophie tem talento nato e Alex a convence. Enquanto eles fazem a letra e a música, vão se conhecendo e... o resto é óbvio.

Letra é música é um filme bem bonitinho mesmo. Principalmente porque a gente vai vendo a letra e a música sendo construídas ao mesmo tempo que a relação entre Alex e Sophie. Como todo filme para "mulherzinha" é bobinho. Mas diverte e até faz pensar (pelo menos a mim fez)... Vale a pena. Nota: 7.

Melhor cena: O clip que abre o filme, da música "Pop goes my heart". Mais anos 80 impossível! Muito bom!

Melhor diálogo do filme (em homenagem a algumas amigas minhas - piada interna):
- Dormindo com um palhaço na minha cama [cantando]... "Palhaço" não está certo... (Alex Fletcher - Hugh Grant)

- É nuvem! Por que você colocaria um "palhaço" na sua cama? (Sophie Fisher - Drew Barrymore)

- Não seria a primeira vez... (Alex)

LETRA & MÚSICA (Music and lyrics) - 2007 - Gênero: Romance - Direção: Marc Lawrence // Drew Barrymore, Hugh Grant, Campbell Scott, Haley Bennett, Kristen Johnston // Fonte da imagem: Google Images.
DÁLIA NEGRA (THE BLACK DHALIA):
Quando vi o trailer deste filme me deu muita vontade de assistir. Mas acabei não conseguindo ver no cinema; por isso me rendi ao DVD. O que eu achava interessante era o clima de filme noir. Aqueles personagens estilosos, louras fatais, morenas vamp, assassinatos etc. Atores conhecidos... Fora o diretor: Brian De Palma! Que curriculum!

Pena que é muito barulho por nada... Não consegui gostar do filme.

Provavelmente eu devo ter que assistir de novo. Porque a maior parte do tempo eu não entendi o filme. Não entendi as ligações dos personagens, por exemplo. Não entendi porque se focou tanto na amizade dos policiais e depois porque ela foi deixada de lado. Não entendi porque a morte da "Dália Negra" foi tão tocante para Lee (Aaron Eackheart)... E o filme é looooongo. Não de duração. Mas por que a história parece não ter fim mesmo.

Em resumo: não entendi. De repente é melhor ler o livro. Nota: 6.

Melhor citação do filme: "Eu acho que você prefere transar comigo do que me matar. Mas você não tem coragem de fazer qualquer um dos dois." (Madeleine Linscott - Hilary Swank)

DÁLIA NEGRA (The black Dhalia) - 2006- Gênero: Suspense - Direção: Brian De Palma // Josh Hartnett, Scarlett Johansson, Aaron Eckhart, Hilary Swank, Mia Kirshner // Fonte da imagem: Google Images.
VÔO UNITED 93 (UNITED 93):
Pouco tempo depois de ter visto As Torres Gêmas, lá vou eu de novo enveredar por mais um filme sobre aquele 11 de setembro que ninguém esquece. Até tinha mencionado este quando escrevi sobre o de Oliver Stone. Não resisti e coloquei em prática o desejo de ver Vôo United 93.

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que amei... E minhas expectativas de que ele era muito melhor do que As torres gêmeas se confirmaram. Como disse antes, a história dos policiais presos nos escombros do World Trade Center merece destaque. Mas não com aquela patriotada estilo Independence Day. O assunto ali é sério!

E foi com essa seriedade que o diretor Paul Greengrass (que também roteirizou o filme) trata os acontecimentos daquele dia fatídico. E é com respeito que ele tratou os personagens envolvidos, não fazendo julgamento nem dos sequestradores do avião. É um filme simples, "limpo" e objetivo.

Não preciso dizer que você fica tenso o tempo inteiro quando assiste Vôo United 93. É como se você estivesse dentro do avião, vivendo cada minuto. Por mais que eu soubesse no que ia dar a história, mesmo assim eu torcia por uma mudança (Ok, é que eu vejo filmes de ação demais!). Paul Greengrass transformou o filme praticamente em um documentário. Mostra a preparação dos terroristas, a decolagem do United 93, a tensão à bordo e nas torres de controle, principalmente para tentar "arrumar a bagunça" e advinhar quais vôos foram seqüestrados. Não sei até onde há veracidade nisto, mas Greengrass mostrou inclusive a inoperância dos militares, que praticamente deixaram tudo nas mãos dos terroristas.

O que eu mais achei legal é que o filme trata todos os passageiros do vôo United 93 como iguais. Não há quem se destaque mais do que o outro. Todos ali são heróis de verdade. E foram mesmo! Todos estavam assustados. Todos queriam fazer algo. As cenas deles ligando para os parentes são de fazer chorar.

Achei Vôo United 93 inspirador. Mostrou a coragem de pessoas comuns, que não se deixaram levar simplesmente pelos acontecimentos e fizeram sua parte. Pessoas que acreditaram que sobreviveriam se lutassem. E que, sem notar, devem ter salvo milhares de vidas sacrificando as suas. Afinal, não se sabe direito onde o avião seria jogado. Destaco também o documentário, no DVD, com alguns familiares dos passageiros. É triste, assustador e emocionante.

Portanto, se quiserem assistir a um bom filme sobre o 11 de setembro de 2001, aí está ele. Nota: 9.

Melhor citação do filme: (Legendas no final)
"Das quatro aeronaves seqüestradas naquele dia, a United 93 foi a única que não alcançou seu alvo. Ela caiu perto de Shaksville, na Pennsylvania, às 10h03. Ninguém sobreviveu. O Comando Militar não foi notificado que o United 93 fora seqüestrado até quatro minutos depois de sua queda. Os caças mais próximos do local estavam distantes 100 milhas. Às 10h18, o Presidente autorizou os militares a abater a aeronave seqüestrada. Com medo de um acidente, os comandantes militares escolheram não passar a ordem aos pilotos no ar. A partir de 12h06 cada linha aérea civil em toda América foi forçada a pousar. Em uma mobilização militar sem precedentes, O espaço aéreo dos Estados Unidos foi fechado até segunda ordem. Dedicado à memória de todos aqueles que perderam sua vidas em 11 de setembro de 2001".

VÔO UNITED 93 (United 93) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Paul Greengrass // J.J. Johnson, Gary Commock, Polly Adams, Opal Alladin, Starla Benford, Trish Gates // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

sábado, 12 de abril de 2008

AS TORRES GÊMEAS (WORLD TRADE CENTER):
Eu me lembro exatamente onde estava em 11 de setembro de 2001 e quais as sensações que tive naquele dia. Mesmo aqui no Brasil, muito distante de Nova York, a comoção era enorme e o sentimento de pavor, insegurança, incredulidade e perplexidade era notório em toda parte. Foi chocante testemunhar, ainda que apenas pela TV e internet, os atentados terroristas às torres gêmeas do World Trade Center e ao Pentágono. Na minha cabeça era o início da Terceira Guerra Mundial.

Bom, anos depois, temos muitas guerras pelo mundo (tanto em prol do que aconteceu nos EUA como por outros motivos - tipo, petróleo...), mas a terceira guerra (graças a Deus!) não aconteceu (ainda!). Muita coisa se falou e se mostrou sobre os motivos dos ataques terroristas. Nenhuma, para mim, justifica a guerra.

Depois da dor, os americanos começam a fazer filmes sobre uma das maiores tragédias humanas do mundo. As torres gêmeas traz a visão de Oliver Stone sobre o que aconteceu. O filme trata muito mais dos bastidores do socorro às pessoas que estavam nas torres gêmeas do que do próprio ataque terrorista em si. Os personagens principais são Will Jimeno (Michael Peña) e John McLoughlin (Nicholas Cage), dois policiais da Divisão Portuária de Nova York, que estavam subindo com sua equipe em uma das torres para salvar pessoas, mas acabaram se tornando vítimas do atentado. A história deles é real. Os dois foram os únicos sobreviventes da equipe. Todos morreram quando as torres vieram a baixo. McLoughlin e Jimeno ficaram soterrados vivos, mas foram resgatados.

Os eventos do filme não são o que de fato ocorreu. São baseados na história. O foco de Oliver Stone é a coragem das equipes de salvamento, verdadeiros heróis anônimos, e, principalmente, o sofrimento dos dois soterrados.

E daí vem a minha crítica. O atentado foi só um pano de fundo. O filme não necessariamente precisaria ser feito com o atentado às torres gêmeas como a tragédia em que ele se baseia. Pra mim, isso só aconteceu para chamar as pessoas para o cinema, devido a comoção que traz até hoje essa história. Sinceramente, o filme tem um "quê" de Titanic e de Pearl Harbour (ambos que eu detesto), ou seja, histórias de amor durante uma tragédia. Na boa, tô fora disso! Acho que atrapalha e confunde o foco do filme. Ainda bem que vi na TV à cabo.

Não estou dizendo que o filme é de todo ruim. Ele é interessante. Te deixa nervoso e triste. Mas não deixa chocado como Natural Born Killers, também de Stone. Na verdade, As torres gêmeas é uma patriotada só. Principalmente no final. E eu acho que um diretor como Oliver Stone, não precisa seguir o modelo dos outros para fazer sucesso com um filme...

Na minha humilde opinião, Oliver Stone já deixou de ser polêmico há tempos. Mas o marketing em cima disso é tremendo ainda. A mim, ele não tem chocado há tempos. Sobre a tragédia dos ataques daquele dia eu vou é ver Vôo United 93. Deve ser bem melhor! Nota: 7.

Melhor citação do filme: "Nós estávamos preparados para tudo. Menos para isso. Não para algo deste tamanho. (John McLoughlin - Nicholas Cage)

AS TORRES GÊMEAS (World trade center) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Oliver Stone // Nicholas Cage, Maria Bello, Michael Peña, Maggie Gyllenhaal // Fonte da imagem: Google Images.

domingo, 23 de março de 2008

DUPLEX (DUPLEX):
Eu tenho uma mania. Sempre que passa um filme da Drew Barrymore eu assisto. Eu simpatizo com ela e, por isso, não deixo de ver. Acho que isto vem desde E.T.

Este aqui assisti num sábado à noite em que preferi ficar em casa. Duplex mostra um jovem casal empreendedor de Nova York em busca da casa dos seus sonhos. Ele, Alex Rose (Ben Stiller) é escritor e está escrevendo seu mais novo romance. Ela, Nancy Kendricks (Drew Barrymore) trabalha em uma empresa jornalística. Um dia, encontram a casa que tanto queriam. É o tal duplex em questão. Eles compram a casa e levam junto uma inquilina. Uma senhora bem velhinha, chamada Sra. Connelly (Eileen Essel).

Acontece que o que parecia muito bom para ser verdade se transforma no inferno na Terra. O que era óbvio, aliás... A Sra. Connelly é uma velhinha chata, grudenta, reclamona, insistente e irritante. E o casal percebe que embarcou em uma tremenda furada. Alex não consegue escrever de tanto que a velha perturba. E Nancy chega a perder o emprego por causa dela. Os dois chegam a tal limite de insanidade, por causa de tanta demanda da sra. Connelly, que até planejam seu assassinato.

Duplex é um filme mais ou menos. Daqueles divertidinhos e esquecíveis logo em seguida. É humor negro, mas bastante previsível. Inclusive o final "surpresa". Nota: 6.

Melhor citação do filme: Nenhuma que valha a pena...

DUPLEX (Idem) - 2003 - Gênero: Comédia - Direção: Danny DeVito // Drew Barrymore, Ben Stiller, Eileen Essell, Robert Wisdom // Fonte da imagem: Adoro Cinema.