domingo, 24 de junho de 2007

SHREK TERCEIRO (SHREK THE THIRD):
O rei Harold (John Cleese), pai de Fiona (Cameron Diaz), morre repentinamente. Com isto Shrek (Mike Myers) e sua mulher são os próximos na linha de sucessão ao trono. O ogro jamais pensou em ser rei. Mas antes de morrer, o rei diz que existe uma outra pessoa na linha de sucessão: Artur (Justin Timberlake), primo de Fiona. Juntamente com o Burro (Eddie Murphy) e o Gato de Botas (Antonio Banderas), Shrek vai em busca do rapaz, que estuda em uma High School e é um verdadeiro looser.
Mas Shrek tem outros desafios... Fiona está grávida e ele está morrendo de medo de encarar o "problema" de frente. Além disso, quando sai em busca do novo rei, Tão, tão distante é invadida pelo Príncipe Encantado (Rupert Everett) e outros vilões de histórias infantis. Eles querem o seu "e viveram felizes para sempre".
Não tem jeito. Mesmo quem não gosta de animação não consegue deixar de gostar e Shrek. O impressionante é que a qualidade não cai. Nem nos desenhos, direção ou roteiro. E só por manter as coisas assim, a equipe responsável já merece uma salva de palmas. A pergunta que fica agora é: quando vai ser lançado o próximo filme? Nota: 8.
Melhor cena do filme (uma das melhores): Cena onde a mãe de Fiona, a rainha Lilian (Julie Andrews), arrebenta a cela com a cabeça e, tonta, sai cantando uma música de "A noviça Rebelde".
SHREK TERCEIRO (Shrek the Third) - 2007 - Gênero: Animação - Direção: Chris Miller // Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas, Ruppert Everett, Justin Timberlake, Julie Andrews // Imagem: Adoro Cinema.
AS CRÔNICAS DE NÁRNIA - O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA (THE CHRONICLES OF NARNIA - THE LION, THE WITCH AND THE WARDROBE):
Lúcia (Georgie Henley), Susana (Anna Popplewell), Edmundo (Skandar Keynes) e Pedro (William Moseley) são quatro irmãos que vivem na Inglaterra, em plena 2ª Guerra Mundial. Sua mãe decide tirá-los da cidade para que nada aconteça com eles durante as batalhas. Os irmãos são levados para uma propriedade rural de um professor misterioso. Para vencer o marasmo e a solidão costumam brincar de esconde-esconde.
Em uma de suas brincadeiras, Lúcia, a mais nova, descobre um guarda-roupa mágico, que leva quem o atravessa ao mundo mágico de Nárnia. Seus irmãos não acreditam ser verdade. Até que eles próprios vão parar em Nárnia.
Este novo mundo é habitado por seres estranhos, como centauros, faunos e gigantes. Lá os animais falam como os humanos. Nárna já foi um lugar pacífico, mas hoje vive sob a ditadura e maldição da Feiticeira Branca, Jadis (Tilda Swinton). Graças a ela, Nárnia não tem mais Natal e está sempre sob um pesado inverno.
Acontece que Jadis quer capturar e matar os quatro irmãos. É que existe uma lenda que diz que quatro humanos seriam capaz de pôr um fim no seu reinado maléfico. Sob a orientação do leão Aslam (voz de Liam Neeson), uma espécie de governante do lado rebelde de Nárnia, as crianças decidem ajudar na luta para libertar este mundo do domínio de Jadis.
As Crônicas de Nárnia: O leão, a feiticeira e o guarda-roupas é um filme bem legal. Gosto muito do estilo de aventura que ele apresenta. Mesmo sendo infanto-juvenil. A direção é excelente, os atores estão bem... Mas tem uma coisinha... Depois que a trilogia Senhor dos Anéis foi lançada, todos os filmes neste estilo parecem iguais. É como o Matrix para filmes de aventura com violência. Todo o resto parecia cópia. Mesmo assim, recomendo Nárnia (o livro também deve ser legal). Mas eu não teria mesmo ido ao cinema para vê-lo. Vi na TV à cabo. Nota: 7.
Melhor frase do filme: "Por Narnia! Por Aslan!" (Peter Pevensie - William Moseley).
AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA (The chronicles of Narnia: the lion, the witch and the wardrobe) - 2005 - Gênero: Aventura - Direção: Andrew Adamson // Georgie Henley, Skandar Keynes, William Moseley, Anna Popplewell, Tilda Swinton, James McAvoy, Liam Neeson // Imagem: Adoro Cinema.

domingo, 17 de junho de 2007

QUANDO UM ESTRANHO CHAMA (WHEN A STRANGER CALLS):
Este filme é uma versão de outro homônimo, de 1979. Não vi a versão original, mas acabei vendo esta. Infelizmente...
Não se trata só de maus atores ou direção ruim. Disso, nem vou falar. Se trata de uma história muito, muito fraquinha... Não dá pra ter medo. Não sei se o tema é batido, ou eu que ando vendo filmes demais. Eu só olhava para ele e pensava: "caramba, esse filme parece a série 'Panico'". Ninguém merece! E ainda por cima é um enredo incompleto. Não dá pra entender a motivação do assassino.
A história segue a estudante Jill Johnson (Camilla Belle). Ela está brigada com o namorado e a melhor amiga, que a traíram. E ainda por cima está de castigo por gastar muito com o telefone celular. O pai a obriga a ficar de babá para uma família que... advinhem? Mora em um lugar esquisito, no meio do mato, em uma casa esquisita e sem acessos fáceis. Familiar?
Acontece que ela começa a receber umas ligações do nada. Ela atende e começa seu martírio. Um maluco a ameaça e às crianças. Pelo menos, ela liga pra polícia. Nota: 3.
Melhor frase do filme: "Hello, Sidney..." (Ah, não!!!!! Essa frase é de outro filme! rs)
QUANDO UM ESTRANHO CHAMA (When a stranger calls) - 2006 - Gênero: Terror - Direção: Simon West // Camilla Belle, Tommy Flanagan, Katie Cassidy // Fonte da imagem: Adoro Cinema.
NÃO POR ACASO (NOT BY CHANCE):
Ênio (Leonardo Medeiros) é um engenheiro de tráfico em São Paulo. Leva uma vida extremamente tediosa. Sua ex-mulher, Mônica, reaparece e diz que a filha deles, Bia (Rita Batata), quer conhecê-lo. Ênio vai adiando o encontro o quanto pode, por acreditar que não há lugar para a menina na sua vida. Já Pedro (Rodrigo Santoro) é um construtor de mesas de sinuca, como seu pai tinha sido, e um excelente jogador. Ele namora Teresa (Branca Messina) e leva uma vida paradona e programada como a de Ênio. Um acidente, no entanto, vai mudar a vida de ambos.
Não por acaso é um filme sobre mobilidade e estagnação; rotina e mudanças. É sobre vidas que seguem o mesmo ritmo, parado, como se não estivessem sendo vividas, até que uma fatalidade as movimente. Muitos vão dizer que ele tem um ritmo lento. Mas o ritmo é perfeito para demonstrar a ação na vida de Pedro e Ênio.
O que mais me chamou atenção, no entanto, foram algumas imagens e efeitos de cena. Destaco aquela em que Ênio fala sobre o funcionamento do tráfico das grandes cidades, onde aparecem imagens de avenidas e ruas de São Paulo com seu trânsito. Outra são as imagens do planejamento das jogadas de sinuca de Pedro. Alguns personagens foram subaproveitados, como Lúcia (Letícia Sabatella). Mas os principais fizeram muito bem o seu papel. A estréia do diretor Philippe Barcinski em longas-metragem mostra que podemos esperar muitos sucessos dele. Quem duvidar, deve assistir seu curta-metragem Palíndromo. Nota: 8.
NÃO POR ACASO (Not by chance) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Philippe Barcinski // Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros, Branca Messina, Rita Batata, Cássia Kiss, Letícia Sabatella, Graziella Moretto // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

HOMEM-ARANHA 3 (SPIDER-MAN 3):
Peter Parker (Tobey Maguire) está em uma situação completamente diferente no terceiro filme da série. Enquanto que, no segundo, ele tentava se adaptar à vida de super-herói, ao mesmo tempo que tentava viver a sua própria, neste as coisas são diferentes. Peter está totalmente adaptado aos dois papéis. Ele estuda, trabalha, namora Mary Jane (Kirsten Dunst) e está a ponto de pedi-la em casamento. Enquanto isso, o Homem-aranha se torna cada vez mais famoso e querido. E este é o problema. Quando a fama e o ego começam a crescer, sabemos bem onde isso pode parar.
Neste filme o Homem-aranha enfrenta mais de um vilão. Um deles é o antigo amigo Harry (James Franco), que assume a posição do pai como Duende Verde. Depois, temos Flint Marko (Thomas Haden Church), o homem de areia, verdadeiro assassino de seu tio. E por último, o maior inimigo: ele mesmo. Também tem o fotógrafo Eddie Brock (Topher Grace), que, a princípio, é concorrente do fotógrafo Peter Parker.
Não vou contar detalhes do filme aqui porque são muitos e vai estragar a surpresa para quem ainda não viu. Eu, como fã do personagem em quadrinhos e da série de filmes, digo que amei! Mas isso é opinião de fã. Não conta muito para uma crítica séria e imparcial. Mas é muito legal! Dá para se divertir. Nota: 9.
Melhor citação do filme: "De onde vem esses caras?" (Peter Parker - Tobey Maguire - depois de lutar pela primeira vez com o "homem de areia")
HOMEM-ARANHA 3 (Spider-man 3) - 2007 - Gênero: Aventura - Direção: Sam Raimi // Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace, Bryce Dallas Howard, Rosemary Harris, J.K. Simmons // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

domingo, 6 de maio de 2007

ÁGUA NEGRA (DARK WATER):
Dahlia Williams (Jennifer Connelly) está se separando do marido e está em busca de um apartamento para viver com a filha Cecilia (Ariel Gade). As duas tem pouco dinheiro e vão morar longe. Isto provoca conflito com o ex-marido, Kyle (Dougray Scott), que quer a posse da filha de qualquer jeito. Ele informa a Justiça que Dahlia tem problemas emocionais e que não pode cuidar da menina. Enquanto a batalha judicial acontece, ela e a filha vão morar em um edifício muito esquisito, onde nada funciona direito e um eterno vazamento de água perturba os moradores. No quarto de Cecilia pinga sem parar uma água escura. Enquanto vive o stress da perda do marido, da sua infância infeliz e do encanamento que nunca pára de vazar, Dahlia ainda tem que lidar com outro problema: Natasha (Perla Haney-Jardine) a "amiga imaginária" de Cecília.
Água Negra é um filme de terror baseado em um outro japonês (Honogurai mizu no soko kara) e tem como diretor o brasileiro Walter Salles. O que vou dizer agora me dói muito, porque eu gosto dos filmes do "Waltinho". Mas tudo o que saiu na imprensa sobre Água Negra é verdade. Infelizmente o filme não empolga e muito mal presta-se ao que ele deveria servir: assustar. Não sei se o problema é o tema da história japonesa que, sinceramente, anda batido demais... Não sei se o problema foi a pouca utilização dos grandes atores do elenco. Pode ter sido também a falta de desenvolvimento do roteiro. Ou mesmo um problema do Waltinho, completamente fora do seu âmbito, dirigindo meio no automático. O negócio não engrena.
Mas, justiça seja feita, Jennifer Connelly salva parte do filme. Ela está muito bem como a mulher atormentada pelas imagens do passado e pelos fantasmas, frágil e depressiva. Ela e Ariel Gade, a Cecilia, estão bem. São as únicas que dão uma força a mais para o filme. O resto, realmente não empolga e não assusta. Nota: 6.
Melhor citação do filme: Não lembro de nenhuma agora.
ÁGUA NEGRA (Dark water) - 2005 - Gênero: Terror - Direção: Walter Salles // Jennifer Connelly, Ariel Gade, John C. Reilly, Tim Roth, Dougray Scott, Pete Postlethwaite, Camryn Manheim, Perla Haney-Jardine // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

sábado, 5 de maio de 2007

XANADU (IDEM):
Quando eu era criança, uma música que eu não sabia de onde vinha povoava as rádios que meus pais escutavam. Na época, eu não entendia inglês e ainda não era "versada" em cinema. Não sabia que "Xanadu" era de um filme. Essa música, alías, deve ter feito parte da infância de muita gente, principalmente das meninas que faziam balé ou jazz naquela época.
Então eu cresci e descobri que Xanadu era um filme. E que era um musical. E que com o tempo virou cult. Claro que eu, como boa apreciadora de filmes em geral, queria ver. A Globo me proporcionou essa "alegria" nesta semana.
Vamos combinar... O filme é uma das maiores porcarias que eu já vi na vida. E é por isso que é cult. Não dá pra ser levado a sério. Olhando no site IMDB, descobri que ele ainda ganhou prêmios: vários Razzie Awards (merecidíssimos!) e um outro chamado "Young Artist Awards". Esse daí não deve ser muito sério. Mas o que mais me entristece é ver Gene Kelly, um dos meus ídolos do cinema, dançarino maravilhoso, em momento tô-aposentado-e-preciso-pagar-minhas-contas. É de doer...
A "história" do filme é a seguinte: um rapaz - Sonny Malone (Michael Beck) - é um daqueles artistas incompreendidos. Ele está no limiar entre "fazer sua arte" e se deixar levar pelo "sistema" e pagar suas contas. O rapaz está completamente sem inspiração. Até que um dia ele conhece duas pessoas que vão mudar seu destino: Danny McGuire (Gene Kelly), um músico aposentado que sucumbiu ao "sistema", e a misteriosa Kira (Olívia Newton-John). Da união dos três nasce o projeto de Xanadu, uma espécie de mega casa de shows onde os sonhos se realizam. Bem anos 80 mesmo... rs
Bom, vou ser sincera: o filme é ruim mesmo. E não é porque é musical. Eu amo musicais, mas esse aqui é uma piada. Mas a aura de cult faz valer a pena para aqueles que tem estômago mais forte. Já posso riscar mais um filme cult da minha lista dos que quero ver (antes tinha visto Garganta Profunda). Agora só faltam Barbarella e The Rocky Horror Picture Show (aquela vez na Loud! não conta. Estava sem som). Aí sim vou ganhar o prêmio de "estômago de ouro". rs Nota: 3 (com louvor)
Melhor citação do filme: "Xanadu! Now we are here in Xanadu" (Kira - Olívia Newton-John - cantando)
XANADU (Idem) - 1980 - Gênero: Musical - Direção: Robert Greenwald // Olivia Newton-John, Gene Kelly, Michael Beck // Fonte da imagem: Google Images.

terça-feira, 1 de maio de 2007

O SEGREDO (THE SECRET):
Quando fui ver este filme, não estava em uma fase boa. Sabe quando tudo dá errado, você está cheio de problemas? Pois é... Era assim que eu estava. Precisava relaxar um pouco, resolvi ir no cinema e vi o anúncio de O Segredo no jornal. Já tinha ouvido falar dele, que existiam este documentário e um livro, lançado no Brasil recentemente. Na sinopse dizia que o tema era o uso do pensamento positivo na vida. E isto era tudo o que eu precisava no momento.
Mesmo assim, entrei no cinema desconfiada. Sabe como é... Um documentário feito em cima do que um livro de auto-ajuda diz... Eu, como uma atual estudante de marketing, logo pensei: "no fundo isso aí vai ser a maior enrolação. Só pra vender o livro". E tem esse lado mesmo. Mas tem um outro também. E no final, eu saí do cinema achando a vida linda e que tudo que eu quero vai dar certo! Impressionante...
A verdade é que o documentário é praticamente uma palestra onde diversas pessoas, entre autores, filósofos, pregadores, metafísicos etc, explicam a fonte do tal Segredo (que eu não contarei aqui, né?). Tudo isso muito bem amarrado, com exemplos (alguns, nem tão críveis assim). E aí eu e meu ceticismo nos quebramos. Se entrei achando que era uma jogada de marketing, saí de lá mais esperançosa. O que se fala no filme é tão fácil de acreditar que, mesmo o mais incrédulo, deve sair da sessão com uma dúvidazinha na mente... Vale a pena para quem ainda tem esperanças por uma vida melhor. Nota: 9.
O SEGREDO (The secret) - 2006 - Gênero: Auto-ajuda - Direção: Drew Heriot // John Assaraf, Bob Doyle, Morris E. Goodman // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

sábado, 28 de abril de 2007

PLANO DE VÔO (FLIGHTPLAN):
Sábado a noite, nada para fazer, resolvi assistir a Plano de vôo na HBO. Já tinha ouvido falar da história e estava achando até que me contaram o final - o que eu odeio. Mas fui lá e encarei. Afinal, tem a Jodie Foster, que eu adoro!
Jodie interpreta Kyle Pratt, uma engenheira de turbinas de aeronaves, que está de mudança de Berlim para Nova York. Ela acabou de perder o marido e tudo que possui agora é a filha Julia (Marlene Lawston). Durante sua viagem de avião, enquanto dormia, a menina desaparece. Ela a procura, mas não encontra de forma alguma. E o que é pior: ninguém no avião - passageiros ou tripulação - jamais viu a garotinha. Kyle enfrenta uma luta desesperada em busca da menina, enfrentando a desaprovação de todos, que a acham maluca.
Este seria o tipo de filme de suspense que te deixa tenso. A dúvida fica no ar... Tem um momento em que você realmente fica em dúvida se a menina sumiu ou se Kyle está mesmo perturbada por causa da morte do marido. Mas o filme tem alguns problemas. Eu, por exemplo, descobri algumas coisas antes do filme as revelar. Por essa e por outras, que a tensão da história ficou só na promessa.
Outra coisa que me chamou atenção foi a história ter um quê de Quarto do Pânico. Será que Jodie vai ficar presa a este filme para sempre? Tomara que não. Em Quarto eu fiquei bastante tensa. Nesse, nem tanto. Mas vale a pena dar uma olhada em momentos onde nada se tem para fazer, como neste em que eu estava: sábado a noite, doente, nada pra fazer... Só esqueci da pipoca. Nota: 6.
Melhor citação do filme: "Você viu minha filha?" (Kyle Pratt - Jodie Foster)
PLANO DE VÔO (Flightplan) - 2005 - Gênero: Suspense - Direção: Robert Schwentke // Jodie Foster, Peter Sarsgaard, Sean Bean, Kate Beahan, Erika Christensen, Marlene Lawston // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

BATISMO DE SANGUE (IDEM):
Depois da nova retomada do cinema nacional, já vi muitos dos nossos filmes. Alguns muito bons, outros regulares e muitos bem ruinzinhos. O que é natural em qualquer indústria cinematográfica mundial (se é que a gente pode chamar a produção brasileira de indústria... Acho que ainda tá longe disso...). Escrevi isto na introdução para falar de Batismo de sangue apenas para dizer que gostei muito deste. Está na lista de um dos melhores brasileiros que já assisti. Saí do cinema angustiada, triste e agradecida de ter nascido depois da época da tortura e da ditadura política. Tudo bem que no Brasil, tortura ainda hoje é comum (alguém discorda?). Mas aquele período de nossa história é muito duro. Uma mancha que vamos conviver para sempre.
Bom, mas vamos ao filme. Batismo de Sangue se passa nos anos 60. Um grupo de frades se une a oposição na luta pelo fim da ditadura no Brasil. Muitas pessoas eram contra esta mistura de política com religião, mas eles quiseram buscar um país mais justo e melhor. O grupo entra com força total na luta pela liberdade no Brasil. Seu engajamento leva-os a participar de ações da oposição e entrar em contato com os grandes líderes do movimento.
Acontece que a Polícia (ou seja, o DOPS) já estavam de olho no trabalho dos frades para os "comunistas". Eles sabiam do envolvimento dos religiosos com Carlos Marighella (Marku Ribas). O DOPS prende os frades e os tortura para que eles traiam o seu líder. Depois de muito apanhar e sofrer na mão do delegado Fleyry (Cássio Gabus Mendes), Fernando e Ivo (Léo Quintão e Odilon Esteves) não resistem. Eles acabam participando da emboscada onde Marighella é assassinado. Além deles, os frades Betto (Daniel de Oliveira) e Tito (Caio Blat) vão para uma prisão e ficam lá por muito tempo. Claro que a tortura continua.
Em 1973, eles finalmente são libertados. Mas é óbvio que seguir a vida depois de tanto sofrimento e tortura não vai ser a mesma coisa. Tito é o que mais sofre. Sua depressão e as lembranças o perseguem até a França, onde vai viver exilado em um convento.
As cenas de tortura do filme me deixaram muito chocada. Ouvi muitas pessoas dizendo que elas eram desnecessárias e que a violência mostrada ali era só pra "vender" o filme. Pode até ser. Mas eu penso de outra forma. Acredito que a violência mostrada traz grande parte da força para o filme. Porque assim, o espectador pode ter a noção do quanto era sofrido passar por tortura. Mesmo assim, somente quem passou vai ter a dimensão do sofrimento. Mas "aliviar" a tortura em cenas de filme não vai fazer ninguém pensar.
Muito bom! Saí desnorteada da sala do cinema! Nota: 10.
BATISMO DE SANGUE (Idem) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Helvecio Ratton // Caio Blat, Daniel de Oliveira, Léo Quintão, Odilon Esteves, Ângelo Antônio, Cássio Gabus Mendes, Marku Ribas, Marcelia Cartaxo, Murilo Grossi // Fonte da imagem: Adoro Cinema.