sábado, 19 de abril de 2008

LETRA & MÚSICA (MUSIC AND LYRICS):
Este é mais um filme da minha série com a Drew Barrymore. Acabei de assistir aqui na TV à cabo. Sabadão à noite, nada pra fazer... Então fui colocar um pouquinho de lágrimas na minha vida. Lágrimas sim. Porque o filme me fez chorar. E não foi só TPM. É que ele é bem bonitinho mesmo. Bem "mulherzinha".

Alex Fletcher (Hugh Grant) fez sucesso nos anos 80 com uma banda chamada PoP. Mas como muitas delas, acabou e ele ficou para trás. Hoje, sobrevive do passado. Não compõe nem grava mais. Vive fazendo shows estilo "festa Ploc" para se manter.

Um dia, ele recebe uma proposta irrecusável. Cora Corman (Haley Bennett), a nova sensação dos adolescentes - uma mistura de Britney Spears, Christina Aguilera e Shakira - resolve contratá-lo para escrever sua nova música. O contrato não é garantido. Primeiro ela tem que ouvir a música e aprová-la.

Alex não escreve há anos e está sem inspiração totalmente. Da última vez que tentou foi um fracasso. Está inseguro, mas precisa do emprego. Daí, numa dessas coincidências que só acontecem em novelas e filmes, ele encontra alguém com talento para escrever: Sophie Fisher (Drew Barrymore).

A princípio, a moça não aceita. Ela tem experiência como escritora, mas jamais compôs algo. Mas Sophie tem talento nato e Alex a convence. Enquanto eles fazem a letra e a música, vão se conhecendo e... o resto é óbvio.

Letra é música é um filme bem bonitinho mesmo. Principalmente porque a gente vai vendo a letra e a música sendo construídas ao mesmo tempo que a relação entre Alex e Sophie. Como todo filme para "mulherzinha" é bobinho. Mas diverte e até faz pensar (pelo menos a mim fez)... Vale a pena. Nota: 7.

Melhor cena: O clip que abre o filme, da música "Pop goes my heart". Mais anos 80 impossível! Muito bom!

Melhor diálogo do filme (em homenagem a algumas amigas minhas - piada interna):
- Dormindo com um palhaço na minha cama [cantando]... "Palhaço" não está certo... (Alex Fletcher - Hugh Grant)

- É nuvem! Por que você colocaria um "palhaço" na sua cama? (Sophie Fisher - Drew Barrymore)

- Não seria a primeira vez... (Alex)

LETRA & MÚSICA (Music and lyrics) - 2007 - Gênero: Romance - Direção: Marc Lawrence // Drew Barrymore, Hugh Grant, Campbell Scott, Haley Bennett, Kristen Johnston // Fonte da imagem: Google Images.
DÁLIA NEGRA (THE BLACK DHALIA):
Quando vi o trailer deste filme me deu muita vontade de assistir. Mas acabei não conseguindo ver no cinema; por isso me rendi ao DVD. O que eu achava interessante era o clima de filme noir. Aqueles personagens estilosos, louras fatais, morenas vamp, assassinatos etc. Atores conhecidos... Fora o diretor: Brian De Palma! Que curriculum!

Pena que é muito barulho por nada... Não consegui gostar do filme.

Provavelmente eu devo ter que assistir de novo. Porque a maior parte do tempo eu não entendi o filme. Não entendi as ligações dos personagens, por exemplo. Não entendi porque se focou tanto na amizade dos policiais e depois porque ela foi deixada de lado. Não entendi porque a morte da "Dália Negra" foi tão tocante para Lee (Aaron Eackheart)... E o filme é looooongo. Não de duração. Mas por que a história parece não ter fim mesmo.

Em resumo: não entendi. De repente é melhor ler o livro. Nota: 6.

Melhor citação do filme: "Eu acho que você prefere transar comigo do que me matar. Mas você não tem coragem de fazer qualquer um dos dois." (Madeleine Linscott - Hilary Swank)

DÁLIA NEGRA (The black Dhalia) - 2006- Gênero: Suspense - Direção: Brian De Palma // Josh Hartnett, Scarlett Johansson, Aaron Eckhart, Hilary Swank, Mia Kirshner // Fonte da imagem: Google Images.
VÔO UNITED 93 (UNITED 93):
Pouco tempo depois de ter visto As Torres Gêmas, lá vou eu de novo enveredar por mais um filme sobre aquele 11 de setembro que ninguém esquece. Até tinha mencionado este quando escrevi sobre o de Oliver Stone. Não resisti e coloquei em prática o desejo de ver Vôo United 93.

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que amei... E minhas expectativas de que ele era muito melhor do que As torres gêmeas se confirmaram. Como disse antes, a história dos policiais presos nos escombros do World Trade Center merece destaque. Mas não com aquela patriotada estilo Independence Day. O assunto ali é sério!

E foi com essa seriedade que o diretor Paul Greengrass (que também roteirizou o filme) trata os acontecimentos daquele dia fatídico. E é com respeito que ele tratou os personagens envolvidos, não fazendo julgamento nem dos sequestradores do avião. É um filme simples, "limpo" e objetivo.

Não preciso dizer que você fica tenso o tempo inteiro quando assiste Vôo United 93. É como se você estivesse dentro do avião, vivendo cada minuto. Por mais que eu soubesse no que ia dar a história, mesmo assim eu torcia por uma mudança (Ok, é que eu vejo filmes de ação demais!). Paul Greengrass transformou o filme praticamente em um documentário. Mostra a preparação dos terroristas, a decolagem do United 93, a tensão à bordo e nas torres de controle, principalmente para tentar "arrumar a bagunça" e advinhar quais vôos foram seqüestrados. Não sei até onde há veracidade nisto, mas Greengrass mostrou inclusive a inoperância dos militares, que praticamente deixaram tudo nas mãos dos terroristas.

O que eu mais achei legal é que o filme trata todos os passageiros do vôo United 93 como iguais. Não há quem se destaque mais do que o outro. Todos ali são heróis de verdade. E foram mesmo! Todos estavam assustados. Todos queriam fazer algo. As cenas deles ligando para os parentes são de fazer chorar.

Achei Vôo United 93 inspirador. Mostrou a coragem de pessoas comuns, que não se deixaram levar simplesmente pelos acontecimentos e fizeram sua parte. Pessoas que acreditaram que sobreviveriam se lutassem. E que, sem notar, devem ter salvo milhares de vidas sacrificando as suas. Afinal, não se sabe direito onde o avião seria jogado. Destaco também o documentário, no DVD, com alguns familiares dos passageiros. É triste, assustador e emocionante.

Portanto, se quiserem assistir a um bom filme sobre o 11 de setembro de 2001, aí está ele. Nota: 9.

Melhor citação do filme: (Legendas no final)
"Das quatro aeronaves seqüestradas naquele dia, a United 93 foi a única que não alcançou seu alvo. Ela caiu perto de Shaksville, na Pennsylvania, às 10h03. Ninguém sobreviveu. O Comando Militar não foi notificado que o United 93 fora seqüestrado até quatro minutos depois de sua queda. Os caças mais próximos do local estavam distantes 100 milhas. Às 10h18, o Presidente autorizou os militares a abater a aeronave seqüestrada. Com medo de um acidente, os comandantes militares escolheram não passar a ordem aos pilotos no ar. A partir de 12h06 cada linha aérea civil em toda América foi forçada a pousar. Em uma mobilização militar sem precedentes, O espaço aéreo dos Estados Unidos foi fechado até segunda ordem. Dedicado à memória de todos aqueles que perderam sua vidas em 11 de setembro de 2001".

VÔO UNITED 93 (United 93) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Paul Greengrass // J.J. Johnson, Gary Commock, Polly Adams, Opal Alladin, Starla Benford, Trish Gates // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

sábado, 12 de abril de 2008

AS TORRES GÊMEAS (WORLD TRADE CENTER):
Eu me lembro exatamente onde estava em 11 de setembro de 2001 e quais as sensações que tive naquele dia. Mesmo aqui no Brasil, muito distante de Nova York, a comoção era enorme e o sentimento de pavor, insegurança, incredulidade e perplexidade era notório em toda parte. Foi chocante testemunhar, ainda que apenas pela TV e internet, os atentados terroristas às torres gêmeas do World Trade Center e ao Pentágono. Na minha cabeça era o início da Terceira Guerra Mundial.

Bom, anos depois, temos muitas guerras pelo mundo (tanto em prol do que aconteceu nos EUA como por outros motivos - tipo, petróleo...), mas a terceira guerra (graças a Deus!) não aconteceu (ainda!). Muita coisa se falou e se mostrou sobre os motivos dos ataques terroristas. Nenhuma, para mim, justifica a guerra.

Depois da dor, os americanos começam a fazer filmes sobre uma das maiores tragédias humanas do mundo. As torres gêmeas traz a visão de Oliver Stone sobre o que aconteceu. O filme trata muito mais dos bastidores do socorro às pessoas que estavam nas torres gêmeas do que do próprio ataque terrorista em si. Os personagens principais são Will Jimeno (Michael Peña) e John McLoughlin (Nicholas Cage), dois policiais da Divisão Portuária de Nova York, que estavam subindo com sua equipe em uma das torres para salvar pessoas, mas acabaram se tornando vítimas do atentado. A história deles é real. Os dois foram os únicos sobreviventes da equipe. Todos morreram quando as torres vieram a baixo. McLoughlin e Jimeno ficaram soterrados vivos, mas foram resgatados.

Os eventos do filme não são o que de fato ocorreu. São baseados na história. O foco de Oliver Stone é a coragem das equipes de salvamento, verdadeiros heróis anônimos, e, principalmente, o sofrimento dos dois soterrados.

E daí vem a minha crítica. O atentado foi só um pano de fundo. O filme não necessariamente precisaria ser feito com o atentado às torres gêmeas como a tragédia em que ele se baseia. Pra mim, isso só aconteceu para chamar as pessoas para o cinema, devido a comoção que traz até hoje essa história. Sinceramente, o filme tem um "quê" de Titanic e de Pearl Harbour (ambos que eu detesto), ou seja, histórias de amor durante uma tragédia. Na boa, tô fora disso! Acho que atrapalha e confunde o foco do filme. Ainda bem que vi na TV à cabo.

Não estou dizendo que o filme é de todo ruim. Ele é interessante. Te deixa nervoso e triste. Mas não deixa chocado como Natural Born Killers, também de Stone. Na verdade, As torres gêmeas é uma patriotada só. Principalmente no final. E eu acho que um diretor como Oliver Stone, não precisa seguir o modelo dos outros para fazer sucesso com um filme...

Na minha humilde opinião, Oliver Stone já deixou de ser polêmico há tempos. Mas o marketing em cima disso é tremendo ainda. A mim, ele não tem chocado há tempos. Sobre a tragédia dos ataques daquele dia eu vou é ver Vôo United 93. Deve ser bem melhor! Nota: 7.

Melhor citação do filme: "Nós estávamos preparados para tudo. Menos para isso. Não para algo deste tamanho. (John McLoughlin - Nicholas Cage)

AS TORRES GÊMEAS (World trade center) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Oliver Stone // Nicholas Cage, Maria Bello, Michael Peña, Maggie Gyllenhaal // Fonte da imagem: Google Images.

domingo, 23 de março de 2008

DUPLEX (DUPLEX):
Eu tenho uma mania. Sempre que passa um filme da Drew Barrymore eu assisto. Eu simpatizo com ela e, por isso, não deixo de ver. Acho que isto vem desde E.T.

Este aqui assisti num sábado à noite em que preferi ficar em casa. Duplex mostra um jovem casal empreendedor de Nova York em busca da casa dos seus sonhos. Ele, Alex Rose (Ben Stiller) é escritor e está escrevendo seu mais novo romance. Ela, Nancy Kendricks (Drew Barrymore) trabalha em uma empresa jornalística. Um dia, encontram a casa que tanto queriam. É o tal duplex em questão. Eles compram a casa e levam junto uma inquilina. Uma senhora bem velhinha, chamada Sra. Connelly (Eileen Essel).

Acontece que o que parecia muito bom para ser verdade se transforma no inferno na Terra. O que era óbvio, aliás... A Sra. Connelly é uma velhinha chata, grudenta, reclamona, insistente e irritante. E o casal percebe que embarcou em uma tremenda furada. Alex não consegue escrever de tanto que a velha perturba. E Nancy chega a perder o emprego por causa dela. Os dois chegam a tal limite de insanidade, por causa de tanta demanda da sra. Connelly, que até planejam seu assassinato.

Duplex é um filme mais ou menos. Daqueles divertidinhos e esquecíveis logo em seguida. É humor negro, mas bastante previsível. Inclusive o final "surpresa". Nota: 6.

Melhor citação do filme: Nenhuma que valha a pena...

DUPLEX (Idem) - 2003 - Gênero: Comédia - Direção: Danny DeVito // Drew Barrymore, Ben Stiller, Eileen Essell, Robert Wisdom // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

JUNO (IDEM):
Juno MacGuff (Ellen Page) é uma adolescente americana de 16 anos. Longe de ser uma daquelas "cheerleaders", ela é independente, diferente e incrivelmente madura e consciente em muitos momentos. Vive sua vida e não liga para o que os outros pensam dela. Acontece que Juno está com um problema: está grávida. O pai é seu melhor amigo, Paulie Bleeker (Michael Cera, repetindo novamente o papel do nerd bonzinho). Eles tiveram apenas uma noite de sexo e não são namorados. E ao contrário do que todos podem pensar, Juno não o procurou para buscar a solução para o problema. Simplesmente cuidou de tudo sozinha. Após decidir que não iria abortar, Juno resolve doar o bebê para adoção. Escolhe os futuros pais em um anúncio de jornal e aguarda a hora de entregar a criança. Tudo sem a opinião de Paulie.

O roteiro de Diablo Cody (premiada com o Oscar) é impressionante... Emociona e faz rir na mesma intensidade. Não tem como não se apaixonar por Juno e seu universo. Ele também é muito crível. Dá para sentir a realidade dos personagens, que não sabem lidar com os sentimentos direito... E toda a confusão na mente da adolescente de 16 anos, que acredita ter encontrado os pais ideais para o seu filho.

Juno é um filme lindo e realmente uma grande surpresa. A temática é adolescente, mas para mim, é bem adulto. Não tem como não se emocionar. Preparem-se para sair do cinema chorando. Aconteceu comigo! Nota: 9.

Melhor diálogo do filme:
- Seus pais provavelmente estão se perguntando onde você está... (Vanessa Loring - Jennifer Garner)

- Não. Sabe como é... Eu já estou grávida. Qual outro tipo de confusão eu poderia me meter? (Juno MacGuff - Ellen Page)

JUNO (Idem) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Jason Reitman // Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons, Olivia Thirlby // Fonte da imagem: Google Images.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

SORTE NO AMOR (JUST MY LUCK):
Ashley Albright (Lindsay Lohan) é a mulher mais sortuda de Manhattan. Do tipo que vai para a rua e a chuva pára na hora. Ou que ganha sempre nas raspadinhas da loteria. Ou seja, tem a vida (irritantemente) perfeita. Jake Hardin (Chris Pine) é totalmente o contrário... O rapaz não se dá bem com nada! É o maior azarado, na mesma proporção da sorte de Ashley... Claro que não é necessário dizer que os dois vão se conhecer e se apaixonar, né?

Bom, mas isto acontece pelo seguinte... Jake é produtor de uma banda, a McFly, mas não consegue uma gravadora para os caras. Ele persegue Damon Phillips (Faizon Love), um grande diretor musical, mas sempre se dá mal. Sua última cartada era entrar de penetra em uma grande festa da gravadora de Damon. Ela foi organizada pela empresa de Ashley. No meio da festa, ela e Jake dançam juntos e acabam se beijando. É neste momento que os papéis se invertem. Jake ganha a sorte de Ashley e vice-e-versa. E a confusão se instala...

Bom, convenhamos... Em geral, os filmes de Lindsay Lohan são bobinhos e sem grande importância... Esse não foge às regras. É bobo, bobo... Mas serve de divertimento para uma tarde chuvosa ou para aqueles momentos de ressaca depois de uma festa em que você tomou todas e não está aguentando levantar da cama. Nem para mudar o canal... Foi o meu caso... rs. Nota: 6.

Melhor citação do filme: "Você está me despedindo??? Mas você nem me paga!!!" (Jake Hardin - Chris Pine)

SORTE NO AMOR (Just my luck) - 2006 - Gênero: Comédia romântica - Direção: Donald Petrie // Lindsay Lohan, Chris Pine, Samaire Armstrong, Bree Turner, Faizon Love, Missi Pyle // Fonte da Imagem: Adoro cinema.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (NO COUNTRY FOR OLD MEN):
Llewelyn Moss (Josh Brolin) é ex-combatente da Guerra do Vietnã, e agora vive uma vidinha tediosa no oeste do Texas. Ele passa grande parte do dia caçando, sem grandes perspectivas. Um dia, acaba na cena de um crime no meio do deserto. E a partir daí sua vida muda. Llewelyn encontra uma mala com US$10 milhões e escapa com ela dali.

O que ele não imaginava é que a mala possui um localizador e várias pessoas estão atrás do dinheiro. Além de um grupo de traficantes mexicanos está Anton Chigurg (Javier Barden). Ele é um assassino frio, um psicopata completo, mas que mesmo assim possui uma ética: matar, se tiver feito esta promessa. E Chigurgh é muito bom no que faz. Ele passa a perseguir Llewelyn como um cão perdigueiro.

O terceiro personagem principal deste filme é o xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones). Ele é um dos responsáveis pela investigação da chacina no deserto. Além disso, está na cola de Chigurg e tenta proteger Llewelyn de sua fúria.

Os irmãos Coen dirigiram aqui um ensaio sobre alguns aspectos da violência. Enquanto Llewelyn precisa lutar para sobreviver, como na época da guerra, temos os mais ardilosos bandidos atrás dele. Sua maior desvantagem é não ter uma inteligência tão avantajada, como a da maioria dos americanos médios. Josh Brolin está muito bem no papel, e teve sua chance após tantos filmes como coadjuvante do coadjuvante.

Enquanto isso, temos Anton Chigurh. As cenas em que ele aparece ou que se dá a entender que ele está próximo deixa os espectadores amedrontados em suas cadeiras. O cara é o retrato do psicopata frio e sem sentimentos. Ele não tem uma história, mas também nem precisava ser mostrada. Javier Bardem está excelente! É o grande nome do filme e merece ganhar todos os prêmios em que competir por ele.

Já o xerife Ed é uma espécie de analista dos fatos. Ele já está se aposentando e percebe que não há mais espaço para os xerifes de antigamente. A violência agora é outra, por outros motivos (ou até nenhum) e ele não consegue se encaixar neste mundo. Acho que é por isto que o nome do filme em inglês significa "Não há lugar para os velhos homens". Porque é assim que o xerife se sente. Tommy Lee Jones também merece uma salva de palmas pela interpretação do xerife que já não tem esperanças.

O filme é muito bom e merece ser visto nem que seja somente pelo personagem de Barden. Mais uma vez, os irmãos Coen mostram a que vieram. Nota: 9.

Um dos melhores diálogos do filme:
- Você não tem que fazer isso. (Carla Jean Moss - Kelly Macdonald)

- É o que todo mundo diz... (Anton Chigurh - Javier Barden)

ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (No country for old men) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Ethan & Joel Coen // Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin, Kelly Macdonald, Woody Harrelson // Fonte da imagem: Google images.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

SOY CUBA - O MAMUTE SIBERIANO (IDEM):
A primeira vez que ouvi falar deste documentário foi durante uma das edições do Festival do Rio. Achei o nome legal e, mesmo sem saber do que se tratava, fiquei com vontade de assistir. Mas acabei não indo. Alguns anos depois, me deram de presente!

Soy Cuba - O Mamute siberiano é bem interessante e específico. Para quem gosta da ilha caribenha e de suas histórias é um prato cheio. E para quem se interessa por cinema como um todo também.

Ele é um documentário sobre um filme realizado no país por uma equipe de cinema da antiga União Soviética. Aquela era a época da revolução cubana, onde a população da ilha estava feliz e esperançosa. Os russos eram parceiros dos cubanos no comunismo e aproveitaram o momento para tentar propagar ainda mais esta ideologia.

O cineasta Mikhail Kalatozov desembarca com uma pequena equipe para fazer o filme Soy Cuba. Muitos cubanos acabam integrando o projeto, principalmente como atores, mas também como parte da técnica. O filme é uma exaltação ao país recém-libertado por Fidel Castro e seu exército. As imagens de Kalatazov são impressionantes. Lembram um pouco a beleza estética de Leni Riffenstahl em seus filmes realizados no período nazista. Salvo algumas limitações.

Soy Cuba foi lançado e esquecido ao mesmo tempo. Era um período da história onde a guerra fria mais se acirrava. O filme não vingou e ficou esquecido até mesmo nos países que estiveram envolvidos no projeto. Acredito que ele não teve projeção mundial porque naquela época, os Estados Unidos dominavam o outro lado e os países capitalistas não iam desafiar o líder. Anos e anos mais tarde, Soy Cuba é redescoberto por Martins Scorsese e Francis Ford Coppola e reexibido.

O documentário não tem como objetivo mostrar as imagens e ângulos usados na realização do filme. Isto é mencionado, mas não é o que o move. Ele conta a história das gravações do filme e sobre o seu esquecimento. O mais legal é que ele entrevista pessoas que participaram ativamente das filmagens. Realmente, é um documentário muito interessante.Nota: 8.

Melhor citação do filme: Não lembro agora...

SOY CUBA - O MAMUTE SIBERIANO (Idem) - 2005 - Gênero: Documentário - Direção: Vicente Ferraz // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O CAÇADOR DE PIPAS (KITE RUNNER):
Afeganistão, 1978. Os cidadãos ainda tem uma certa liberdade no país, embora a Rússia e seu Exército esteja sempre à espreita. Neste período ainda razoavelmente tranquilo vive o menino Amir (Zekeria Ebrahimi). Ele é filho único e só tem o pai vivo (Homayoun Ershadi). Sua mãe morreu em seu parto. O pai vive pegando no seu pé devido a sua passividade e submissão. O único amigo de Amir é Hassan (Ahmad Khan Mahmidzada) que é de outra etnia e filho do empregado da casa. Muitas crianças da época desconfiam da amizade dos dois e dizem que eles são amigos apenas por conveniência. Acontece que Hassan realmente é fiel à sua amizade com Amir. Este, gosta muito do amigo, mas de vez em quando oscila, com ciúmes da admiração de seu pai pelo filho do empregado.

Neste período, as crianças do Afeganistão se divertem participando de grandes concursos, onde quem vence é aquele que mais corta as pipas dos outros concorrentes. Amir e Hassan ganham um deles. Ao ir buscar a última pipa cortada por seu amigo, Hassan sofre uma grande violência pelos valentões do local. Amir assiste a tudo, não faz nada e ainda finge que nada sabe.

Mas o menino não consegue conviver com a culpa do que aconteceu com Hassan. Ele começa então a se afastar do amigo, querer que ele vá embora de casa. Até que consegue. Mas ao mesmo tempo, os russos invadem o país e Amir e o pai precisam fugir. Eles vão parar nos Estados Unidos.

Anos depois, Amir já é adulto, formado e casado. Agora, é um escritor e seu primeiro grande livro foi publicado. Neste momento recebe o telefonema de Rahim Kahn (Shaun Toub), grande amigo de seu pai e incentivador das histórias do menino quando ele apenas começava a escrever. Amir parte para o Afeganistão e dá de cara com uma realidade terrível. Seu país nada tem a ver com suas memórias de infância. Ele mal consegue reconhecer. Rahim o chamou para uma missão: recuperar o filho de Hassan de um orfanato e salvá-lo dos talibãs. A princípio, Amir recusa. Mas um grande segredo e a culpa do passado o fazem mudar de idéia.

Eu ainda não li o livro de Khaled Hosseini em que o filme é baseado (devo ser uma das poucas no mundo todo!) então não posso fazer comparações. Fiquei muito comovida em várias partes do filme mas, sinceramente, eu esperava mais. É uma história muito legal, de redenção e sobre fazer o que é certo. Mas achei o filme um pouco "frio" em comparação com o que falam do livro. Acho que vou ter que ler para ter uma opinião verdadeira. Nota: 8.

Melhor citação do filme: "Agora existe uma forma de ser bom de novo." (Rahim Kahn - Shaun Toub)

O CAÇADOR DE PIPAS (Kite runner) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Marc Forster // Khalid Abdalla, Atossa Leoni, Shaun Toub, Sayed Jafar Masihullah Gharibzada, Zekeria Ebrahimi, Ahmad Khan Mahmidzada, Homayoun Ershadi // Fonte da imagem: Adoro Cinema.