segunda-feira, 30 de março de 2009

PALAVRA (EN)CANTADA (IDEM):
Fui ver este documentário completamente descompromissada. Na verdade, eu tenho um problema. Quase nunca vejo documentários. É raro eu sair para assistir um. Mas prometo que vou mudar isso.

Aliás, Palavra Encantada é um ótimo começo para quem não tem o hábito de assistir documentários começar a deixá-lo de lado. É um filme lindo, um presente para todos aqueles que falam a Língua Portuguesa e que gostam de música e literatura.

O documentário traz diversos depoimentos de cantores, compositores, músicos, poetas e escritores sobre a Língua Portuguesa e sua sonoridade. Eles usam poemas e música para mostrar como nossa língua é linda e como tem um ritmo próprio, leve. Diferente de muitas outras línguas por aí.

Palavra Encantada é lindo em todos os sentidos. É uma viagem para dentro de nós mesmos, da nossa cultura e da nossa língua pátria. Deveria ser exibido em todas as escolas do país. O problema é que ninguém se preocupa com este tipo de iniciativa por aqui. Infelizmente...

Recomendo o filme para qualquer um que se sinta brasileiro não só no período da Copa. Nota: 9.

Melhor citação do filme: Infelizente não anotei uma boa... :-(

PALAVRA (EN)CANTADA (Idem) - 2008- Gênero: Documentário - Direção: Helena Solberg /// Caetano Veloso, Arnaldo Antunes, Lenine, Adriana Calcanhoto, Maria Bethânia, Gustavo Black Alien, Chico Buarque, Zélia Duncan, Antônio Cícero // Imagem: Google Images.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O LEITOR (THE READER):
Michael Berg (Ralph Fiennes) é um advogado sério e fechado. Ele sai com mulheres, mas não mantém os relacionamentos. Sua relação com a filha também não é nada próxima. Ao que parece, ele ficou traumatizado por um relacionamento antigo, que não teve um final feliz.

Quando era apenas um rapaz, Michael se envolveu com uma mulher mais velha: Hannah (Kate Winslet). Ela o ajudou quando o rapaz estava doente e despertou seu interesse. Acontece que Michael também despertou o dela e ambos viveram um curto romance, logo após a Segunda Guerra Mundial. A relação dos dois tinha uma curiosidade. Hannah gostava que o rapaz lesse para ela alguns dos livros que estava estudando na escola.

Mas nem tudo são flores na vida e Hannah desaparece da vida de Michael um certo dia. O rapaz fica muito mal, logicamente. Anos depois, já estudante de Direito, Michael reencontra Hannah em um tribunal. Ela está sendo julgada por atrocidades contra judeus em um campo de concentração, onde foi guarda por alguns anos.

O filme capricha no traço dramático da história. Hannah é culpada, mas carrega um segredo que prefere não revelar. Este segredo poderia amenizar sua pena. Mesmo assim, ela prefere continuar sem revelá-lo. Enquanto isso, Michael é obrigado a conviver primeiro com o julgamento da primeira mulher que amor e depois com a culpa pelos anos em que ela ficou presa e que ele não a ajudou.

O leitor é o típico dramalhão que consegue nos segurar na cadeira. Mas, confesso que algumas coisas me incomodaram. Acho que a trama se dividiu em várias coisas diferentes e que não tinham muito a ver entre si. É como se fossem muitos filmes em um só. Não sei... Achei que por serem tantos, as tramas se perderam um pouco e não foram melhor aproveitadas. Mas não é um filme ruim. É bem interessante. Nota: 7.

Melhor citação do filme: "Não importa como eu me sinto. Não importa o que eu penso. Os mortos continuarão mortos." (Hanna Schmitz - Kate Winslet)

O LEITOR (The reader) - 2008- Gênero: Drama - Direção: Stephen Daldry /// Kate Winslet, Ralph Fiennes, David Kross // Imagem: Google Images.

segunda-feira, 9 de março de 2009

QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? (SLUMDOG MILLIONAIRE):
Bollywood invade Hollywood! E logo nas mãos de quem? Do cineasta inglês mais conhecido por filmes como Cova Rasa, Extermínio e o megacult Trainspotting. Considerando seu currículo tão eclético não é de estranhar que Boyle tenha sentido vontade de fazer esse filme.

Baseado em um romance de Vikas Swarup, Quem quer ser um milionário parece bobo à princípio, mas é preciso olhar nas entrelinhas. Mesmo com tanto carnaval visual e a história romântica que tomam conta do filme, o filme mostra uma Índia muito diferente da que aparece na novela da Globo.

Quem quer ser um milionário conta a história de Jamal Malik (Dev Patel). Ele tem 18 anos, trabalha como "rapaz do chá" em uma empresa de telemarketing e está prestes a se tornar um milionário. Ele está participando de um programa de TV chamado "Quem quer ser um milionário" e, até agora, acertou todas as perguntas.

Mas como é um rapaz pobre, sem instrução, os acertos de Jamal são colocados em dúvida. Será que ele está recebendo dicas de alguém? Será que está roubando?

Quem tenta descobrir isso é a Polícia. Jamal, então, conta como conseguiu responder a todas as perguntas e, ao mesmo tempo, conta a sua difícil história de vida.

A construção da história do filme é o destaque, na minha opinião. Talvez por isso tenha ganho o Oscar - merecido - de melhor edição. Ela te envolve e você fica torcendo e sofrendo com os personagens.

A história de amor entre Jamal e Latika (Freida Pinto) tem momentos de extrema tristeza. Mas o filme não pode ser considerado um dramalhão. Pelo contrário. O clima do filme é de alegria e festa. Talvez porque todo mundo fica torcendo para que Jamal acerte a última pergunta, se torne mesmo um milionário e termine com sua amada. No primeiro momento parece bobo, mas diverte e, sinceramente, mereceu o Oscar de melhor do ano. Nota: 9.

Melhor cena do filme: A que o pequeno Jamal consegue o autógrafo de seu ídolo de cinema favorito.

Melhor citação do filme: "Eu sabia as respostas." (Jamal Malik - Dev Patel)

QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO (Slumdog millionaire) - 2008- Gênero: Drama - Direção: Danny Boyle /// Dev Patel, Saurabh Shukla, Freida Pinto // Imagem: Google Images.

O CURIOSO CASO DE BENJAMIM BUTTON (THE CURIOUS CASE OF BENJAMIM BUTTON):
Em 1918, as pessoas comemoram o fim da Primeira Guerra Mundial. Enquanto isso, na mansão dos Buttons, nasce um menino diferente. Sua mãe morre no parto e o pai, ao olhá-lo pela primeira vez, não aguenta e foge com ele. Deixa o menino em um asilo. Lá, ele ganha uma mãe e um nome: Benjamim (Brad Pitt).

O asilo é o melhor lugar para Benjamim crescer. Ele nasceu diferente. Não era um bebê como todos os outros; ele era idoso e tinha todas as doenças características da velhice. Benjamin foi "privilegiado" com o rejuvenescimento ao invés do envelhecimento.

O curioso caso de Benjamim Button é tirado de um conto homônimo de F.Scott Fitzgerald. Ele mostra as aventuras, agruras e desventuras da vida de um homem que começa a vida pelo fim e vai terminá-la no começo. Com o passar do tempo, Benjamim percebe que rejuvenescer não é assim tão bom. Afinal, nós vemos quem amamos envelhecer e perecer com a idade. Na verdade, se pudéssemos todos rejuvenescer ao invés de envelhecer, o fim também seria ruim. Filosofei! rs

Benjamim tenta fazer da vida o melhor que pode. Mas seu amor à primeira vista por Daisy (Cate Blanchet) - que conheceu ainda menina, quando visitava a avó dela no asilo - o ensina sobre o que é amar e sofrer.

O curioso Caso de Benjamim Button lembra um pouco Forrest Gump. Ambos narram a trajetória de dois homens que nasceram e cresceram diferentes. São sagas de vidas incompreendidas. Mas enquanto Forrest tem a inocência e o lado cômico, mesmo dentro de vários dramas, Benjamim conhece desde cedo as tristezas da vida. Ambos amam uma mulher à primeira vista desde que eram crianças (mesmo Benjamim aparentando velhice, ele era jovem), viram a indiferença de suas amadas e depois, o amor delas.

O filme sobre a vida de Benjamim Button é bem lento e longo. Mas isso não atrapalha, mesmo em momentos que poderiam ser mais curtos. Mas o tempo que o filme leva te envolve na história de Benjamim. E quando o inevitável acontece, você sofre junto.

É um filme triste, que faz pensar na vida, no processo de envelhecimento e na morte. Recomendado para os mais sensíveis.Nota: 9.

Melhor citação do filme: "Querido! Mais cedo ou mais tarde todos acabamos usando fraudas." (Daisy - Cate Blanchet)

O CURIOSO CASO DE BENJAMIM BUTTON (The curious case of Benjamim Button) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: David Fincher // Brad Pitt, Cate Blanchett, Julia Ormond // Imagem: Google Images.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO (STRANGER THAN FICTION):
Quando li sobre o que tratava este filme fiquei muito curiosa para ver. O roteiro sempre chama a minha atenção. Mais do que quem é o ator principal ou o diretor. Se a história é boa, fico motivada para ver.

Mais estranho que a ficção mostra a história de Harold Crick (Will Ferrell). Literalmente falando. Explico: Harold é um cara comum com uma vida bem medíocre. Trabalha como fiscal da Receita Federal americana, não tem hobbies e não faz nada de emocionante. Até que um dia ele acorda, começa a fazer todo o seu ritual diário e... ouve a voz de uma mulher narrando seus passos. Todos eles. A partir daí, Harold não para mais de ouvir a narração dos seus atos. Apenas ele escuta, o que o faz pensar estar maluco. Mas acaba descobrindo que estão mesmo escrevendo sua história e que o desfecho pode não ser bom para ele.

O roteiro chamou minha atenção porque eu - na minha imaginação estilo "Fantástico mundo de Bob" - achava, quando criança, que alguém escrevia a minha história, cada passo que eu dava. Como nesse filme. Passava horas pensando nisso (ok, eu não era uma criança muito normal...). Por isso que o filme logo chamou minha atenção. Ele realmente é muito legal, mas tem um momento que começa a ficar chato, cansativo, longo e piegas. Acho que o autor do roteiro não teve coragem para terminá-lo como deveria e fez com que Karen Eiffell (Emma Thompson), a autora do livro sobre a vida de Harold, que está passando por uma crise literária, terminasse a história de forma óbvia.

Quem me surpreendeu foi o Will Ferrell. O papel de Harold Crick é bem denso. Vai do cômico ao trágico em segundos. E ele, que sempre faz comédias (incluindo as mais idiotas), soube segurar e defender muito bem seu papel. Ferrell conseguiu fazer rir e chorar com o mesmo talento. Mérito dele, que deveria exercer seu lado dramático outras vezes.

O filme é bem legal e tem aquela coisa de ineditismo que anda faltando em Hollywood. Mas o final poderia ser melhor. Nota: 7.

Melhor citação do filme: "Você não entende que esta não é uma história para mim... É a minha vida! Eu quero viver! (Harold Crick - Will Ferrell)

MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO (Stranger than fiction) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Marc Forster // Will Ferrell, Maggie Gyllenhaal, Dustin Hoffmann, Emma Thompson, Queen Latifah // Imagem: Google Images.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

PECADOS INTIMOS (LITTLE CHILDREN):
Este é mais um daqueles filmes onde os americanos resolvem fazer uma obesrvação da vida pacata e tediosa dos moradores dos subúrbios em seu país... Como em Beleza Americana, eles procuram retratar comportamentos e analisar atitudes "escandalosas", mas que ao meu ver não são tão absurdas assim.

Pecados íntimos mostra o começo, o meio e o fim do relacionamento entre Sarah (Kate Winslet) e Brad (Patrick Wilson). Ambos tem seus respectivos cônjuges e ambos levam vidas frustrantes. Sarah é praticamente ignorada pelo marido e vive entediada com sua vida de dona de casa. Brad está desempregado e é quem cuida do filho e da casa, enquanto sua mulher é bem sucedida em sua carreira. Óbvio que o encontro de tantas frustrações só poderia dar nisso mesmo.

Sarah e Brad vivem suas vidas encontrando-se e cuidando dos filhos, enquanto mantém as aparências de felicidade para o bairro. Enquanto isso, a região é "assombrada" pela libertação de um pedófilo, que vai morar com a mãe.

Pecados íntimos me lembra Beleza Americana demais. Afinal, eles mostram a vida escondida dos moradores de bairros de subúrbios americanos. Mas ambos não me deixaram tão chocada. Que saída Sarah e Brad teriam? Afinal, são seres humanos. O problema principal desse filme é a aquela aura de "filme cabeça" que ganhou. Aí fica parecendo que é a oitava maravilha do mundo, quando é apenas bom. Nota: 6.

Melhor diálogo do filme:
- Ah, que legal! Então agora trair seu marido faz de você uma feminista? (Mary Ann - Mary B. McCann)

- Não, não, não. Não é a traição. É a ânsia. A ânsia por uma alternativa e a recusa em aceitar uma vida de infelicidade (Sarah Pierce - Kate Winslet)

PECADOS ÍNTIMOS (Little children) - 2006 - Gênero: Drama - Direção: Todd Field // Kate Winslet, Patrick Wilson, Jennifer Connelly, Mary B. McCann // Imagem: Google Images.
OS SEM FLORESTA (OVER THE HEDGE):
R.J. (voz de Bruce Willis) é um guaxinim muito esperto e guloso, que um dia cai na tentação de subir até a caverna do urso Vincent (Nick Nolte) para roubar a comida guardada para o período de hibernação. Obviamente é pego no flagra! A comida cai no abismo e, para não ser engolido, R.J. promete que vai devolver tudo até a lua cheia. Mas para isso, vai precisar de ajuda.

Tentando resolver seu problema, ele dá de cara com uma turma de animais do tipo coletor que passou o inverno dormindo e está sem comida. Para piorar a situação, quando acordaram as coisas já não eram iguais a quando foram dormir. Uma enorme cerca foi construída para guardar um luxuoso condomínio. Os animais ficaram apenas com um pedacinho da floresta e podem passar fome por não achar o que comer. É aí que R.J. aparece para eles com uma solução mágica: por que não roubar a comida dos humanos?

Os sem floresta é uma animação com bichinhos fofos e engraçadinhos. Mas, como toda animação que se preze, tem uma lição de moral. No caso, tem até mais de uma. Assim, conquista as crianças e o público adulto. É animação garantida, mas não chega a ser um filme inesquecível. É só divertido mesmo e mais nada. Nota: 6.

Melhor citação do filme: "Nós comemos para viver. Os humanos vivem para comer." (RJ - Bruce Willis)

OS SEM FLORESTA (Over the hedge) - 2006 - Gênero: Animação - Direção: Tim Johnson & Karey Kirkpatrick // Bruce Willis, Gary Shandling, Wanda Sykes, William Shatner, Nick Nolte, Thomas Haden Church, Steve Carrell // Imagem: Google Images.
RATATOUILLE (IDEM):
Remy (Patton Oswalt) tem um dom. Ele sabe combinar cheiros e sabores muito bem, levando a pratos divinos. Mas há um problema: Remy é um rato. Por isso fica difícil seguir seu dom e seu desejo de ser um grande chefe como seu mentor Gusteau (Brad Garrett). Sua família é a primeira a ir contra.

Um dia, ele acaba parando em Paris, exatamente no restaurante de Gusteau. Sem querer, acaba ajudando Linguini (Lou Romano), um jovem contratado como faxineiro. O rapaz não leva jeito para a cozinha e muito menos para a faxina. Mas com a ajuda de Remy, que o faz, literalmente, de marionete, ele vai se tornar um grande chef.

Ratatouille é um filme para ser visto depois de ter almoçado ou jantado. Do contrário, o apetite vai despertar. Ver os bastidores de uma cozinha de restaurante é bem interessante. Tudo bem que o filme é uma fantasia e que nada daquilo aconteceria na vida real. Mas ver os alimentos serem preparados sempre causa fome.

O filme em si é bem legal. Divertimento para a família. Não é o melhor de todas as animações Disney/Pixar, mas não é ruim. Nota: 7.

Melhor citação do filme: "Eu odeio ser rude, mas... nós somos franceses!" (Colette - Janeane Garofalo).

RATATOUILLE (Ratatouille) - 2007 - Gênero: Animação - Direção: Brad Bird // Patton Oswalt, Lou Romano, Janeane Garofalo, Peter O'Toole, Ian Holm, Brad Garrett // Imagem: Google Images.

sábado, 31 de janeiro de 2009

A LENDA DE BEOWULF (BEOWULF):
Para não perder tempo, já vou logo afirmando: detesto esse filme! Não simpatizo nem um pouco. Somente com a técnica de animação de captura dos movimentos dos atores. O resto, detesto. Principalmente porque para eu gostar de um filme, a primeira coisa que tem que me chamar a atenção é o roteiro. Isto não aconteceu aqui.

A lenda de Beowulf teve minha antipatia desde que vi seus primeiros trailers marcando a estreia no cinema. Não senti a menor vontade de ver. Assisti hoje via TV à cabo. Não tinha nada melhor para fazer. Não gostei simplesmente porque tem determinados filmes feitos para o público masculino que não me causam o menor impacto. Alguns causam, mas outros eu detesto. É o caso desse.

Este filme conta uma antiga lenda dinamarquesa. Beowulf (Ray Winstone) chega até este reino quando a população está com problemas com um monstro. Ele ataca sempre que há festas. Beowulf consegue eliminar o monstro, mas depois tem que se ver com a mãe dele. Ela promete transformar o herói em um grande rei se ele fizer um filho nela. Anos depois, a confusão retorna ao reino. (Tô até com preguiça de escrever sobre a história).

Em resumo: achei um saco e uma perda de tempo e dinheiro. Não achei a menor graça! O enredo não me cativou e, na verdade, eu tava até torcendo para os monstros... Nota: 4 (por causa da técnica captura de movimento dos atores para fazer a animação).

Melhor citação do filme: "Tenha-me na memória não como um rei ou um herói. Mas como um homem: que comete erros e tem falhas." (Beowulf - Ray Winstone)

A LENDA DE BEOWULF (Beowulf) - 2007 - Gênero: Animação - Direção: Robert Zemeckis // Ray Winstone, Robin Wright Penn, Anthony Hopkins, John Malkovich, Angelina Jolie // Imagem: Google Images.
O LUTADOR (THE WRESTLER):
Randy "The Ram" Robinson (Mickey Rourke) já foi um grande atleta de luta-livre. Ele dominou os anos 80, ganhando muito dinheiro e fãs. Hoje, 20 anos depois, Randy continua lutando. Mas não é nem a sombra do que era naquela época.

O lutador mostra a triste história do decadente Randy. Ele vive com o pouco dinheiro que consegue nas poucas lutas que faz. Também trabalha em um supermercado por meio período. É apaixonado por Cassidy (Marisa Tomei, linda!), uma dançarina de boate erótica que o vê apenas como amigo. E tem uma filha, Stephanie (Evan Rachel Wood), que, por causa do seu abandono, não o quer ver nem pintado de ouro. Acontece que Randy agora está passando por um problema... Ele tem que parar de lutar, pois está com um grave problema de coração.

O filme de Darren Aronofscky é muito triste e comovente. Adorei o jeito que ele escolheu filmar: a maioria do tempo, ele segue o personagem de Randy. Mickey Rourke aparece muitas vezes de costa, o que dá a impressão de que ele ainda é um grande lutador. Ao mesmo tempo, parece que Randy está sempre entrando no ringue para lutar. O que não deixa de ser verdade, metaforicamente falando.

É um filme duro e triste, que mostra como pesa a decadência e como a gente comete erros quando está por cima. Eu não estava muito animada para ver, mas fiquei surpresa.

Ao mesmo tempo, personagem e ator se confundem. A vida de Randyy "The Ram" Robinson e de Mickey Rourke não são muito diferentes. Este também foi um ator de muito sucesso nos anos 80. Uma estrela de alto nível. Até que começou a surtar e hoje é uma caricatura de si mesmo. Estragou seu corpo e seu rosto e está mais parecido com um Frankstein. E isso não tem nada a ver com a idade. Ainda bem que, pelo menos no caso de Rourke, ele está tendo uma segunda chance em Hollywood. Nota: 8.

Melhor diálogo do filme:
- Merda! Eles não fazem músicas como se costumava fazer... (Randy 'The Ram' Robinson - Mickey Rourke)

- Os anos 80, cara! Foi a melhor coisa no mundo! (Cassidy - Marisa Tomei)

- Pode apostar, madame! Guns 'N' Roses são demais! (Randy)

- Motley Crue! (Cassidy)

- Yeah! (Randy)

- Def Leppard! (Cassidy)

- Então vem aquele bicha do Cobain e destrói tudo isso... (Randy)

O LUTADOR (The wrestler) - 2008 - Gênero: Drama - Direção: Darren Aronofsky // Mickey Rourke, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood // Imagem: Google Images.