sábado, 19 de janeiro de 2008

DURO DE MATAR 4.0 (LIVE FREE OR DIE HARD):
Há uns dois anos mais ou menos, nós vivenciamos aqui no Brasil uma volta ao passado... A moda eram os anos 80 e tudo começou a ficar retrô. Existiam festas temáticas, roupas de desenhos animados ou estilizados da época... Até artistas dos anos 80, que estavam desaparecidos da mídia, aproveitaram o ensejo para ressurgir. A moda continua até hoje, mas com menos intensidade... Mas isto aqui no Brasil! Em Hollywood, ela está com força total!

Imaginem se alguém tivesse entrado em coma naquela época, tivesse acordado e resolvesse ir ao cinema hoje em dia... Iria testemunhar a "volta dos que não foram"... É Rambo, é Rocky, Indiana Jones... E agora, John McClane (embora este seja mais dos anos 90)...

John agora se vê às voltas com a rebeldia da filha Lucy (Mary Elizabeth Winstead) e com mais um terrorista maluco. E outra vez é o homem certo, na hora errada... Vamos combinar que ele tem muito azar... O cara sempre se mete em furada sem querer. Desta vez ele precisa levar até Washington um hacker, Mathew Farrell (Justin Long), para que ele seja interrogado. No caminho, os dois são atacados mas se salvam... Neste meio tempo, um grupo de terroristas-nerds invadem computadores que comandam toda a vida dos norte-americanos... Vai desde trânsito, bancos, bolsas de valores a energia. Em resumo: o país entra em caos total. Afinal, tudo funciona por computador e este não é o momento para confiar neles.

Apenas um homem pode desvendar o crime e prender os bandidos... E este é Jonh McClane... Ele tem uma pequena ajuda de Matt, mas o trabalho pesado fica por conta dele mesmo... Alguém precisa fazer o trabalho sujo, né?

Esta é a parte da ironia do filme, ao meu ver... Não adianta a mais alta tecnologia... Na hora de salvar o mundo no filme, somente a força bruta dá conta. É uma metáfora sobre o herói dos filmes das décadas passadas. Durão e sem muito saco para conversar. Os caras partem logo pra cima. E a idéia se assemelha muito ao último filme de Rocky Balboa (embora este tenha reconhecido seu envelhecimento). É como se os antigos heróis estivessem de volta para buscar seu lugar. O que para mim é bem legal! Sempre fui fã deles, incluindo de John McClane, o “pai” de Jack Bauer... Agora faltam Rambo (que eu nunca gostei) e Indy... Ei! Será que Danny Glover e Mel Gibson fariam uma nova Máquina Mortífera? ;-) Nota: 8.

Melhor diálogo do filme:
- Você derrubou um helicóptero com um carro! (Matt Farrell - Justin Long)

- Eu estava sem munição. (John McClane - Bruce Willis)

DURO DE MATAR 4.0 (Live free or die hard) - 2007 - Gênero: Aventura - Direção: Len Wiseman // Bruce Willis, Justin Long, Mary Elizabeth Winstead, Timothy Olyphant, Maggie Q, Cliff Curtis // Fonte da imagem: Adoro Cinema.
BOA NOITE E BOA SORTE (GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK):
Edward R. Murrow (David Strathairn) é um jornalista de grande prestígio, não apenas na sua emissora de TV, a CBS, como em toda a imprensa norte-americana nos anos 40/50. Ele vivenciou o famoso período de "caça às bruxas" nos Estados Unidos, onde o senador McCarhty perseguia e acusava qualquer um de comunismo. Naquela época, já pensando em não se comprometer, a mídia norte-americana não entrava em confronto com o senador. Algumas pessoas do ramo até colaboravam com ele. Mas Ed Murrow e sua equipe, penalizados com o caso de um soldado da Aeronáutica que foi expulso por desconfiança contra seu pai e sua irmã, acusados de comunismo, resolvem se levantar contra esta ditadura.

Eles começaram a realizar uma série de reportagens confrontando o senador McCarhty e seus métodos. E sofreram as conseqüências. Perderam patrocínio, tomaram "chamada" do chefão, tiveram a equipe reduzida... Mas não desistiram de fazer aquilo que todos nós jornalistas aprendemos na faculdade, mas muitas vezes deixamos para lá: um jornalismo sério, corajoso e responsável.

Achei o filme sensacional! De todas as formas! O roteiro e a direção estão excelentes. Pontos para George Clooney que inclusive atua, mas não é o ator principal. A decisão de filmar em preto-e-branco, com muitos closes e fumaça de cigarro caracterizam bem a época. Pelo menos o que eu já vi em filmes antigos. Deixa um clima meio noir, embora não seja um filme de gangsters.

Outro ponto positivo foram as entradas musicais. Achei bem legal... É um respiro depois da tensão. Como se fosse aquelas chamadas para os comerciais, só que dentro do filme. E as músicas (cantadas ao vivo, com uma cantora e a banda) tem ligação com o que estava acontecendo no momento do filme. Prestem atenção nas letras.

Este é um filme que deveria ser obrigatório nas faculdades de Jornalismo e de História em todo o mundo! Em resumo: é muito bom! Fez me lembrar porque eu escolhi estudar Jornalismo. Pena que não vivenciei aquela época... ;-) Nota: 9.

Melhor citação do filme: "Ninguém que se familiarize com a história deste país pode negar que comitês no Congresso são úteis. É necessário investigar antes de legislar. Mas a linha entre investigação e perseguição é tênue, e o senador júnior de Wisconsin já a ultrapassou várias vezes. Suas ações principais têm sido confundir a mente do público com ameaças internas e externas do Comunismo. Não devemos confundir dissidência com deslealdade. Nós sempre devemos lembrar que acusação não é prova, e que convicção depende de evidências devido ao processo de lei. Nós não vamos andar com medo uns dos outros. Nós não vamos ser guiados pelo medo para uma era de ignorância. Se nós procurarmos fundo na nossa história e doutrina, vamos nos lembrar que não descendemos de homens medrosos. Nem de homens que se atreveram a escrever, falar, se associar e defender causas que foram impopulares para o momento. Esta não é a hora para que os homens que aprovam e os que se opõem aos métodos do senador McCarthy se manterem em silêncio. Nós podemos negar nosso patrimônio ou nossa história, mas não podemos escapar da responsabilidade do resultado. Não existe forma para que um cidadão da república abdique de suas responsabilidades. Como nação, nós temos que mergulhar fundo na nossa herança em uma época delicada. Nós nos proclamamos, e realmente somos, os "defensores da liberdade" onde quer que ela ainda exista no mundo. Mas não podemos defender a liberdade fora do país se desertamos dela em casa (...) Boa noite e boa sorte." (Edward R. Murrow - David Strathairn)

BOA NOITE E BOA SORTE (Good night, and good luck) - 2005 - Gênero: Drama - Direção: George Clooney // David Strathairn, George Clooney, Jeff Daniels, Patricia Clarkson, Robert Downey Jr., Frank Langella // Fonte da imagem: Adoro Cinema.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

MULHERES SEXO VERDADES MENTIRAS (IDEM):
Confesso que fui assistir a este filme cercada de curiosidade... Vi a campanha de marketing dele no You tube e nos trailers de cinema e fiquei curiosíssima. Afinal, poucos filmes se interessam em tratar o sexo pela visão feminina. A maioria só está interessada na interpretação masculina, que é muito diferente. Fica a sensação de que apenas o homem gosta de sexo e a mulher é indiferente. Mas é claro que isso não é assim!

Mulheres sexo verdades mentiras é parte filme e parte documentário. Quer dizer, algumas mulheres que aparecem dando opinião são atrizes e outras, não. Por isso, não se sabe ao certo o que é ou não a opinião verdadeira ou coisa que vem do roteiro. Mas ele também tem um documentário dentro de um filme.

Explico: Depois de um casamento de 20 anos, Laura (Júlia Lemmertz) decide fazer um documentários sobre a opinião, as expectativas e o que sente a mulher em relação ao sexo. Em suas pesquisas, ela trata de tudo: a prática sexual, fantasias, prazer, masturbação etc. Enquanto isso, ela mesma vive uma mudança neste aspecto. Depois de anos em um casamento morno, ela se descobriu sexualmente nas mãos de um misterioso homem que a faz se sentir mulher de verdade novamente.

O filme é bem legal, com depoimentos bem engraçados e outros até mesmo trágicos. É bem produzido e dinâmico. Mas uma coisa me chamou atenção. Enquanto fala abertamente sobre sexo, as cenas mais quentes entre Laura e seu amante são muito fraquinhas. Não estou dizendo que precisava ter sexo explícito ali. Mas senti que o ousar ficou apenas nas palavras das mulheres.

De qualquer forma é um ótimo filme, principalmente para quem é mulher e para quem quer entendê-las. Nota: 8.

Melhor citação do filme: "Eu tenho as minhas fantasias, mas tenho fantasias com mulheres... Que que foi gente? Será que eu sou sapata?" (entrevistada do documentário)

MULHERES SEXO VERDADES MENTIRAS (Idem) - 2008 - Gênero: Comédia Romântica - Direção: Euclydes Marinho // Julia Lemmertz, Fernando Alves Pinto, Malu Galli, Branca Messina, Fernando Eiras // Imagem: Adoro Cinema Brasileiro.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

MEU NOME NÃO É JOHNNY (IDEM):
Comecei bem o ano! Amei Meu nome não é Johnny!!!! Só o trailer já me chamou atenção. Mas o filme inteiro é muito bom, dos atores à trilha sonora; da direção ao roteiro. Para mim, já é meu filme preferido do ano.

Ele é baseado em fatos reais e no livro de mesmo nome de Guilherme Fiúza. Conta a história de João Guilherme Estrella, um rapaz de classe média alta que não queria muita coisa na vida. Isto quer dizer: trabalho e estudo. Johnny só queria se divertir com os amigos, namorar e usar drogas. E este último ponto foi sua perdição.

Essa vida louca de consumo de drogas o levou ao tráfico. Como conhecia a nata da sociedade carioca, logo, logo estava vendendo quilos e quilos de droga. Mas não guardava o dinheiro ou investia. Gastava tudo com mais excessos. Um dia, Johnny é convidado a participar de um esquema de venda para a Europa. E é aí que a "casa cai".

O roteiro desse filme é muito legal. Ele vai te levando no turbilhão da vida de João Guilherme, na inconsequência e falta de planejamento de seus atos. O começo é bem divertido. Mas de repente, como deve ter acontecido na vida de Johnny, o telespectador é jogado na realidade depois da festa: o julgamento e a condenação dos atos de João Guilherme.

Alguns críticos estão falando mal do filme, pois ele faria uma certa apologia ao consumo de drogas. Bobagem sem tamanho! O filme mostra a realidade nua e crua de uma vida sem rumo, que teve que encontrar seu caminho da melhor maneira possível. Um exemplo para outros "João Estrellas" da vida. Excelente!Nota: 10.

Melhor diálogo do filme:
- Você fala como se esse negócio fosse igual a vender pulseirinha de crochê no centro acadêmico. Isso é cocaína! (Julinho - Ângelo Paes Leme)

- Fala mais alto um pouquinho... (João Estrella - Selton Mello)

MEU NOME NÃO É JOHNNY (Idem) - 2008 - Gênero: Drama - Direção: Mauro Lima // Selton Mello, Cleo Pires, Rafaella Mandelli, Cássia Kiss, Júlia Lemmertz, Angelo Paes Leme // Imagem: Meu cinema brasileiro.

domingo, 30 de dezembro de 2007

PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO (PIRATES OF CARIBBEAN - AT WORLD'S END):
Esta é a última aventura do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) e sua tripulação. Pelo menos por enquanto. Piratas do Caribe - No fim do mundo foi filmado junto com a segunda parte. Deve ter sido para economizar. Mas as histórias tem muito a ver. O começo de uma é o final da outra.

Desta vez, Will Tuner (Orlando Bloom), Elizabeth Swann (Keira Knightley) e o capitão Barbossa (Geoffrey Rush) precisam salvar Jack Sparrow do lugar onde ele foi enviado: o fim do mundo (posso contar isso porque quem viu o 3, viu o 2!). Eles fazem isso porque precisam reunir o conselho pirata para chegar a uma conclusão de como acabar com a ameaça do lorde Cuttler Beckett (Tom Hollander), chefe da Companhia das Índias Orientais, de exterminar todos os piratas. Para isso, o militar obriga o capitão Davy Jones (Bill Nighy), um pirata sobrenatural, a fazer uma aliança com ele.

O filme inteiro é uma preparação para esta batalha final. Para quem é muito fã, pode ser muito legal. Mas para mim, tem o mesmo problema do segundo. Muita falação, roteiro complexo e longo e um finala mais ou menos. Mas pelo menos neste não se abusou dos efeitos especiais, embora eles estejam presentes. Bom como curiosidade, para um fim de semana com nada para fazer. E para aqueles que já viram os outros. De resto, nada marcante. Destaco apenas a presença de Keith Richards numa ponta como o pai de Jack Sparrow. Nota: 6.

Melhor citação do filme: "Não é só viver para sempre, Jackie. O difícil é continuar vivendo com você mesmo para sempre." (Captain Teague - Keith Richards)

PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO (Pirates of the Caribbean - At world's end) - 2007 - Gênero: Aventura - Direção: Gore Verbinski // Johnny Depp, Keira Knightley, Orlando Bloom, Bill Nighy, Geoffrey Rush, Keith Richards, Tom Hollander // Imagem: Adoro Cinema.
PIRATAS DO CARIBE - O BAÚ DA MORTE (PIRATES OF THE CARIBBEAN - DEAD MEN'S CHEST):
Hollywood não perdoa! Claro que depois do sucesso inesperado do primeiro filme, logo a sequência viria. Neste caso foram logo duas, filmadas simultâneamente. Piratas do Caribe - O Baú da morte traz de volta o maior pirata dos últimos tempos, o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp), sua tripulação e os mocinhos apaixonados Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) em uma aventura mais complexa que a anterior.

Quando eu digo complexa, não é no sentido de dificuldades para os protagonistas. Eles realmente passam maus bocados, como sempre. Mas a complexidade está mesmo no roteiro. Ele é difícil de acompanhar. Cheio de reviravoltas, lendas e viradas, pode ser complicado para acompanhar. A verdade é que ele não tem o mesmo charme do primeiro filme. Embora a bilheteria tenha sido grande também, não quer dizer que seja tão legal como o Maldição do Pérola Negra.

Talvez o problema esteja realmente na bilheteria. O primeiro era despretensioso e livre. Era baseado em uma parte do parque da Disney. Ninguém tinha muitas expectativas. Mas com o estouro do sucesso, o segundo começou a se preocupar demais com a bilheteria e nos trouxe algo cheio de pirotecnia e... sem charme. Nem o do capitão Jack Sparrow ajudou.

Neste filme, ele está atrás do Baú da Morte, que vai ajuda-lo a se livrar da perseguição de um pirata-fantasma: Davy Jones (Bill Nighy). Acontece que ele não é o único atrás da relíquia. A coroa inglesa e outros piratas também o querem, além de Will e Elizabeth. O filme é uma perseguição a este tesouro, que tem uma explicação sobrenatural. Nota: 6.

Melhores cenas do filme: As com a tribo canibal.

PIRATAS DO CARIBE - O BAÚ DA MORTE (Pirates of the Caribbean - Dead men's chest) - 2006 - Gênero: Aventura - Direção: Gore Verbinski // Johnny Depp, Keira Knightley, Orlando Bloom, Bill Nighy // Imagem: Adoro Cinema.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA (LOVE IN TIME OF CHOLERA):
Florentino Ariza (Javier Barden) é um homem apaixonado há 53 anos, 7 meses e 11 dias pela mesma mulher: Fermina Daza (Giovanna Mezzogiorno). Mas eles não passaram tanto tempo assim juntos. Florentino esperou Fermina por todos estes anos, enquanto ela era casada com o dr. Juvenal Urbino (Benjamim Bratt). Isso é que é persistência!

Florentino e Fermina se conheceram ainda jovens e viveram um grande amor. Mas o pai da moça não permitiu o namoro. Fermina vai viver longe por alguns anos e quando volta, não quer mais Florentino. Enquanto ele sofre horrores, ela se casa. Florentino prometeu à moça amor eterno e que ia esperá-la. E é isto que ele faz. Mas, como diz o ditado, enquanto ele não fica com a "certa" se diverte com as "erradas". Florentino mergulha no universo feminino sem se envolver muito, pois seu amor é de Fermina.

O amor nos tempos do cólera é baseado no livro homônimo de Gabriel García Marquez. O filme é muito bem cuidado, com um elenco semidesconhecido, mas de talento. A história de amor é bonita, mas, hoje em dia, é difícil imaginar que aconteça. Será que antigamente poderia ser verdade? Não sei. Vale para quem, como eu, nunca leu o livro.Nota: 6.

Melhor citação do filme: "Depois de 53 anos, 7 meses e 11 dias e noites, meu coração estava completo finalmente. E eu descobri, para minha alegria, que é a vida e não a morte que não tem limites. (Florentino Ariza - Javier Barden)

O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA (Love in time of cholera) - 2007 - Gênero: Drama - Direção: Mike Newell // Javier Barden, Giovanna Mezzogiorno, Benjamin Bratt, Fernanda Montenegro // Imagem: Google Images.
TOY STORY (TOY STORY):
O xerife Woody (Tom Hanks) é um dos muitos brinquedos do menino Andy (John Morris). Este, aliás, tem vários deles e adora ficar brincando horas em seu quarto. Mas dentre todos eles, Woody é o seu preferido. Acontece que Andy fez aniversário e sua mãe resolveu lhe dar outro boneco: Buzz Lightyear (Tim Allen), um vigilante espacial. Quando vê o boneco, o menino abandona todos os outros! Buzz tem muitas funções e é todo moderno.

O que Andy e sua família não sabem é que quando eles não estão por perto, os brinquedos criam vida. E é aí que começa a confusão. Woody começa a ficar com muitos ciúmes de Buzz e quer se livrar dele. Já o vigilante espacial acredita ser um herói de verdade, dando muito trabalho à todos. Woody e Buzz se metem em muitas confusões, se perdem e correm o risco de nunca mais ver o Andy, pois sua família está de mudança.

Toy Story foi o primeiro filme que fez eu me apaixonar pelas produções da Pixar. Amo 99% dos filmes deles (ainda não vi todos, por isso não posso dizer que é 100%). Ele mostra que a animação digital chegou mesmo para ficar!

Mas Toy Story não é um filme bobinho, totalmente feito para crianças. Há algum tempo as animações não são assim. O legal da Pixar é que ela une qualidade na produção com ótimos roteiros. Por isso, vai ter sempre minha admiração! Nota: 9.

Melhor diálogo do filme:
- Neste momento, posicionado no fim da galáxia, o Imperador Zurg está construindo secretamente uma arma com a capacidade destrutiva de aniquilar um planeta inteiro! Somente eu tenho as informações que revelam o ponto fraco desta arma. E VOCÊ, meu amigo, é o responsável por atrasar meu encontro com o Comando Estelar. (Buzz Lightyear - Tim Allen)

- (pausa) VOCÊ... É... UM... BRINQUEDOOOOOO!!!! Você não é o Buzz Lightyear de verdade! Você é um boneco! (outra pausa) Você é uma coisa para as crianças brincarem! (Xerife Woody - Tom Hanks)

- Você é um triste e estranho homenzinho... Eu tenho pena de você... (Buzz)

TOY STORY (Toy story) - 1995 - Gênero: Animação - Direção: John Lasseter // Vozes: Tom Hanks, Tim Allen, John Morris // Imagem: Adoro Cinema.

sábado, 22 de dezembro de 2007

O SORRISO DE MONA LISA (MONA LISA SMILE):
Década de 1950. A professora de História da Arte Katherine Watson é convidada para dar aula no colégio Wellesley. A escola é só para mulheres. Na verdade, ela é um local onde as moças aguardam, fazendo cursinhos de várias coisas, enquanto não conseguem encontrar um bom marido.

Katherine ama arte e o que faz. Mas tem uma mentalidade muito aberta para os padrões da escola e do seu tempo. Ela incentiva as alunas a correr atrás dos seus sonhos, a aprender, a querer ser mais do que a vida lhes proporciona. E por causa disso, sofre preconceitos da direção da escola, dos pais das moças e das próprias estudantes.

O Sorriso de Mona Lisa é um filme inspirador. Seria um ótimo filme se já não tivesse sido feito um outro, voltado para o público masculino e que fez um grande sucesso no início dos anos 90: Sociedade dos Poetas Mortos. Depois desse, tudo é cópia.

Mas isto não quer dizer que este não seja um bom filme. Pelo contrário! Emociona e faz pensar. Nota: 6.

Melhor diálogo do filme:
- Não desrespeite nossas tradições só porque você é subversiva. (Betty Warren - Kirsten Dunst)

- Não desrespeite esta classe só porque você é casada. (Katherine Watson - Julia Roberts)

- Não me desrespeite só porque você não é. (Betty Warren)

- Venha às aulas, faça os exercícios ou eu vou te repetir. (Katherine Watson)

- Se você me repetir, haverá consequências. (Betty Warren)

- Você está me ameaçando? (Katherine Watson)

- Eu estou te ensinando. (Betty Warren)

- Esse é o MEU trabalho. (Katherine Watson)

O SORRISO DE MONA LISA (Mona Lisa smile) - 2003 - Gênero: Drama - Direção: Mike Newell // Julia Roberts, Julia Stiles, Maggie Gyllenhaal, Kirsten Dunst // Imagem: Adoro Cinema.
ENCANTADA (ENCHANTED):
Já imaginaram se as mocinhas de contos de fadas vivessem no mundo real? Pois não precisam mais imaginar. É isto que Encantada mostra. Nele, Giselle (Amy Adams), uma típica princesa de histórias infantis encontra seu príncipe encantado, Edward (James Marsden). Os dois decidem se casar, mas é claro que as coisas não são assim tão fáceis.

Edward é enteado da rainha Narissa (Susan Sarandon), que não quer permitir que outra pessoa reine em Andalasia. Se seu anteado casar, ela perde o trono. Obviamente que ela faz tudo para que isso não aconteça. Ela empurra Giselle para a Nova York do século XXI.

Encantada é um filme bobinho, que trata de princesas, amor verdadeiro e todas aquelas coisas que pregam os contos de fada. Mas ao mesmo tempo é engraçado e diferente. O conflito entre a realidade de Giselle e do príncipe Edward com o nosso mundo é a melhor parte. Ela parece completamente alienada, até um pouco maluca. Vive cantando e tem a ajuda dos bichos para os afazeres domésticos. E quando ela se depara com a realidade de Nova York, primeiro sofre e depois aprende. E quem a ensina é Robert (Patrick Dempsey), o único que decide ajudá-la, embora a ache doida de pedra.

O mais legal é que o filme é um deboche com os contos de fada da Disney, só que realizado pela mesma. Isso, sem poupar os maiores clichês destas historinhas. Claro que tem uma parte piegas. Mas não podia ser diferente. Afinal, no fundo, no fundo, é um filme de “Princesas Disney”. Mas vale a pena dar uma conferida. Nota: 7.

Melhor diálogo do filme: "Não cante!" (Robert - Patrick Dempsey)
ENCANTADA (Echanted) - 2007 - Gênero: Comédia romântica - Direção: Kevin Lima // Amy Adams, Patrick Dempsey, Rachel Covey, James Marsden, Susan Sarandon, Timothy Spall // Imagem: Adoro Cinema.