domingo, 21 de março de 2004

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ADAPTAÇÃO (ADAPTATION):
Depois de ter ouvido falar muito sobre este filme, acabei alugando-o com grande curiosidade. Não espectativa. Eu só queria mesmo saber o porquê de tanto comentário sobre ele. E... Acabei me decepcionando... Não gostei muito... Acho que todo esse auê aconteceu por ser um filme de Spike Jonze, o responsável por Quero ser John Malkovich, este sim um filme muito legal!
Uma das coisas que acabam me influenciando sobre um filme é o seu ator principal. E esse foi um dos problemas de Adaptação para mim. Eu tenho uma "relação de amor e ódio" com o Nicolas Cage. Gosto de muitos de seus filmes. Mas detesto muitos outros. Não existe um meio termo em nossa "relação". E aqui, ele se encaixa na segunda opção. Achei os dois personagens dele, os gêmeos Charlie e Donald Kauffman, extremamente chatos. Muito desinteressantes. Dentre os personagens principais quem se destacou, na minha opinião, foi a escritora Susan Orlean (Maryl Streep) e o "coletor de flores raras" John Laroche (Chris Cooper).
Na verdade em Adaptação o que é principal mesmo é um livro: "O ladrão de Orquídeas". Ele foi escrito por Susan Orlean; é sobre a vida de John Laroche; e Charlie tem que adapta-lo para o cinema. Depois de ter feito sucesso com o roteiro de Quero ser John Malkovich, Charlie é convidado para roteirizar este livro, mas está passando por uma crise. Ele não consegue escrever uma linha sequer e sua vida está uma bagunça. Seu irmão Donald, um pouco menos culto que ele, resolve virar escritor também. E consegue um sucesso inesperado. Já Susan tenta viver sua vida chata e sem emoção. A não ser quando está em companhia de seu amante.
Bom... O filme é cheio de altos e baixos... E eu não gostei. Não sei... Não consegui mesmo achar este filme "tudo" o que me falaram. Eu achei até um pouco chato. Me deu sono... Talvez eu não tenha entendido bem... Prefiro mesmo Quero ser John Malkovich... Nota: 5.
Melhor citação do filme: "Eu deveria ter entrado. Eu sou um covarde! Eu deveria tê-la beijado. Eu deveria ir bater à porta e beija-la. Seria romântico. Seria algo que contaríamos aos nossos filhos um dia. Eu vou lá agora." (pensamento de Charlie Kaufman - Nicolas Cage antes de desistir de fazê-lo)
ADAPTAÇÃO (Adaptation) - 2002 - Gênero: Drama - Direção: Spike Jonze // Nicolas Cage, Meryl Streep, Chris Cooper, Brian Cox, Maryl Streep.
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CONFISSÕES DE UMA MENTE PERIGOSA (CONFESSIONS OF A DANGEROUS MIND):

O que vocês pensam quando vêem o George Clooney (Ok, meninas! Controlem-se! *rs*)? Bom, a primeira palavra que me vem a cabeça quando eu penso no George Clooney é cool. Vai dizer que ele não tem um superestilo cool? Ele tem um charme, um jeito de "não tô nem aí", um sorriso cafajeste... Um estilo "me divirto muito com tudo". Tudo bem, cada um deve ter uma definição do que seja cool. Mas para mim a personificação desta palavra é o George Clooney.
Talvez por pensar isto, acabei achando Confissões de uma mente perigosa tão cool quanto o seu diretor. Sim! George Clooney é o diretor deste filme. Sua primeira vez na direção. E acho que ele foi muito bem. O filme é divertido, ágil, com um roteiro inteligente e interessante, e atores afinados, que pareciam estar se divertindo muito. Em resumo: é um filme sem pretensões e surpreendente.
Confissões de uma mente perigosa teve seu roteiro baseado no livro de Chuck Barris, um executivo de televisão responsável por programas como "The Dating Game" e "The Gong Show". Ah! E não me digam que vocês não conhecem estes programas, porque o nosso querido "tio" Silvio Santos adaptou muitos dos programas de Chuck para o SBT. Mas, voltando ao que interessa, no livro - que ele diz ser uma autobiografia - Chuck Barris (aqui interpretado por Sam Rockwell) diz que trabalhava na TV ao mesmo tempo que trabalhava também para a CIA como assassino. Se é verdade, a gente não sabe. Mas se ele inventou tudo isso, o cara tem uma imaginação colossal. Sam Rockwell fez jus ao seu personagem. Está muitíssimo bem no papel. Outros destaques são: Drew Barrymore (Eu adoro ela!), como Penny, a eterna namorada de Chuck; Julia Roberts, como Patricia, uma sedutora agente da CIA; Rutger Hauer, uma agente fanático por fotografia; e o próprio Clooney, que faz o agenciador de Chuck. Destaque também para Matt Damon e Brad Pitt numa ponta muito engraçada, onde eles não falam coisa alguma. Mais uma vez os amigos de Clooney presentes em seus filmes só pela amizade mesmo.
Em resumo, eu adorei este filme. Não esperava muito, mas achei tudo muito legal. Interessante da montagem até os créditos finais. Por isso recomendo a todos que o assistam assim que puderem. Nota: 8.
Melhor citação do filme: "Tive uma idéia pra um novo game-show recententemente. Vai se chamar "The Old Game". Terá três participantes idosos no palco, com armas carregadas nas mãos. Eles farão uma retrospectiva de suas vidas. Verão quem eles foram, o que conquistaram, o quanto eles se aproximaram de realizar seus sonhos... O vencedor será aquele que não estourar seus miolos. Vai ganhar uma geladeira." (Chuck Barris - Sam Rockwell)
CONFISSõES DE UMA MENTE PERIGOSA (Confessions of a dangerous mind) - 2002 - Gênero: Drama - Direção: George Clooney // Sam Rockwell, Drew Barrymore, George Clooney, Dick Clark, Julia Roberts, Rutger Hauer, Brad Pitt, Matt Damon, Chuck Barris.

domingo, 7 de março de 2004


MATRIX REVOLUTIONS (THE MATRIX REVOLUTIONS):
Os fãs da "trilogia" Matrix que me desculpem, mas fico feliz que chegamos ao final disso tudo (será?). Sinceramente... Nunca vi tamanho engodo em toda a minha vida! Não gostei, não gostei e não gostei! Me sinto até ofendida por tamanha enganação! Não adianta tentar argumentar comigo porque jamais acreditarei que Matrix foi concebido como trilogia. Nem tentem! Eu acho que o primeiro filme é quase perfeito. Revolucionou os efeitos especiais, além de ter uma boa base teórica no roteiro. Agora, querer me convencer que as duas outras partes são tão boas (e relevantes) quanto é perda de tempo. Eu não sei qual das duas é pior. Em Matrix Revolutions pelo menos eu não levei à sério e fiquei me divertindo no cinema, prestando atenção em coisas como erros de continuidade, por exemplo. Não aconteceu sequer as tão esperadas novas inovações nos efeitos especiais e o que vemos são as outras partes da trilogia fazendo o mesmo que todos os filmes de ação andam fazendo por aí ultimamente: repetir todos os efeitos do primeiro Matrix. Tsc tsc tsc...
A única coisa que me levou ao cinema para ver este filme - além do fato de que já vi as duas primeiras partes, então deveria ver a última - foi o Agente Smith (Hugo Weaving). EU ADOOOOOORO O AGENTE SMITH!!!!!!! É a única coisa boa do filme! Neste ele é o causador de todos os males! O grande vilão! Logo ele que tinha um papel coadjuvante no primeiro filme. O cara é tão "do mal" que consegue fazer o impossível: unir as máquinas e os homens. Mas até o tão esperado confronto final entre ele e Neo (Keanu Reeves) foi muito, muito fraco na minha opinião. Quase de fazer dormir... Que desperdício! :-/
Mas claro que teve algumas coisas boas. Por exemplo: a luta dos homens com as sentinelas mecânicas em defesa de Zion. Isso foi legal. Longo demais, mas legal. Ah! E a Niobe (Jada Pinkett Smith) pilotando uma das naves humanas. Melhor do que muito homem. Girlpower total! O resto pode jogar fora. Até o Morpheos (Laurence Fishburne), que eu achava "o cara", está apagadíssimo...
Que desperdício... Ninguém merece! Também o que se pode esperar de um filme que tem como slogan "Tudo que tem um começo tem um fim"? Putz!
Ai, ai... Chega! Daqui a pouco vou acabar apanhando de um fã mais afoito. Ainda bem que eu ainda não inseri coments no blog, senão ia me ferrar... Mas não se desesperem meus queridos fãs... Ainda não vi Animatrix... Quem sabe, né? Sempre há a esperança de que eu goste. Afinal, já não espero nada mesmo dessa série de um filme só.
Que vergonha irmãos Wachowsky... Tirar dinheiro das pessoas assim... Ai, ai, ai! >:-/
Nota: 5 (Só por causa do Agente Smith!).
Melhor citação do filme: "Por que Mr. Anderson? Por que você faz isso? Por que se levantar? Por que continuar lutando? Você acredita que está lutando por alguma coisa? Por mais do que sua sobrevivência? Você pode me dizer pelo que é? Você por acaso sabe? É pela liberdade? Ou a verdade? Talvez a paz? Sim? Não? Poderia ser por amor? Ilusões, Mr. Anderson! (Agent Smith - Hugo Weaving)
MATRIX REVOLUTIONS (The Matrix revolutions) - 2003 - Gênero: Ficção científica - Direção: Andy & Larry Wachowski // Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss, Laurence Fishburne, Hugo Weaving, Monica Belucci, Jada Pinket-Smith.
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ÚLTIMO TANGO EM PARIS (LAST TANGO IN PARIS):

Há algum tempo estou tentando assistir aos filmes clássicos, consagrados, além dos mais recentes e comerciais que eu vejo na maioria das vezes. Tudo bem... A locadora aqui perto de casa não ajuda muito... E a TV? Nem a paga colabora muito... Mas de vez em quando aparece uma oportunidade.
Agora por exemplo, assisti Último tango em Paris. Não sei bem se é tão clássico assim, mas pelo menos uma de suas cenas o é - a tal da cena da manteiga.
Maria Schneider interpreta Jeanne, uma parisiense à procura de um lugar para morar com seu futuro marido. Em visita a um apartamentos, ela conhece Paul, interpretado por Marlon Brando - já sem a forma atlética de tempos anteriores. Os dois desconhecidos acabam se deixando levar pela atração sexual. Começam um caso, onde nenhum dos dois trocam muita informação sobre si mesmos. Como se fosse uma espécie de mundo paralelo para ambos. Nem seus nomes eles contam um para o outro. Mas em suas "vidas reais", Jeanne está em meio aos seus preparativos para o casamento, enquanto seu noivo, cineasta, faz um documentário sobre isso. Já Paul sofre com a recente morte de sua mulher. Tudo vai bem, com os dois dividem seus pensamentos, alegrias e tristezas na cama. Mas a "perfeição" da relação chega ao fim quando Jeanne se apaixona por Paul e começa a perguntar e cobrar demais. Isto para os padrões de Paul e do combinado.
Último tango em Paris é um bom filme, mas não achei fenomenal. Não sei o porquê, mas não gosto muito do estilo do Bernardo Bertolucci. Tudo bem... Só vi 3 de seus filmes até hoje: Beleza Americana, O Pequeno Buda e este. Não gostei muito deles... Achei interessante, mas nada que me causasse alguma sensação incontrolável. Ainda não vi O Último Imperador. Todo mundo diz que é muito bom, mas eu tenho medo de me decepcionar novamente. Por isso, acabo adiando. Na verdade, eu acho que Último tango o melhor dos três. Mas fiquei um pouco decepcionada. Esperava mais. Nota: 7.
Melhor frase do filme: "Por que você odeia as mulheres?" (Jeanne - Maria Schneider)
ÚLTIMO TANGO EM PARIS (Last tango in Paris) - 1972 - Gênero: Drama - Direção: Bernardo Bertollucci // Marlon Brando, Maria Schneider.

sábado, 28 de fevereiro de 2004

DVD

SPIDER - DESAFIE A SUA MENTE (SPIDER):
Ralph Fiennes é um ator que ainda não consegui ter uma opinião formada... Em alguns de seus filmes eu adoro sua interpretação. E tem outros em que odeio... Não há um meio termo ou uma maioria de votos. No fundo eu acho que ele tem sim muito talento. Mas de vez em quando dá umas escorregadas em suas escolhas de papéis.
Não é o caso de Spider - Desafie sua mente. Ralph está excelente no papel do perturbado Dennis Clegg.
O filme é uma viagem dentro da mente de Dennis. Este, desde o início do filme, demonstra ter problemas psicológicos. As cenas intercalam o presente do personagem aos trinta e pouco anos, junto a lembranças de sua infância, onde vamos entendendo de onde surgiu sua personalidade tão estranha.
Quando menino, Dennis já era considerado estranho. Vivia grudado à sua mãe, a qual o apelidou de Spider. A Sra. Clegg (Miranda Richardson) é uma mãe carinhosa e atenciosa. Enquanto sua relação com a mãe é a mais positiva possível, não podemos dizer o mesmo com relação ao seu pai. Bill Clegg (Gabriel Byrne) não se entendem de forma alguma. O que trará muitos problemas para a família.
Acho que falar mais sobre o enredo do filme seria estragar a surpresa que ele é. A mesma que eu tive ao chegar ao final. Não vou dizer que só no final é que entendi tudo. Eu já desconfiava dos acontecimentos e dos culpados no meio do filme. Mas não darei detalhes. Não vou estragar as coisas para todos.
O que posso dizer é que gostei muito do filme porque lida com um dos temas que eu mais gosto num filme: as histórias psicológicas. Para muitos o filme vai parecer longo. Eu não diria isso. Diria que ele está no tamanho e ritmo corretos. Ponto para a direção e para os roteiristas que conseguiram mostrar passo a passo a mente perturbada de um homem comum e de onde sirgiram todos os seus fantasmas. Muito bom mesmo.
E como eu falei acima do Ralph Fiennes, vou terminar com ele também. Este filme entrou para a categoria dos filmes dele que eu adorei sua interpretação. Pelo visto, nunca vou achar um meio termo... Então vou fazer o seguinte: considero Ralph um ator de grande talento... :-) Nota: 8.
Melhor cena do filme: A cena da descoberta do culpado de um assassinato (não posso contar mais!!!!)
SPIDER - DESAFIE SUA MENTE (Spider) - 2002 - Gênero: Drama - Direção: David Cronenberg // Ralph Fiennes, Miranda Richardson, Gabriel Byrne, Lynn Redgrave, John Neville.
KATE & LEOPOLD (KATE & LEOPOLD):

Este filme me trouxe uma sensação muito engraçada... Quando eu achava que veria um filme da Meg Ryan diferente dos filmes da "Meg Ryan", eis que ele dá uma reviravolta e acaba da mesma forma que todos os filmes dela... Francamente... Mais do mesmo? Cansei disso...
O começo de Kate & Leopold é até bem interessante. Leopold (Hugh Jackman) é um aristocrata que vive pelos idos de 1870 e adora ciência. Um dia, em plena inauguração da Ponto do Brooklyn, ele percebe um homem na multidão, carregando um instrumento muito estranho para sua época. Tratava-se de Stuart (Liev Schreiber), um cientista do século XXI, que conseguiu encontrar uma forma de viajar no tempo. Ele levava consigo sua máquina fotográfica digital para comprovar a experiência. Acontece que Leopold o segue e ambos acabam vindo para o século XXI. Leopold fica perdido, obviamente. Mas Stuart promete que o levará de volta. Acontece que este sofre um acidente e fica internado num hospital. Leopold não sabe de nada. Para piorar a sua situação, Kate (Meg Ryan), a ex-namorada revoltada de Stuart, o conhece mas não acredita em toda a história. Ela o trata com indiferença por muito tempo. Kate é daquelas mulheres que não tem tempo a perder. Trabalha muito e sonha um dia ser vice-presidente da sua companhia. Não acredita em amor, romantismo e coisas do gênero. Aliás, tem uma vida amorosa desastrosa. Obviamente que entre ela e Leopold surgiria uma ligação...
Achei muito legal a relação entre os personagens, bem diferente dos filmes de romance normais. Enquanto Leopold tem uma postura mais romântica, mais "feminina" (digamos assim), Kate é "o homem da relação". Tudo muito interessante para uma feminista assumida, como eu. Até que tudo perde a graça e temos mais um "romance da Meg Ryan". Afinal, que graça tem ver mais um filme em que a mulher larga tudo por amor? Nenhuma. Quer coisa mais batida? Aqui neste filme haveria brecha para que o homem fizesse isso (até porque, como o mais romântico do casal poderia ser a opção dele). Mas não. Caímos no clichezão básico... Será q os produtores e a própria Meg tiveram medo de arriscar?
Sinceramente, me decepcionei com o final. Se não fosse tão comum, eu daria nota maior. Mas como perdeu muitos pontos no fator criatividade e originalidade, eu vou dar 6. E estou sendo muito boazinha... Além do mais o roteiro ficou cheio de buracos... Quem manda querer colocar assuntos mais complexos na história, sem ter competência para deixar tudo bem amarradinho?... Nota: 6.
Melhor citação do filme: "Talvez o amor seja a versão adulta de Papai Noel. É um mito que nos é passado desde a infância para continuarmos comprando revistas, indo a clubes, fazendo terapia, assistindo filmes com músicas da moda tocadas em cenas de amor..." (Kate McKay - Meg Ryan)
KATE & LEOPOLD (Idem) - 2001 - Gênero: Romance - Direção: James Mangold // Meg Ryan, Hugh Jackman, Liev Schreiber, Breckin Meyer.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004


CONTOS PROIBIDOS DO MARQUÊS DE SADE (QUILLS):
1790. O jovem Abade du Coulmier (Joaquim Phoenix) dirige um asilo para doentes mentais. O Abade é um homem de muita fé. Mas mesmo assim ele vive em grande dúvida, pois sente muito mais do que apenas amizade por uma das moças que trabalha no asilo. Seu nome é Madeline (Kate Winslet). Embora seja pobre e de pouca cultura, ela é muito curiosa e gosta muito de livros. Tanto que está aprendendo a ler com o Abade. Mas o que Madeline mais gosta de ler são os escritos de um dos pacientes do asilo: o Marquês de Sade (Geoffrey Rush). Ela não é a única. Com suas histórias picantes, o Marquês conquista fãs tanto dentre os pacientes quanto no meio dos mais ricos. Mesmo sabendo do teor de suas histórias, o Abade deixa o Marquês livre para escrever. É uma espécie de tratamento. Acontece que as histórias do Marquês encarcerado estão chegando às cidades e muitos as culpam por alguns acontecimentos estranhos. Por isso, o doutor Royer-Collard (Michael Caine), conhecido por seus métodos, digamos, "bastante persuasivos", é mandado para o asilo afim de curar o Marquês. A partir do momento em que o doutor pisa no lugar as coisas começam a piorar para todos. O Abade tem que lutar contra sua boa índole para respeitar as ordens do doutor. Madeline tenta ajudar seu amigo Marquês e este último tenta de todas as formas voltar a fazer aquilo que ele mais ama na vida: escrever.
Eu sempre quis ver este filme, porém nunca tive oportunidade. Até que ela chegou via HBO. Se eu soubesse que ia gostar tanto teria ido ao cinema para vê-lo. Contos proibidos do Marquês de Sade é um filme apaixonante. A gente vê a paixão na história e também no elenco. Aliás, este é um capítulo à parte. Os atores definitivamente foram escolhidos a dedo. Poucas vezes vi um elenco tão afiado. Destaco Joaquim Phoenix, em seu melhor papel até hoje. Os cenários e o figurino também estão perfeitos. Achei a direção bem normal. Até um pouco destoante de todo o arrebatamento do filme. Mas nada que prejudique.
Esse filme é recomendadíssimo por mim. Embora eu não tenha simpatizado muito com a personalidade do Marquês, eu gostei muito mesmo do drama dos personagens. Por isso aconselho a quem não viu que o faça correndo! Nota: 8.
Melhor citação do filme: "Você não pode ser um escritor de verdade sem um toque de loucura, não é verdade?" (Madeleine - Kate Winslet)
CONTOS PROIBIDOS DO MARQUÊS DE SADE (Quills) - 2000 - Gênero: Drama - Direção: Philip Kaufman // Geoffrey Rush, Kate Winslet, Joaquim Phoenix, Michael Caine.
RING 0 (RINGU 0 - BÂSUDEI):
Consegui chegar ao fim da trilogia! Pensei que nunca conseguiria! Mas consegui! Merecia um prêmio...
Ringu 0 é muito ruim tb. Mas até que eu achei a última parte a mais legal das três. Na verdade, ela seria a parte 1, se formos pensar em ordem cronológica. Neste filme nós vemos a juventude da estranha garota Sadako (Yukie Nakama) - que tem um superestilo Carrie, a estranha. O filme tenta mostrar como foi que Sadako se transformou na "menina-monstro". E quem diria? Foi tudo por amor... Acho que essa idéia deve ter vindo com o diretor, que não é o mesmo das duas primeiras partes. Pois bem... É mais legalzinho; mais explicativo e dá pra se assistir. Mas - ó meu grande dilema - continuou sem responder minhas dúvidas. Será que é implicância minha? Eu acho que não. Mas todo filme de terror tem que ter uma explicação em alguma parte para todos os acontecimentos trágicos. Senão não tem porque existir este filme. Neste a explicação se perde do que foi dito no primeiro filme. Fica confuso explicar. Só vendo.
Eu s? gostaria de saber quem foi que filmou a maldita fita de vídeo. Por que fez isso? Para quê? Com ordem de quem? Só algumas das perguntinhas básicas que pairam na minha mente e que não tiveram uma solução. Afinal, todo mundo conhece a história do Jason e de Cristal Lake. Todo mundo sabe a história de Freddy Krugger e da Rua Elm. Todo mundo sabe sobre Mike Myers em Halloween. Por que diabos não pode haver uma explicação plausível para Sadako?
Por favor, não me venham com "mas a graça do filme é essa. Esse mistério sem explicação" pois pra mim não há graça alguma nisso...
Se eu tivesse que recomendar um dos 3 filmes seria esse. É bem mais elucidativo. Mas de qualquer forma, eu não gostei. Então não recomendo. Nota: 4.
Melhor cita??o do filme: Fim (Como se escreve isso em japonês?)
RING 0 (Ringu 0 - Bâsudei) - 2000 - Gênero: Terror - Direção: Norio Tsuruta // Yukie Nakama, Takeshi Wakamatsu, Yoshiko Tanaka.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004


RING 2 (RINGÚ 2):
Quando eu achava que as coisas não tinham como piorar na trilogia de terror japonesa Ring eis que começo a assistir o filme 2. Este consegue ser pior, mais confuso e mais nada a ver do que o primeiro. Quero ver como os americanos vão se safar dessa.
Pra começo de conversa, a menina-monstro Sadako (Rie Inou) nem é tão importante assim no filme. E o que já não tinha pé nem cabeça conseguiu ser piorado.
Neste filme, o filhinho da repórter que investigou a fita suspeita no primeiro filme, Yoichi (Rikiya Otaka), é a criança-monstro. O garotinho acaba ganhando os poderes de Sadako, de uma forma quase inexplicável. A repórte morre e quem cuida de Yoichi a partir daí é a namorada do pai dele. Ambos tem que descobrir uma solução para se livrar do poder de Sadako sobre o menino.
Muito, muito, muito ruim. Nada se salva aqui. Será que eu estou vendo os filmes que todo mundo me recomendou mesmo? Não é possível! É muito ruim... Nota: 1.
Melhor citação do filme: Continuo não entendendo japonês! *rs*
RING (Ringú) - 1999 - Gênero: Terror - Direção: Hideo Nakata // Miki Nakatani, Hitomi Sato, Kyôko Fukada, Rie Inou, Rikiya Otaka.
RING (RINGU):
Antes de mais nada, apenas para relembrar, eu detesto O Chamado, aquele filme idiota sobre um vídeo que não pode ser assistido ou a pessoa morre em 7 dias.
Depois que gritei para os quatro cantos do planeta que odiava esse filme, que não tinha achado a menor graça - embora tenha sido uma das poucas pessoas a achar isso - amigos mais perseverantes e pacientes me convenceram a assitir a trilogia japonesa que deu origem ao filme americano. O filme que comentarei agora é só a primeira parte. Assisti aos 3 de uma vez... E já adianto que detestei todos de qualquer forma...
Sinceramente eu não sei da onde as pessoas tiram tanto "medo" da história da garotinha (nesse filme, ela chama-se Sadako) que "habita" a fita de vídeo. O filme americano chupou 90% das idéias da primeira parte japonesa. Por isso, para mim, não houve muita diferença no fato de não gostar mesmo. O filme japonês pelo menos é um pouco mais "engraçadinho". Parece um episódio de algum seriado estilo Jaspion.
Por mais que seja um cult para os aficcionados, achei Ring muito ruim. Continuo não achando graça. Continuo sem entender da onde as pessoas tiraram medo de cenas "asssutadoras". Aliás, cadê essas cenas? Continuo não entendendo a história. O roteiro é cheio de furos e perguntas não respondidas. Ok. Esse é só o primeiro filme e em tese, as dúvidas seriam sanadas nos seguintes. Mas posso adiantar que não sanaram-se coisa alguma...
Sinceramente... Que perda de tempo. Como eu já não esperava nada mesmo, pensei que fosse gostar um pouquinho do filme. Mas que nada! Odiei tanto quanto a versão americana. Mas tem outro ponto positivo para a versão japonesa: eles não são tão pretenciosos na produção quanto os americanos. O filme tem um clima trash que combina com a história realmente. Mas dizer que é muito bom, aí também é demais...
Detestei. Não recomendo. Nota: 3 (filme igual, nota igual).
Melhor citação do filme: Não entendo japon?s! *rs*
RING (Ringu) - 1998 - Gênero: Terror - Direção: Hideo Nakata // Nanako Matsushima, Miki Nakatani, Hiroyuki Sanada.